Ilhas Carolinas

Baggio explora as direitas

Viagem para Ilhas Carolinas. Aguardo para surfar estas ondas há alguns anos. A previsão é ótima e espero encontrar 3 metros sólidos e tubulares na região que fica a cerca de 40 horas de voo do Brasil, passando pelo Hawaii.

O avião vai muito cheio e as pessoas parecem um pouco diferentes dos samoas taitianos e havaianos. O voo é um pinga-pinga por pequenas ilhas que só havia visto pelo Google mesmo.

 

É lindo. Pequenas pistas situadas no meio do oceano Pacifico, totalmente vulneráveis a furacões e possíveis tsunamis. São pequenos pedaços de areia cercados por recifes de coral e água muito clara.

Depois de um mês no Hawaii, finalmente encontro algo que me inspira novamente. A viagem surpreendeu desde o início. Aterrissamos em Corsae, uma ilha maravilhosa com água muito clara, recifes coloridos e uma direita inacreditável em frente ao aeroporto.

Por lá ainda encontro o surfista Luis Roberto Formiga, repórter da ESPN. Em seguida somos recepcionados por um grupo que trabalha com o brasileiro Allois, fundador do Pohnpei Surf Club, que recebe, hospeda e transporta surfistas que chegam à ilha.

 

O primeiro dia foi de ondas de 2 metros com um crowd que nunca havia presenciado antes. Em cinco dias de ondas clássicas, de até 3 metros, não vi disputa de remada, rabeada, nada. Era um clima de total contemplação daquele cenário prefeito e remoto.

 

Para encarar a ondulação perfeita foram às ilhas Pohnpei vários nomes do esporte como o shaper Tokoro, os surfistas Nathan Fletcher, James Labrador, Kadu Maia, os irmãos de John John Florence, além dos bodyboarders Jeff Hubbard, Ray Collins e Jason Bitzer.

Foi sem dúvida uma das melhores viagens da minha vida, com ondas tão boas e todo mundo apoiando os outros para remarem nas melhores ondas. Foi algo único, surf de alma.

Agradeço muito a todos que estiveram presentes e especialmente ao Formiga e ao capitão Allois, que proporcionou a organização necessária para realizar a melhor surf trip de toda minha vida.

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