Brasil manda bem no WQS dos EUA

Round 1

O US Open of Surfing é tradicionalmente um dos eventos com maior número de inscritos de todo o circuito, senão o maior. Com mais de 300 participantes, o primeiro round foi predominantemente disputado por americanos locais, alguns venezuelanos, japoneses e o brasileiro Marcondes Rocha, que venceu sua bateria.

Round 2

O segundo round começou com a vitória de um jovem americano chamado Micah Byrne na primeira bateria. Marcondes passa também em primeiro, Dino Andino faz a sua parte e Christian Fletcher, com todo o seu talento para os aéreos, mostra a diferença entre o free-surfer e o surfista direcionado para competições, rodando de cara em último lugar com adversários inexpressivos.

Round 3

Na terceira fase, o jovem Micah Byrne passa mais uma em primeiro, Dino Andino passa raspando em segundo e Marcondes encerra sua participação perdendo para o australiano Beau Mitchell e o americano Vince Perry. Estréia o havaiano Peter Labrador com vitória em sua bateria.

Round 4

O jovem Micah Byrne começa a se tornar um dos destaques, vencendo mais uma vez a sua bateria. Destaque também para o australiano James Catto, que veio desde o round um e passa agora sua bateria em primeiro. Peter Labrador também quebra, deixando três americanos para trás. Dino Andino continua vivo e passa em segundo.

Round 5

Micah vence novamente, fazendo as quatro baterias em primeiro. James Catto também vence a sua contra dois americanos e um japonês. Os brasileiros estréiam com vitória: Bernardo Pigmeu (vence contra três americanos) e Diego Rosa, que acabou tirando o havaiano Peter Labrador da competição. Darryl “Flea” Virostko, de Santa Cruz, roda de prima e Dino Andino passa mais uma raspando. Estréia de Tom Curren na competição, passando sua bateria em primeiro.

Round 6

Micah vence pela quinta vez seguida, e pode ser considerado o maior destaque da competição até o quinto round. James Catto passa para o round sete, perdendo apenas para o havaiano Isaac Kaneshiro. Dino Andino se despede do evento assistindo à vitória do havaiano Roy Powers. Tom Curren passa mais uma em primeiro, deixando o brasileiro Dunga Neto com a segunda colocação. O australiano Jay Phillips e o americano Jeff Deffenbaugh estréiam com vitória em suas baterias. Pigmeu vence novamente e Diego Rosa passa mais uma.

Round 7

Micah passa para o round oito, mas desta vez sentiu a pressão, ficando em segundo. Na sua cola estava o carioca Raoni Monteiro, que estreou na competição, mas não conseguiu superar o jovem talento americano, com quem disputou a segunda colocação na bateria. James Catto não conseguiu manter o ritmo de Asher Nolan e Beau Emerton, ficando por aqui, assim como Diego Rosa e Bernardo Pigmeu, que viu Tim Curran estrear com vitória na sua bateria. Tom Curren deixa novamente Dunga Neto em segundo, o ubatubense Odyrlei Coutinho consegue passar para o round oito em sua disputada estréia, perdendo apenas para Jay Phillips. Destaque para o Japão, especialmente pela vitória do japonês Naohisa Ogawa contra Ross Williams e para a dobradinha Tetsuya Urayama e Norimasa Ohno, que tiraram o americano Brian Hewitson (ex-WCT) e o australiano Darren O’ Rafferty.

Round 8

Acaba o gás de Micah Byrne: assistiu a vitória do australiano Mick Fanning (que estréia com o pé direito) e de seu compatriota Keith Malloy. Tremeu? Destaque para o americano Asher Nolan, que deixou Christiano Spirro em segundo e o sul-africano Travis Logan, que venceu um dos donos da casa, Tim Curran, e o espanhol Eneko Acero, que venceu vários WQS recentemente na Europa. Destaque também para Ross Williams, Pat O’Connel e Phillip MacDonald, que estrearam bem vencendo suas baterias. Entre os brasileiros, destaque para o Vitinho, que vem devagar construindo sua volta ao WCT, estreando com vitória no duelo com o australiano Toby Martin. Odirley Coutinho encerra sua participação, mas assistindo dois brasileiros passsarem para o round nove: Rodrigo Dornelles e Otávio Lima, que tiraram também Jay Phillips. Já Yuri Sodré, Fabio Silva, Wilson Nora e Danilo Costa acabaram perdendo de cara, e devem cair algumas posições no ranking. Deffenbaugh passou mais uma e continua no páreo. Curren deixa novamente Dunga Neto em segundo. o japonês Norimasa Ohno vence a sua bateria, tirando os havaianos Myles Padaca e Fred Patachia.

