
Ribeirão Preto. Pelas novidades que circulam por aquelas terras vermelhas e pelo alto volume de grana gerado pelo agronegócio, a cidade é também conhecida por “Califórnia” brasileira.
No que se refere aos negócios pode ser. Ao glamour das grandes propriedades, dos carrões, dos helicópteros e dos jatinhos também.
Mas se você espera ir para Ribeirão Preto e encontrar uma praia com boas ondas, o calçadão cheio de gente estranha patinando, “Pamelas” desfilando e tudo mais que você assiste em Bay Watch, saiba que está longe disso. Ou estava, meu amigo.

Splash Beach Park, um parque aquático com várias atrações e a principal delas, o sonho de consumo de todos nós: uma piscina de ondas. Com direito a muitas gatas circulando também.
Tá, vocês viram nas fotos da engajada e completa cobertura feita por Ricardo Macario que as ondas (ainda) não são grandes e potentes.
Mas olha só a declaração do não-é-necessário-apresentar Fabinho Gouveia retirada do texto “Tops experimentam piscina de ondas”: “Eu adorei, sou criança, me solto e me divirto igualmente, piscina de onda faz qualquer adulto ficar criança”.
Fabinho se divertiu e se soltou. Assim como Guilherme Herdy, Peterson Rosa, Wagner Pupo, Paulo Kid, Edinho Leite, Ricardo Bocão, Picuruta Salazar e Ricardinho Toledo. Este último, aliás, estava absolutamente entrosado com Matheus, demonstrando uma relação alucinante de pai e filho.
Quando a máquina de ondas era acionada uma sirene percorria o parque anunciando a série. Em segundos estes marmanjos citados corriam mais do que as crianças e davam início ao carrocel de surf. O lance era pegar a onda, voltar remando e entrar na fila. Um a um pegava a sua onda, adultos e crianças, e todo mundo se divertia muito.
Mais engraçado ainda era à noite, na hora do jantar, discutir as ondas que quebraram e foram surfadas durante o dia. O próprio Bocão repetia: “cara, eu surfei hoje! Aqui em Ribeirão Preto. Eu surfei hoje!”
Eu já tive a oportunidade de assistir a campeonatos de surf por todo o Brasil e em lugares como Peru e Hawaii. Se o nível das ondas estava muito aquém de qualquer praia, a vibe do evento estava muito além.
Simplesmente porque o fator pressão não embarcou para Ribeirão Preto (voltamos para meu último texto na Idade Mídia, Mineirinho não é Kelly Slater. Maldita pressão!).
Todo mundo tranquilo, todo mundo brincando, todo mundo experimentando. Sem pressão, sem cobrança, sem obrigação. Como bem define a razão pela qual estava lá o nosso Gouveia, na qualidade de jurado: “É a primeira vez que vou atuar como juiz, estou aqui pela confraternização”. Demais!