
Depois de passar por uma inesperada falta de blocos no começo do ano, pegando de surpresa todo o mercado nacional de fabricação de pranchas, a Bennett Foam, principal fabricante de bloco do país, normaliza sua produção e já está regularizando o abastecimento das fábricas de pranchas de surf.
Apesar das especulações sobre os reais motivos que provocaram a falta de blocos, Vicente Schulenburg, um dos proprietários, trouxe para o estande da empresa na Surf & Beach Show 2003 quase 600 blocos, para provar que a produção está a todo vapor.
“Eu sabia que todo mundo ia ficar me perguntando se tínhamos bloco. Então trouxe uma estante com 600 blocos para o pessoal ver que a produção está normalizada. Assim elimino um bocado de dúvidas. Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras”, acredita Vicente.
“Espero que esse problema sirva para que os fabricantes entendam a necessidade de ter estoque de blocos em suas oficinas para atender no mínimo um mês de produção. Eles têm que investir um pouco mais em seus negócios. Há anos venho falando isso para todos os fabricantes, mas ninguém faz. Todo mundo acha que a Bennett Foam tem a obrigação de ter blocos estocados na quantidade que precisam. Isto é um absurdo, porque eles transferem a responsabilidade de suprimento de um mercado inteiro para a Bennett Foam”, explica.
Para isso, Vicente está propondo um contrato de fornecimento, em que a Bennett se responsabiliza em entregar a quantidade de blocos que o fabricante declarar no contrato.
“Isso é mais uma prova do total comprometimento que a Bennett tem com o mercado. É a certeza da sua capacidade de produção para entregar. É uma atitude inédita. Nunca uma empresa de bloco teve coragem de fazer isso. Para comprometer da forma que estou propondo tem que ter coragem e conhecer muito bem a sua empresa. É a garantia do fabricante de prancha e mais uma prova do respeito que a Bennett Foam nutre pelo seu mercado e principalmente por seus clientes”, avisa.
Outra boa notícia é que apesar de tudo, os preços praticamente não sofreram aumento. “A tabela de preço que estou trabalhando é a mesma do ano passado, pois na época o dólar estava em torno dos R$ 3, então não mudou nada. Apesar de tudo, estou mantendo o mesmo preço. Esse é mais um dos nossos compromissos com o mercado”, finaliza.