Round 9

Dan Malloy estréia vencendo Mick Fanning, que também avança. Rob Machado estréia com vitória, despachando Deffenbaugh e Paulo Moura. Rodaram também de prima Joca Junior, Fábio Gouveia, Armando Daltro, Taj Burrow e Kalani Robb. Spirro vence e o Peterson… WO, Bronco?? Vitor Ribas faz outra dobradinha com Toby Martin, e tira o bi-campeão de Jeffrey’s, Jake Patterson. Depois de três baterias atrás de Curren, Dunga fez o mais difícil e deixou para trás, de uma só vez, Tom, Cory Lopes e Taylor Knox. O estilo do top cearense se encaixa perfeitamente às ondas de Huntington. Sunny Garcia, com sua já tradicional regularidade em qualquer tipo de onda, ficou com a melhor média do round nove. Destaque também para Marcelo Nunes, Renan Rocha e Rodrigo Dornelles que, como Dunga, avançaram para as oitavas.

Oitavas-de-final

Machado emplaca a melhor média da competição (26,84) vencendo o duelo com Mick Fanning, mas ambos avançam para as quartas. Vitinho faz novamente a dobradinha com Toby Martin, sempre na frente do australiano. Tim Curran garante sua vaga com o sul-africano Travis Logan, que já pode ser considerado uma surpresa chegando até aqui. Nunes vence sua bateria, deixando Sunny em segundo, e Teco faz o mesmo com Pat O’Connel. Dunga Neto dá o golpe de misericórdia em Tom Curren, passando tranqüilo em primeiro, com Renan Rocha em segundo fazendo a única dobradinha brasileira das oitavas. Spirro é eliminado e Dornelles consegue passar em segundo na última bateria das oitavas, que o australiano Richie Lovett venceu de ponta a ponta.

Quartas-de-final

Machado vem com tudo e faz a melhor média das quartas também (23,17), deixando Fanning novamente em segundo, e despontando como um dos principais candidatos ao título da etapa. Na segunda bateria, Tim Curran também quebra fazendo a segunda melhor média das quartas, e Toby Martin fica com a segunda vaga para a semi, dando o troco para Vitinho, que mesmo rodando acabou somando pontos valiosos para o ranking. Teco e Nunes fazem a primeira dobradinha brasileira das quartas, deixando para trás ninguém menos que o campeão mundial Sunny Garcia e, na última bateria, outra dobradinha brasileira, com Dornelles e Renan. Dunga desta vez não teve sorte, mas sua participação pode ser considerada, como dizem os americanos, “amazing” (incrível).

Semifinal

1o) Rob Machado
2o) Toby Martin

Contando com a torcida a seu lado e com o fato de já ter vencido muitas vezes em Huntington, Machado faz a melhor média da semi (20,61) e, literalmente, no melhor sentido da palavra, faz também a mala de Curran e Fanning, que se despede do evento retomando a liderança do WQS. Nada mal…

1o) Rodrigo Dornelles
2o) Marcelo Nunes

Em uma bateria 100% verde e amarela, bem mais equilibrada, Dornelles levou ligeira vantagem sobre Nunes, e ambos obtiveram o visto no passaporte para a final. Como tinha que ser, acabou sobrando para dois brasileiros, desta vez Teco e o Renan.

Final

1o) Rob Machado
2o) Marcelo Nunes
3o) Toby Martin
4o) Rodrigo Dornelles

Como era esperado, Machado levou a etapa. Mas foi uma vitória apertada em uma bateria foi muito disputada: 22,96 contra 22,84 de Marcelo Nunes, que não se entregou em nenhum momento.

Como fica o ranking

Como vem priorizando o WCT, Machado não correu muitas etapas do WQS até agora e seu resultado não foi suficiente para colocá-lo em uma boa posição no ranking. À Toby Martin também faltam resultados, de forma que passa a ocupar uma modesta 60a colocação. Nunes obteve um excelente resultado, que o colocou na vice-liderança do ranking, cerca de 300 pontos atrás de Mick Fanning. Dornelles, mesmo com o bom resultado, ocupa apenas a 26a posição.

Mesmo rodando de cara, Paulo Moura cai somente duas posições, ocupando agora a 3a colocação, seguido de Teco e Vitor Ribas. Danilo Costa cai para 9o, Fabio Silva para 12o, Wilson Nora para 15o, Spirro entra na zona de classificação em 14o, James Santos, com seu 3o em Newquay, neste mesmo final de semana, pula para 16o e Otávio Lima se mantém entre os 20 primeiros. Nada mal para o Brasil…

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