Espêice Fia

Barca em família

Visual de Playa Hermosa: lugar paradisíaco com ondas tubulares. Foto: Arquivo Pessoal.

Fábio Gouveia aproveita o passeio no pico. Foto: Arquivo Pessoal.

Ian Gouveia desbrava alguma esquerda do país. Foto: Arquivo Pessoal.

O casal é formado, a família se constitui com os filhos e aí a vida segue. Quando eles são pequenos, estão sempre colados aos pais, porém, quando crescem, geralmente cada um vai seguindo seu caminho.

Na fase adolescente caminhando para a adulta (fase em que meus filhos se encontram) cada um já passa a ter seus próprios programas, logo aquela coisa de passear com “painho e mainha” vai ficando mais distante.

Durante muito tempo, correndo as ondas do circuito mundial de surf, viajei com minha esposa e nossos filhos. Mas depois que eles cresceram, ficou difícil.

 

Com os compromissos escolares, as únicas datas passaram a ser no meio do ano, que geralmente coincidia com eventos na África do Sul, ou nas férias escolares de fim de ano, quando estava no Hawaii.

Já fazia algum tempo que não conseguia juntar a família para uma surf trip, pois, cada um com seu compromisso, dificultava juntar todos em uma data para uma viagem. Passei uns quatro meses articulando a viagem relatada aqui, já que Ian – nosso filho que buscou o surf como profissão – vem tendo cada vez mais um calendário constante de eventos e viagens para a prática do surf em ondas de qualidade.

Igor tem seu curso de Meio Ambiente e Ilana segue finalizando o ensino fundamental. Porém, na última semana, encaixamos uma trip em família para a Costa Rica – com o apoio da Nivana Turismo – para fazermos um vídeo promocional para a agência.

Enquanto um swell aproximava-se do país, dei um gás para organizar tudo de última hora, já que com passagens gratuitas só poderíamos embarcar se houvesse lugar no voo. Correria total e lá estávamos no avião da Taca Airlines rumo a San José.

 

Já em terra, nosso primeiro destino era Pavones! Esquerda longa e de enorme potencial, Ian só falava nela. Para chegarmos até o pico, pernoitamos em Playa Hermosa, um beach break potente e que funciona perfeitamente para tirar o ranço da viagem e ansiedade do surf.

 

Swell bombando, com cerca de 2 metros, e manhã ensolarada. Caí ao amanhecer junto com Igor. Ian não teve vontade pro surf, já que vinha de um evento Pro Junior na Bahia e estava bem cansado.

Surfamos com o mar em transformação e, mesmo em constante melhora, saímos para tomar aquele café e seguir estrada. Nesta “session” consegui pegar um ótimo tubo, mas o mar ficou bom mesmo enquanto tomávamos nosso café, regrado ao prato típico: “gallo pinto criolo” (o nome sempre causava risadas em todos) com “jugo de naranja”.

O terral passou a bater forte e alguns tubos eram completados por um gringo, que lembrava bastante um competidor do circuito mundial nas antigas, Jimmy Hogan. Ficamos meio pendentes para pegar aqueles tubos e Ian arrependeu-se de não ter caído, porém precisávamos partir se quiséssemos pegar o swell em Pavones. Cinco horas de estrada de tudo quanto era jeito e chegamos a Pavones depois do almoço.

 

Cansados, almoçamos, nos acomodamos e partimos pro surf. O mar estava lindo, séries maiores de 1,5 metros no primeiro pico entravam marchando na bancada de pedras arredondas, tipo pedras de sabão. Sabia que nesta época do ano as chuvas eram constantes no país, porém não contávamos que rapidamente aquele solzão fosse dar lugar a um dilúvio.

Enquanto montava o tripé e arrumava o foco da câmera, Igor e Ian entravam rapidamente no pico. Logo foram pegos por uma série linda e arrastados mais para a seção do inside, que na real ainda poderia ser chamada de outside, de tão longa que era a onda.

Quando cheguei ao outside foi que me toquei da “tormenta” que iria entrar. Depois da minha segunda onda, pingos grossos começaram a cair e só vi minha esposa, que nos filmava da areia, fechar rapidamente o tripé e correr para nossa habitação. Foi uma pena não conseguirmos filmar esta “session”, pois muitas ondas longas entraram para nosso delírio. Ficamos até escurecer e, ao final, já estávamos sem enxergar nada e continuávamos surfando linhas após linhas.

