O longboarder Carlos José Oliveira de Jesus, mais conhecido como Carlos Bahia mora há 12 anos em Maresias, São Sebatião (SP).
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Atual campeão brasileiro de longboard, o bahiano já disputou quatro campeonatos no exterior. Um na Costa Rica, dois na França e outro na Espanha, onde foi o segundo colocado.
Com a falta de patrocínio, Bahia viajou este ano pela Europa sozinho, e passou por uma das maiores roubadas da vida. Teve todo dinheiro e documentos furtados durante o campeonato mundial da ASP realizado na França.
Durante a competição, Bahia viveu o céu e o inferno ao mesmo tempo, enquanto se concentrava para disputar a semifinal e descobriu que o gatuno, infelizmente era brasileiro.
Mesmo com as dificuldades, Bahia conquistou a terceira colocação no mundial e conseguiu recuperar os documentos e um pouco do dinheiro ganho na premiação do campeonato na Espanha.
Esta semana Bahia parte para defender o título brasileiro de longboard em Maracaípe (PE), além de treinar para a tão esperada viagem ao Tahiti.
Bahia viaja ao Tahiti ao lado de seu amigo Eduardo Bagé, que deu total assistência ao esquadrão brasileiro durante as competições na Europa.
Lá, ele disputa no pico de Papara a quarta etapa do ASP World Longboard Tour, no qual é vice-líder. Porém, o longboarder não esconde a ansiedade de encarar a temida bancada de Teahupoo.
Atualmente, mesmo sem apoio ou qualquer patrocínio Bahia consegue dar aulas de surf para crianças carentes em Maresias, na escolinha que leva seu nome.
?Precisamos muito de um patrocínio de acessórios e pranchas. Nossa meta é incentivar o surf na comunidade carente e formar bons surfistas no futuro?, comenta Bahia.
?Quero agradecer também os meus apoiadores, a Wind Beach , Flying Horse , Xcel, e aos apoios locais da pizzaria A Firma e da Prefeitura de São Sebastião?, finaliza o longboarder.
