
A Ilha da Fantasia. Esse foi o nome do seriado que passava na TV nos anos 80 e que foi filmado durante anos aqui em Maui.
Quem não lembra do anão-mordomo naquele cenario maravilhoso? Bom, a nossa realidade não é tão diferente.
Graças a Deus, quando Jaws não quebra pesado, o paraíso do vento não nega fogo e os amantes do velejo entram em ação.
Outro dia, cruzei com Kauli Seadi, catarinense top do circuito mundial de windsurf, nas areias da praia de Hookipa.

Ele estava com a mente focada na primeira sessão de um brasileiro de wind em Jaws. O windsurfista Robbie Naish ficou de levá-lo em seu barco e eu fiquei de dar um help no resgate com o jet.
O último sábado foi mais um dia abençoado em Kite beach. Todos os tops voaram muito alto e pegaram altas ondas. As manobras ficam extremamente radicais nas ondas.
Nenhum Mick Fanning daria uma rasgada tão radical como a que o local Dylan aplicou hoje. A potência imprimida pela pipa abre outros horizontes.

Eu e meu parceiro Jorge Pacelli passamos o dia mais uma vez aperfeiçoando as manobras.
O kite tem muito a ver com o tow-in, afinal nas duas modalidades você é rebocado em altissima velocidade.
A sensação de estar com uma pipa maior do que o tamanho desejado, e consequentemente com muito mais velocidade do que o normal, é parecida com a sensação nas maiores ondas que surfei.
A velocidade da prancha é bem similar, o que torna o kite um excelente treino para o tow-in.

Hoje tambem voei muito alto, consegui ver as pessoas e o chão do mar bem lá embaixo, é uma sensação única!
Semana que vem tem um outro big swell nos mapas. Vamos rezar para quebrar mais um Jaws.
Enquanto isso, em Oahu rola uma etapa do WQS em Pipeline, mas infelizmente nenhum brasileiro se deu bem. Fica para próxima.