 

A família Gouveia viaja para a Costa Rica a convite de Nivana, Taca Airlines e Adobe Rent a Car.

##

Ian, Elka, Igor e Ilana Gouveia: família unida até nos perrengues. Foto: Arquivo Pessoal.

Crocodilo só à espera de um vacilo. Foto: Arquivo Pessoal.

Igor Gouveia também faz a mala e manda um snap. Foto: Arquivo Pessoal.

O crowd, que era pequeno, já tinha saído e deu pra sentir o gosto de Pavones. Fomos dormir instigados, porém durante a noite passei mal devido a algo que havia comido e talvez não tivesse batido muito bem.

 

Acordei meio indisposto e não consegui entrar de madrugada. As ondas tinham baixado, mas algumas séries mais demoradas ainda entravam com bom tamanho. Os moleques vinham acelerando e a todo momento mandando manobras aéreas.

Igor acertou alguns varials e Ian completou vários aéreos 360. Eu vinha sempre buscando a linha da onda e, como optei por ficar mais ao outside possível, vinha sempre acelerando ao máximo para que a onda não fechasse em minha frente, já que o swell não era dos mais certos para a bancada e as ondas corriam mais que o normal, segundo os locais do pico.

Com o mar mais baixo, na maré cheia foi a vez de Elka surfar de bodyboard. Ela começou entrando na manhã e ao final já estava encaixando mais no pico e seguindo deslizando as ondas em cutbacks e alguns el rollos no final, já que ali quase não tinham pedras.

Ilana já surfou mais, mas em plena época “teenage”, mas vale uma “chapinha” do que uma manhã de surf. Consegui tirá-la da “habitación” para provar um pouco de Pavones.

Não havíamos trazido seu fun board 7’4”, logo ela estava bem relutante de surfar com uma fish 5’7” biquilha, que eu havia feito para quando rolasse esta viagem. Ela acabou estranhando bastante.

 

Demorava a entrar na onda e eu tinha que dar aquele empurrãozinho. Na primeira tentativa passou reto e reclamou que a prancha era ruim. Na segunda deu uma bombeada, passou reto, reclamou que a prancha era ruim, mas voltou pro outside. Na terceira, passou reto, começou levemente a cortar a onda e caiu. A cordinha se soltou e perdeu a prancha.

 

Pronto, foi a gota da água para sair do mar e não entrar mais em nenhum dia até o final da viagem… 1 x 0 para a chapinha.

 

Sol de manhã, dilúvio à tarde novamente. Foi aí que me lembrei do cara que nos recebeu na locadora Adobe. Ao perguntar sobre o tempo, ele havia dito: “amigo, sabes o que?”. De dia às vezes sol. “Pero en la tarde, quase siempre mucha chuvia”. Manhã seguinte o sol retornou, as ondas baixaram mais um pouco e decidimos surfar em um pico próximo.

Nestas alturas já tínhamos nos tocado o quanto a Costa Rica é bela e entendemos o porquê da saudação “Pura Vida”, não só pelo fato da excelente hospitalidade do povo local, mas pela beleza natural do país. “Playa de Punta Banco”, indicou Julio, caseiro da propriedade na qual alugamos uma aconchegante casa. “Ustedes vão por aca, passon por una puente e sieguen por la playa”, disse Julio, com seu sorriso hospitaleiro.

Aproveitando a dica do senhor, arriscamos um palpite que recebera via e-mail do fotógrafo Kalani Brito, que uma vez, tendo morado por cerca de quatro anos na Costa Rica, sabia de todas as quebradas e picos secretos. Mas na nossa prática foi mais difícil que pensei, pois não achamos o pico indicado pelo Kalani e acabamos tendo que usar a nossa tração nas quatro rodas.

Ufa, quase nos ferramos, a montanha era muito íngreme, esburacada e escorregadia. Preferimos dar meia volta pra não ficarmos em uma grande roubada. Mas valeu o visual e a aventura. No caminho de volta, caímos em uma onda em frente a uma placa que indicava rancho Tiskita.

