
Enquanto na praia de Sunset Beach rolava a competição feminina do O’Neill World Cup of Surfing, parte da elite mundial estava reunida na praia de Pipeline pegando ondas espetaculares.
Uma ondulação de Norte / Oeste fez com que as ondas aumentassem em relação ao dia anterior. O vento estava completamente parado, situação conhecida entre os kitesurfers como “dead flat”.
Quem caiu logo cedo conseguiu surfar sem crowd, pois até às 8 horas só havia cerca de 20 cabeças no outside de Pipe. Por volta das 9 horas, o cenário era outro, com um crowd absurdo.

Nem arrisquei contar quantos surfistas havia no line up. Mas, depois do meio do dia ouvi o comentário de que eram pelo menos 80.
Na real, de todos que estavam na água, apenas meia dúzia realmente pegava as ondas de verdade.
Parecia que elas vinham com os nomes escritos. Por exemplo, as melhores, maiores e mais perfeitas tinham apenas um destinatário: Andy Irons.
O cara estava em total sintonia com o oceano e, surfando apenas para o Backdoor, mostrou muita categoria, determinação e que está com o surf no pé, pois passou por dentro de alguns tubos insanos.
O crowd era tão intenso que nem os próprios locais conseguiam pegar as ondas. Imaginem a situação para os brasileiros!! Porém, alguns atletas tupiniquins entraram na água na esperança de serem premiados com uma onda boa.
Um haole que se deu bem foi o norte-americano Cory Lopez, que pegou o tubo da temporada – pelo menos até o momento. O cara percorreu o salão verde e saiu depois da baforada. Em seguida, foi para a areia relaxar.
Com o passar do tempo, o vento maral fraco, aliado à variação de maré, fez com que as ondas piorassem um pouco. Foi nessa hora que muita gente saiu da água, incluindo vários locais.
E como diz o velho ditado, usado em uma das músicas de Bob Marley: “When the cat is away, the mice will play”. Traduzindo: “Quando o gato não está, o rato se diverte”.
Foi isso que aconteceu. Os locais saíram e os brasileiros fizeram a festa, apesar de não ser a melhor hora do mar. Naquele momento, as séries estavam menos cobiçadas e algumas delas até sobrando.
A melhor onda surfada pelos brasileiros foi de o carioca Leandro Bastos. Ele não desperdiçou a oportunidade e completou um tubaço. Fora esse, outros bons tubos foram surfados pelos brazucas.
Bruno Santos pegou um muito longo de backside, mas não conseguiu sair. No fim de tarde, um moderado vento Norte estragava um pouco as ondas. No entanto, o surf continuou comendo solto em Off the Wall. A previsão continua muito boa, pois deve entrar um swell ainda maior para o término do WQS de Sunset Beach.
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