Carismático, sorridente e sempre empolgado.

Essa é a melhor definição para o havaiano Ace Cool, big rider e organizador da segunda edição do ?Eddie Would Tow?.

 

A competição de tow-in foi realizada no começo de fevereiro e 

foi um dos eventos de maior sucesso já feitos em Oahu.

 

Ondas de 20 pés, sol e vento terral formaram o cenário que ficará na memória de quem estava presente em Puena Point, pico situado ao lado de Haleiwa.

 

Os competidores brasileiros ficaram com três das quatro primeiras posições na prova.

 

Os havaianos Garrett Mcnamara e Kealii Mamala ficaram com o título e US$ 5 mil de prêmio, seguidos por Yuri Soledade e o havaiano John Gangini, que faturaram US$ 2,5 mil pelo segundo lugar.

 

Sylvio Mancusi e Everaldo Pato ficaram em terceiro lugar e levaram US$ 1,5 mil, com João Maurício e Edison de Paula, quartos colocados, faturando US$ 500.

 

Cool foi protagonista de uma das sessões de ondas grandes mais iradas de todos os tempos, nos anos 80, quando pulou de um helicóptero durante um swell de cerca de 7 metros na ponta de Kaena Point.

 

A bordo de uma prancha 10 pés ele surfou uma onda gigante que ficou imortalizada em cartões postais vendidos até hoje no Hawaii.

 

?Gostaria de deixar claro que o tow-in deve ser praticado em ondas de no mínimo 20 pés. Essa é a lei?, proclama o big rider.

 

Em entrevista exclusiva concedida ao atleta e correspondente Waves no Hawaii Sylvio Mancusi, ele explica os detalhes do evento e os planos para os próximos anos.

 

Como surgiu a idéia de realizar um evento de tow-in na costa Norte de Oahu?

 

O meu amigo Ken Bradshaw começou a legalizar o tow-in aqui em Oahu e nós sabíamos que para realizar um campeonato precisaríamos que a modalidade fosse legalizada. Hoje, ainda bem, estamos dentro da lei e com respaldo de todas as autoridades. Agora conseguimos um patrocinador e o evento foi um sucesso.

 

A idéia mesmo de realizar o evento surgiu há três anos, quando eu e meu parceiro Ron Barron tivemos a idéia de fazer uma expression session de tow-in com alguns cinegrafistas e tal, mas eu pensei bem e achei melhor fazer um campeonato de verdade, com tudo que temos direito. Nos moldes do Eddie Aikau, mas de tow-in. Eu fui atrás das permissões do Estado para a realização do evento e foi tudo tranqüilo.

 

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Como foi a primeira edição, no ano passado?

 

No ano passado foi bacana, com ondas de 15 a 18 pés em uma esquerda perto de Avalanche. Dan Moore e outros surfistas participaram do evento, mas a maioria dos surfistas foi surfar Jaws, diferentemente deste ano, que tivemos presença de Garrett Macnamara, Kealii Mamala, Jamie Sterling, Troy Allotis, Dan Moore, Marvin Foster e Mark Anderson, que disputaram com toda raça. As ondas chegaram com cerca de 25 pés perfeitas. O primeiro evento eu consegui terminar em seis horas, foi curto. Este ano
tivemos 18 equipes, foi mais demorado e complicado e quase metade dos competidores era brasileira (risos). Depois desse evento todo mundo ficou focado no North Shore e eu acho que no ano que vem será melhor ainda, com premiação mais alta.

 

Este ano houve alguns problemas e muita gente reclamou da falta de visão dos juizes para um julgamento preciso. Como foi a organização?

 

No próximo ano não colocaremos somente um juiz no barco no outside, e sim todos. A organização contou com o Aloha Water Saving Patrol na segurança.de água. O capitão dos salva-vidas de Honolulu, Keani Rust, trouxe sua equipe e a dividiu em quatro jet-skis. O quadro de juizes foi composto pelo segundo time da ASP Hawaii. Fizemos um palanque de 18 pés de altura e tínhamos alguns médicos na areia. No canal colocamos um grande barco com os cinegrafistas e um ”olheiro” para os juizes que ficavam na praia com seus binóculos. A filmagem ficou por conta da Hawaii Xtreme Surf TV, que colocou um helicóptero para captar as melhores imagens e um jet-ski com outro cinegrafista. Foi tudo bem bacana. O parceiro de Garret, Kealii Mamala, surfou a onda mais longa do evento, totalizando um minuto na onda, segundo a filmagem. As ondas estavam muito clássicas. Ninguém se machucou seriamente, a não ser Marvin Foster, que teve algumas costelas quebradas e quase se afogou, e Dan Moore que ficou duas ondas embaixo d?água. Mas tudo não passou de sustos, e além de tudo eles sabiam o que estavam fazendo ali.

 

Quais os planos para 2007?

 

Com certeza o tow-in deve crescer muito e devemos ter um circuito em alguns anos. Para o próximo ano eu quero arrumar um grande patrocínio. O Morongo da Mormaii se interessou, vamos ver, seria legal um patrocinador brasileiro já que temos muitos atletas brasileiros que surfam bem de tow-in. Eu gostaria de deixar claro que o tow-in deve ser praticado em ondas de no mínimo 20 pés. Essa é a lei. E pode ver aqui na camiseta do evento que para a realização do evento precisamos de um swell de pelo menos 20 pés. Isso é muito importante para a regularização mundial e também para o apelo de nossa modalidade. É muito radical porque o evento só rola com ondas acima de 20 pés daqui para frente. Nós temos toda a estrutura armada e o North Shore produz algumas das maiores ondas do mundo. A receita do bolo é ótima e não tem como não dar certo. Temos a equipe de resgate, juizes, autorizações e principalmente as ondas.

 

Deixe um recado para a galera do Brasil.

 

É muito bacana o tow-in ter crescido tanto nos últimos anos. Mavericks, Cortes Bank, Tahiti, Peru, França, África do Sul e diversos outros picos têm sido surfados em condições nunca sonhadas e o bacana é que não houve muitos acidentes. Estão todos bem treinados, usando os equipamentos adequados e com muita consciência. Eu quero muito ir para o Brasil, aprender a falar português e ver umas garotas (risos).

 

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