Ben Dunn e Jean da Silva disputam título em Bell’s Beach

Nesta segunda-feira o jovem australiano Ben Dunn venceu o Elastomax 2 Trials, em Gunnamatta Beach, Austrália, com o brasileiro Jean da Silva na segunda colocação e ambos faturando uma vaga para competir no Rip Curl Pro, em Bell’s Beach.

 

Em sua 33a edição, a mais tradicional etapa do circuito mundial tem início nesta terça-feira e possui prazo até o dia primeiro de abril para ser realizada nas melhores condições em Bell’s.

 

O mesmo vale para o Women’s SPC Fruit Pro, etapa feminina do WCT que acontece paralelamente ao Rip Curl Pro.

 

Além dos dois jovens surfistas, a final da triagem contou com mais dois nomes de peso, o tricampeão mundial Tom Curren, que terminou em terceiro lugar e por muito pouco não beliscou uma vaga para competir novamente no WCT, e o ex-top 10 da ASP Kieren Perrow, na quarta colocação.

 

Entre as mulheres, a australiana campeã mundial amadora Jessi Miley-Dyer, 18, e a nova sensação do surf australiano Stephanie Gilmore, de apenas 17 anos, faturaram as duas vagas para disputar o SPC Fruit Pro, etapa feminina do WCT em Bell’s Beach.

 

Campeão mundial amador Junior, Dunn venceu as três baterias que disputou antes da final e iniciou a busca pela vaga com uma nota 9 e,

apesar das boas performances

apresentadas pelos adversários, dominou a bateria do início ao fim.

 

“Estou muito feliz. Tive duas baterias muito difíceis, mas felizmente tudo funcionou a meu favor”, disse o jovem aussie de 19 anos, que no ano passado competiu no Rip Curl Pro e venceu Perrow na repescagem antes de ser eliminado por Andy Irons na terceira rodada.

 

O brasileiro Jean da Silva, 20, quinto colocado no Mundial Pro Junior realizado em janeiro na Austrália, também impressionou a todos com três vitórias convincentes antes da bateria final da triagem.

 

Na final, Jean reagiu nos minutos finais e com uma nota 7.20 tirou a vaga das mãos de Curren, mas ainda ficou precisando de um 9.05 para vencer o confronto com Ben Dunn. “Mal posso acreditar nisso. É minha primeira vez nas triagens e já consegui uma vaga para o evento principal”, comemorou da Silva.

 

“Estar no WCT e competir com os melhores do mundo é o sonho de qualquer surfista. Quero ser um profissional e esse será um importante passo na minha carreira”, destaca Jean da Silva.

 

Com a classificação dele, oito brasileiros competem no Rip Curl Pro 2005. A estréia será em dose dupla na primeira bateria, com o paranaense Peterson Rosa e o carioca Raoni Monteiro disputando a primeira vaga direta para a terceira fase com o australiano Dean Morrison.

 

O próximo é o paulista Renan Rocha na sétima bateria, contra o americano C. J. Hobgood e o australiano Trent Munro. Na nona tem Jean da Silva, na 12a o cabo-friense Victor Ribas pega os australianos Mark Occhilupo e Darren O?Rafferty e na seqüência o catarinense Neco Padaratz enfrenta Michael Lowe (Aus) e Tim Curran (EUA).

 

Na 14a o potiguar Marcelo Nunes pega Cory Lopez (EUA) e Bede Durbidge (Aus) e o pernambucano Paulo Moura fecha a participação do Brasil na primeira fase contra Kalani Robb (Haw) e Shane Beschen (EUA) na penúltima bateria.

 

Resultados

 

Elastomax 2 Trials – Final

 

1 Ben Dunn (Aus) 16.25 pts
2 Jean de Silva (Bra) 13.80
3 Tom Curren (EUA) 13.25
4 Kieren Perrow (Aus) 10.25

 

SPC Fruit Pro Trials – Final

 

1 Jessi Miley-Dyer (Aus) 13.75 pts
2 Stephanie Gilmore (Aus) 13.25
3 Amanda Clegg (Aus) 10.15
4 Mizuki Hagiwari (Jap) 7.50

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.