O baiano Bino Lopes foi o grande destaque brasileiro no segundo dia do Sata Azores Pro, QS10.000 que acontece na ilha de São Miguel, em Açores, Portugal.
Em ondas de até 1,5 metro e formação regular, Bino mostrou um backside afiado para arrancar notas 7.00 e 8.17 dos juízes, deixando seus adversários em situação muito complicada na praia de Santa Bárbara.
Na briga pela segunda vaga, o australiano Jack Freestone levou a melhor sobre o brasileiro Jadson André, eliminado junto com o costa-riquenho Noe Mar McGonagle, destaque do primeiro dia.
Também com uma atuação expressiva, Alejo Muniz descolou 6.03 e 8.33 para bater Carlos Muñoz (2o), Frederico Morais (3o) e Jonathan Gonzalez.
Outro que passou em primeiro foi Hizunomê Bettero, autor de 6.67 e 6.03 na vitória sobre Dion Atkinson (2o), Jose Ferreira e Adrien Toyon.
Já os atletas Caio Ibelli, Wiggolly Dantas, Alex Ribeiro, Miguel Pupo e Pedro Henrique – que atualmente representa Portugal – avançaram em segundo lugar em suas respectivas baterias.
Depois de passar pela estreia logo cedo, Pupo fez o segundo melhor somatório entre os brasileiros (15.10) na segunda fase, mas o californiano Evan Geiselman roubou a cena com 9.67 e 7.03, deixando o brazuca em segundo, Santiago Muniz em terceiro e Mitch Crews em quarto.
Ainda nesta quarta-feira, o Brasil perdeu Thiago Camarão, Marco Fernandez, Jadson André, Deivid Silva, Kristian Kymerson, Willian Cardoso e Jessé Mendes, que defendia o título da etapa.
Deivid Silva foi eliminado em um dos duelos mais acirrados do dia. O paulista chegou a somar 8.93 e 5.83, mas perdeu para a segunda vaga para o conterrâneo Alex Ribeiro por uma diferença de apenas 7 centésimos.
Já Thiago Camarão começou muito bem, totalizando 14.66 pontos em uma das baterias pendentes da segunda fase. Depois voltou ao outside para o último duelo do dia e chegou a ocupar a zona de classificação até os instantes finais, quando levou uma virada do marroquino Ramzi Boukhiam e deu adeus à prova junto com Marco Fernandez.
O segundo dia do Azores Pro foi marcado também pela primeira nota 10 da prova. O top da elite mundial Adam Melling encontrou um tubo profundo e ainda acertou duas manobras no crítico.
“É bom estar de volta aqui. Já fiz um 10 aqui há uns três anos e desde então não fiz nenhum outro”, conta Melling. “Aquela onda estava muito boa. Remei em direção a ela, me senti um pouco profundo, passei por dentro e mandei dois turns. Estou feliz por isso. Conseguir bons resultados no QS me ajuda a ganhar confiança. Já venci a perna portuguesa antes e adoraria ganhar novamente”, conta o aussie.
Highlights do segundo dia