Um ano depois de conhecer a costa da mística Tunísia, eu e o surfista inglês Erwan Simon planejávamos uma outra surf trip inusitada, cujo destino era a conturbada Argélia, Norte da África.
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Apesar de muito esforço e pesquisa, não conseguimos nossos vistos de entrada a tempo e no último minuto tivemos que apelar para um plano B: partir para o histórico arquipélago de Malta.
Localizado no meio do Mar Mediterrâneo e formado por três ilhas, Malta, Gozo e Comino, é considerado o último reduto da comunidade européia, no extremo Sul do continente.
Por incrível que pareça, durante duas semanas não encontramos ninguém para dividir conosco as sessões de surf na região.
Aparentemente, não existe mais que meia dúzia de (ocasionais) surfistas locais e os turistas são na maioria senhores ingleses em férias.
Além de nós, apenas nosso amigo espanhol Iker Fuentes, surfista profissional, apareceu no auge do swell para desfrutar das boas ondas que rolaram em picos como Ghallis Rock, Cementa, Golden Bay, entre outros.
Depois de muitas horas de direção ? em que acabamos envolvidos em um pequeno acidente de trânsito ? nos sentimos os reis da estrada e também os reis do pico.