Por trás das notas

Beto Fernandes dita as regras em Durban

#A vitória do surfista profissional Beto Fernandes no WQS sobre três australianos em plena África do Sul foi impressionante. Beto surfa muito bem, tem um belo estilo e lavou a alma do surf brasileiro em um ano morno de resultados no cenário internacional.

Possuidor de uma das melhores manobras do circuito brasileiro, o local da Praia Grande, no litoral sul paulista, passou muitas baterias no seu caminho para a vitória e, com os pontos conseguidos em Durban, vê o sonho de uma classificação para o WCT 2003 ficar mais real e próximo.

Em menos de um mês dois locais da mesma praia fizeram final nas ondas de North Píer. Assim como Beto, Bruno Moreira fez uma excelente campanha no mundial da ISA e já tinha dito que as ondas são muito parecidas com as de sua casa.

Sinceramente não acho que esta seja a razão neste caso. Beto é um surfista que manobra muito forte, assim como Peterson Rosa, que ganhou no mesmo lugar ano passado. Ambos se adaptam muito bem às ondas de Durban, que são filtradas pela baía, perdendo força, mas oferecendo longas paredes para a direita que proporcionam manobras velozes.

#O mais curioso é que os gringos dirão que as condições estavam parecidas com o Brasil, mesmo tendo três contra um na final e na casa dos outros. Eu nunca vi alguém ter mais sintonia com uma praia do que os próprios locais ? e esta será mais uma desculpa para não aceitar a ascensão do surf brasileiro, ainda mais quando se fala em 2.500 pontos e US$ 10 mil dólares aumentando a fatia dos brasileiros no circuito mundial.

Em compensação nossa atuação esta semana no WCT de Jeffrey?s Bay foi decepcionante. Em condições perfeitas com 6 a 8 pés só o Peterson e o Fabinho sobrevivem para a terceira fase, com os outros seis brasileiros eliminados. O circuito WQS não tem nada a ver com o WCT, apenas os nomes são os mesmos, as ondas são outras e as táticas são diferentes.

Como estamos no meio do ano e os resultados estão escassos, a maioria dos brasileiros terá que se dedicar ao WQS para se re-classificar e o foco ficará dividido, sendo os eventos seis estrelas fundamentais para quem almeja alguma coisa. As etapas quatro estrelas só ajudarão aos finalistas a melhorarem a pontuação. Só nos resta torcer.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.