
Terça-feira ensolarada na Praia de Maresias. Ondas pequenas, mas bem formadas. A benção indígena dada pelo pagé Vera Mirim e outros membros de uma tribo Guarani, de Boracéia, foi o último ingrediente para a receita perfeita de um campeonato mundial de longboard.
E foi assim, mais uma vez em clima de confraternização, que teve início o Oxbow Pro Longboard Brasil, primeira etapa do circuito mundial da categoria, com prazo de espera até o próximo domingo para ser realizado nas ondas de Maresias – ou das praias de Camburi e Baleia, dependendo das condições do mar.
Em ondas de até 1 metro, com boa formação e

vento terral, foram realizadas as 16 primeiras baterias do evento, oito do primeiro round e oito do segundo.
Entre os destaques do dia estão vários representantes da nova geração, como os guarujaenses Daniel Farias e Adriano Alemão, o local Carlos Bahia, autor da maior nota do dia – 8 pontos, e o santista Alexandre Wolthers.
Outra disputa que chamou a atenção do publico presente envolveu verdadeiros dinossauros do esporte, o carioca Carlos Mudinho, rei do estilo, e o carismático colombiano/brasileiro Fuad Mansur, misteriosamente inscrito com o codinome “Fu Lopez”. Porém, mesmo apresentando boas performances, nenhum dos dois veteranos seguiu adiante.

Outra derrota que surpreendeu os apostadores de plantão foi a do guarujaense Luis Juquinha, na primeira bateria do segundo round. Os carrascos foram o havaiano Kiva Rivers e o jovem Daniel Farias.
Se a previsão de swell se confirmar, as ondas podem até subir um pouco nesta quarta e devem rolar pelo menos as baterias da terceira e quarta fases da competição.
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