
Esse último final de semana Mavericks quebrou novamente.
No sábado, lá pelas 7 da manhã recebi o telefonema do Cristian Beserra, que mora em São Francisco, dizendo que ele e mais a brasileirada que bota pra baixo ia para Mavericks.
Coincidentemente eu estava em Half Moon Bay, já que as bóias davam 17 pés com intervalos de 17 segundos, sinal que Mavericks ia quebrar.
Não queria perder o segundo swell da temporada (no outro estava filmando o campeonato em Santa Cruz).

Talvez por ser um sábado ensolarado (fato incomum a Half Moon Bay), o estacionamento usado pela galera estava crowdeado, com carros parados ao longo da estrada.
Lá podia-se ver de tudo. Famílias passeando com os cachorros na prainha de Pillar Point, casais passeando de mão dadas, turistas desavisados…
Ah, nesse cenário tinha também uma surfistada com suas pranchas 10 pés e caralhada, roupa de borracha de 6 milímetros, bota, luva, gorro, todos indo na direção daquela onda que quebra lá longe.
Dizem até que, quando estão no pico esperando as ondas, tem aquele peixão passeando pra dar uma olhada nas canelas da galera – há duas semanas tem um que deixou um pedaço da dentadura na prancha de um.
Tinha bastante gente no morro de onde se tem a melhor visão do pico. Binóculo ajuda nessa hora, para mostrar melhor a mãe-natureza mostrando um pouco da sua força, uma galera brincando com ela, e outros de camarote.
“Tinha uns 15 pés com algumas um pouco maiores com 18”, disse Danilo Couto, que deu uma parada aqui antes de ir para o Hawaii.
Com ele estavam Alexandre Blau, outro Danilo junto de outro Alexandre, Thyolinha e Cristian.
Era esse o “time” da terra que entrou na água naquele dia. As ondas não estavam nem tão gigantes nem tão perfeitas para o padrão do big surf, mesmo assim algumas bombas quebraram e a rapaziada fez bonito.
A temporada está só esquentando, ou melhor dizendo, congelando. O inverno
aqui promete este ano.
Leia na página seguinte o relato do surfista Cristian Beserra sobre as condições do mar no sábado em Mavs.
Clique aqui para ver a galeria de imagens da session (frames do vídeo em breve no canal TV Waves)

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O mar estava quebrando com séries de 15′ e algumas bombas (poucas) de 18′. Tava difícil devido ao vento forte vindo de Norte (sideshore).
O interessante é que a boia bateu 17′ a 17 segundos quando estávamos na água, mas devido à direcao do swell ter sido também muito de Norte, a situação não ficou muito cabulosa.
Tivemos a presenca ilustre do Danilo Couto (atleta da Red Nose e Costa do
Saupe), fresquinho vindo de uma longa temporada no Brasil.
Ele pegou várias e estava amarradão na hora do burritão, atualizando a galera nas novidades de nossa terrinha.
Ele tinha esquecido as botinhas, mas não quis nem saber, caiu descalço mesmo. O fato de ter feito um dia muito bonito com aquele solzão de Outono, com certeza ajudou.
Havia umas vinte cabecas na água e cinco estavam representando a nação. Alexandre, como sempre, pegou várias bem deep do bowl.
Henrique Thyolinha pegou uma bomba e o outro Danilo que mora aqui, também fez sua parte.
Minha mulher conseguiu registar uma das três ondas que surfei e você pode conferir a foto.
Os brazucas Bruno Lemos e Marcio Freire, que estavam no Hawaii na tentação de fazer um bate-volta, tomaram a decisão certa de não vir, pois as condições não estavam ideais.
Melhor guardar as verdinhas para uma investida de melhor retorno. A temporada está só começando. (Cristian Beserra)
Clique aqui para ver a galeria de imagens da session (frames do vídeo em breve no canal TV Waves)