 

Havia uma direita no outside e entrei junto com Ian, que nessas alturas dizia: “vamos cair logo pai, senão a gente não surfa hoje!”. Então eu, que também não gosto de ficar rodando muito pra surfar, disse: “só se for agora!”. Chegamos ao outside e a onda era mais difícil de encontrar do que olhando da beira da praia.

Pegamos umas três, quatro razoáveis, e partimos para Pavones. Passando por trás das ondas, vimos que tinha uma condição, 1 metro com uma ou outra série maiorzinha. Elka aproveitou para filmar de um ângulo diferente e ficou bonito, pois aparecia a parede da onda vista de trás.

 

Igor quis insistir em uma rara direita que vinha fechando, pois o ângulo ficava bom caso conseguisse pegar uma boa. Não vi nenhuma e dei o toque pra ele surfar as esquerdas, pois ali era um pico de esquerda. A real foi que já era hora de partirmos rumo a outro pico, Matapalo.

Um grupo de brasileiros havia nos alertado que um dia antes as ondas haviam baixado neste pico, mas como queríamos conhecer, fomos teimosos de irmos até lá. Resultado: umas cinco, seis horas de estrada de tudo quanto é jeito, e chuva de tudo quanto foi jeito, afinal, durante a tarde o mundo desabava. Mas fomos naquela de surf trip, aventura…

##

Ian Gouveia segue os passos do pai e decola nas boas ondas da Costa Rica. Foto: Arquivo Pessoal.

Visita ao vulcão Arenal dá uma animada na turma. Foto: Arquivo Pessoal.

Fábio Gouveia faz uma nova amizade no hotel. Foto: Arquivo Pessoal.

Decoração Old School de restaurante em Playa Dominical. Foto: Arquivo Pessoal.

Chegamos a Matapalo escurecendo, só aí que entendemos a roubada em que estávamos. Tudo havia sido muito cansativo até chegarmos ali, mas piorou quando ainda no fim da luz vimos que o mar estava flat.

 

Nosso “crazy” GPS nos botou em uma estrada cabulosa e mais uma vez o 4×4 entrou em ação e nos tirou da roubada. Um pouco perdidos na escuridão, encontramos um resort com pinta de abandonado, mas na real não tinha era hóspede, pois estávamos totalmente fora de temporada e me pareceu que ali só se era esperado alguém com reservas.

 

Um senhor meio “pancadão” apareceu na escuridão a fim de ver quem eram aqueles aventureiros. Fomos olhar os preços e a surpresa, US$ 100 por cabeça. “O quê? Vou pagar US$ 500 nada”, respondi. O simpático atendente, que fora chamado pelo senhor pancadão, nos deu um desconto: “75 dólares, ok?”. Agradeci e disse que nossa viagem ia continuar e não dispunha de tanto dinheiro para uma noite.

Mesmo assim ali não teria refeição para nós, pois como disse, o resort estava trabalhando com reservas e não esperavam ninguém naquele momento. Nossa opção foi regressar em pleno dilúvio em estradas de lama, passando por rios cheios e 4×4 ligado. Duas horas depois estávamos comendo uma deliciosa pizza em Porto Jimenes, onde havia muitas hospedarias baratas.

Playa de Santa Teresa era nosso próximo destino, mas no caminho até lá iríamos pernoitar em Playa Hermosa, Jacó. Antes que chegássemos lá, paramos para conhecer e fazer um surf em Playa Dominical. Vilazinha puro surf, com certeza uma bela praia e encontramos boas ondas de mais de 1 metro no beach break.

Desta vez a chuva não atrapalhou as filmagens, pois Elka conseguiu uma torre de salva-vidas para se proteger. Ao sair do mar, conhecemos um surfista local gente fina chamado Jorge, que tinha uma lojinha logo ali, em frente ao pico. O cara ficou relatando as boas ondas que rolavam no local e em alguns outros picos mais secretos.

Deu água na boca, mas aquele surfzinho ali pra conhecer Dominical já valeu. E completou com um bom rango no bar e restaurante San Clemente. Entre uma fajita de pollo e um gole de coca light, dava espiadas nas muitas pranchas antigas que compunham a decoração do local, que aliás devia bombar durante a noite, tal o espaçoso salão no meio do estabelecimento e luzes coloridas espalhadas por todos os cantos.

