Este ano tive a oportunidade de acompanhar de perto a Pacific Paddle Games 2017, considerada a prova de SUP race mais importante do mundo.
São vários os fatores que tornam essa competição tão importante, e vão desde a premiação recorde de US$ 60 Mil, que garante a presença de praticamente todos os remadores de Elite do mundo, às categorias de base, muito valorizadas, grande participação de atletas amadores (este ano foram cerca de 400) e a feira de equipamentos que rola simultânea ao evento.
Na PPG você tem a oportunidade de ver de perto quem são os homens e mulheres mais rápidos do mundo e também quais são as tendências em termos de equipamento.
Eu, como fabricante de pranchas, vejo esse evento como uma oportunidade ímpar para me atualizar em termos de equipamentos e tendências. Muitos fabricantes aproveitam para testar seus protótipos aproveitando a presença dos tops.
Uma tendência que está crescendo é a de pranchas com mais volume. Você vê mesmo atletas leves remando em stand ups com bastante borda, mas com uma área em forma de cockpit, usada para compensar o volume geral da prancha. Sim, tem pranchas mais finas também, porém, essas com mais volume, acredito, estão virando tendência.
Guilherme dos Reis e Eri Tenório falam sobre as pranchas “Custom”:
As quilhas também estão cada vez mais variadas. Difícil apontar um caminho nesse momento, pois há muita variedade de tamanhos e formatos, inclusive em quantidade. Vi alguns tops usando pranchas com três quilhas e outros com uma quilha menor, no meio da prancha, para dar mais “drive”.
A fibra de carbono ainda reina entre os materiais e fica cada vez mais evidente o domínio das pranchas “custom”, ou seja, aquelas fabricadas em série, em relação às “hand shape”, que são as pranchas feitas à mão.
É compreensível. Obviamente uma prancha feita à mão é um equipamento diferenciado e único. Porém, na velocidade em que esse esporte está evoluindo, qualquer detalhe faz muita diferença quando falamos de atletas de alto rendimento. O olhar do shaper sempre será o diferencial, mas somente as máquinas irão garantir a produção de pranchas de alta performance em série.
Atuo no ofício de shaper há mais de 30 anos e sei muito bem o valor de uma prancha feita à mão, porém, em termos de SUP race, se você quiser manter-se na vanguarda, não tem como fugir dos softwares 3D e máquinas de shape, um padrão de produção no qual nós da Tangaroa/ Seapoxy já trabalhamos há anos.
Por fim, foi muito bacana rever amigos do mercado internacional e também atletas como o mexicano Fernando Stalla, vencedor da Battle of Paddle Brasil 2014, que se tornou um grande amigo e me pediu para mandar “saludos” para todos no Brasil!
Aloha
* Alzair Russo é competidor e shaper pioneiro. Hoje ele produz as pranchas da Tangaroa/ Seapoxy.
















































