Fera baiana

Bernardo Lopes curte boa fase

Bernardo Lopes é um dos principais talentos da nova geração de surfistas profissionais brasileiros. Foto: Everton Luís.

Começar o ano com um excelente resultado é um combustível e tanto para brilhar ao longo da temporada.

 

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É com essa motivação que o jovem baiano Bernardo Lopes busca manter o foco em 2008 e conquistar resultados cada vez mais expressivos.

 

Aos 20 anos, “Bino” desponta como um dos principais talentos da novíssima geração de surfistas profissionais brasileiros.

 

Revelado em Villas do Atlântico, litoral norte da Bahia, o atleta roubou a cena no tradicional Hang Loose Pro Contest, etapa de nível 5 estrelas e status Prime do WQS disputada no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

Bino é o novo reforço da Goofy. Foto: Gabriel Macedo / XPro.

Com belas apresentações, Bernardo chegou ao quarto round e só foi parado no último minuto, depois das viradas do porto-riquenho Brian Toth e do norte-americano Gabe Kling, ex-top do WCT.

 

Ao longo da prova, Bino viveu momentos marcantes, como a virada em cima do catarinense Alejo Muniz nos segundos finais de sua estréia.

 

Em seguida, descolou a segunda vaga no duelo contra Danylo Grillo (especialista nos canudos de Noronha) e os ex-tops do WCT Pedro Henrique e Nathan Hedge, vencedor da bateria.

 

Outra virada emocionante veio na terceira fase. O atleta estava em terceiro lugar na bateria e estragou a festa do sul-africano Rudy Palmboom ao acertar duas belas batidas de frontside na última onda.

 

Bernardo contou com o apoio do tricampeão brasileiro e ex-top do WCT Peterson Rosa, que incentivou o baiano a virar a bateria e ainda deu uma força quando Bino e Palmboom disputaram a última onda.

 

“Ele (Peterson) foi gente boa. Deu a maior pilha pra eu virar e ainda remou junto com o sul-africano pra tirá-lo da onda e deixar a direita só pra mim”, reconhece o atleta.

 

Amarradão com o resultado e também com o co-patrocínio da Goofy, Bernardo traça as metas para o restante da temporada. “Quero entrar no SuperSurf e arrebentar nas etapas do WQS aqui do Brasil. Pretendo também fazer algumas trips pra treinar em ondas de qualidade”, diz o baiano, que está sem patrocinador principal.

 

“As coisas estão dando certo em minha vida, mas ainda falta um patrocinador pra evitar todas essas despesas que estão sendo bancadas com a ajuda da minha família e a grana das premiações. Acho que é uma questão de tempo, não vai demorar para uma grande empresa reconhecer o meu trabalho”, crê o atleta.

Fonte Surfbahia

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