 

De buchos cheios, partimos pro final de tarde em Hermosa, porém o que interessava mesmo era o surf da manhã seguinte. Para nossa sorte, o sol apareceu no período da manhã. Surf de meio a 1 metro terral e tubular. Surfei um pouco e parti para filmar a molecada de “go pro”. Conseguimos encaixar um bom tubo em duplo ângulo do Ian, pois peguei na cara de dentro da água e Elka havia filmado da beira.

 

Antes disso, também havia pegado um bom tubo, fazendo-me acreditar que Hermosa sempre tem um fogo pra queimar, ou melhor, ondas pra rolar. Depois desta “session”, tivemos que partir para levar Ian ao aeroporto de San Jose, pois ele tinha de se apresentar no quartel para o alistamento militar. Quando ele embarcou, a “mamuska” Elka ficou triste e a solução foi conhecer o vulcão Arenal para dar uma animada na bichinha.

Com uma altitude de 1.657 metros, o Arenal era considerado extinto até o ano de 1968, quando entrou em erupção depois de 400 anos de inatividade. Não tivemos a sorte de ver lavas escorrendo, mas o visual do vulcão soltando gases já foi magnífico. Sem contar o banho nas águas termais, onde a temperatura varia entre 30 e 45 graus, às vezes mais.

 

Depois do belo passeio, dentro do nosso passeio em si, descemos até o ferry boat de Puntarenas rumo à Santa Teresa, Malpais e adjacências. Mais uma vez muito chão até o pico incluindo o visual da chegada no porto de “Paquera”. Estávamos chegando a tempo para o fim de tarde, mas havia um trator trabalhando na recuperação da estrada danificada em virtude das fortes chuvas e acabou formando-se uma fila enlamaçada de carros.

 

Enquanto ficávamos parados esperando a liberação do trecho, ouvíamos os sons da mata. Não sei se eram algumas espécies de pássaros, acho que estavam mais para macacos, pois os urros eram bem altos. Aí valia algumas lendas para espantar Ilana e tornar sua viagem um pouco mais atrativa, já que a bichinha não aguentava mais andar de carro… kkkkkk….

 

Chegamos a tempo de ver o pico, porém deixamos o surf para o dia seguinte e fomos dormir esperançosos, pois havia boas ondas. A vila de Santa Teresa e Malpais também respira surf e fiquei imaginando como deve ser aquele local na temporada.

 

Deve bombar demais com a turistada, pois o local é mais um paradisíaco na Costa Rica. Mas como era época de chuvas, desta vez nossa manhã seguinte só o terral nos contentou. Tardamos o surf para tomar um café e esperar a forte chuva passar.

 

Fui com Igor fazer a digestão olhando algumas valas que pareciam melhores do que na frente do hotel em que nos hospedamos. O visual da chegada, depois de uma ruela coberta de árvores, foi de uma série de mais ou menso 1,5 metros entrando perfeita. Nem olhamos muito e fomos correndo buscar as pranchas e Elka para nos filmar.

 

Ao entrarmos no mar, vimos que as condições estavam maiores, pois algumas vezes entravam séries de 2 metros. Logo, se surfássemos até a praia, para vararmos novamente era meio complicado. Vi isso quando me empolguei em minha segunda onda e fui até o inside manobrando bastante. Quando ia voltando, Igor, que já tinha tido uma entrada complicada por uma série grande no início, vinha vindo a todo vapor rumo à beira.

 

Nem preciso dizer que ficamos muito tempo para varar novamente. As ondas estavam realmente boas e quase saio de um tubo espetacular de backside, porém não sei se fiquei muito deep ou se a onda fechou, só sei que estava indo bem e de repente… já não via mais nada…kkkkkk…

 

O surf estava bom, porém a chuva voltou e uma brisa de maral começou a entrar. Igor já havia saído e peguei minha última até a beirinha. Alguns gringos surfando bem ainda achavam boas ondas no outside e partimos vendo aquele visual da ruela fechando um tubo de árvores, ou seja, um tubo de Pura Vida na Costa Rica.

 

A família Gouveia viaja para a Costa Rica a convite de Nivana, Taca Airlines e Adobe Rent a Car.

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10

    Próxima chamada nesta sexta-feira (18) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.