
Pular de pára-quedas sempre foi um dos meus sonhos. Sou extremamente fissurado por altura e não via a hora desse momento chegar. Mas, nunca imaginei que seria assim.
Convidado pela ESPN Brasil e, ao lado do skatista Bob Burnquist, parti para encarar a aventura.
Burnquist é um cara que sempre quis conhecer, não só pelo seu talento, mas também pela variadade de atividades que exerce, como designer de rampas inovadoras, surfista, snowboarder, pára-quedista e músico.
Enfim, o cara tem

um talento fora do comum. E o mais legal é que ele é sensacional, com uma alegria contagiante.
E foi nesse astral que comecei a me familiarizar com o salto que daria. Bob me deu vários toques e me apresentou ao seu amigo Shawn Dunn, instrutor experiente com mais de nove mil saltos.
Dunn é gente finíssima. Me deixou super à vontade e só fui sentir o friozinho na barriga quando estava decolando.
Era um avião pequeno, o dia estava maravilhoso com sol e altas ondas rolando. Sobrevoamos todo o North Shore e lá de cima tive noção do quanto é lindo esse lugar. Um verdadeiro paraíso, points a cada 500 metros e ondas perfeitas. Foi um dia especial.
Demos umas duas voltas por cima do North Shore até conseguirmos a altura ideal para o salto, coisa de 16 mil pés, aproximadamente cinco mil metros, bem alto para os meus padrões de salto.
E depois dos toques dados em terra, nada muito detalhado, mais bem direto. Com a adrenalina a milhão, a galera começou a saltar e como eu estava com o instrutor fomos os últimos.
Tudo pronto, olhei aquele visual e nem podia acreditar que saltaria. Foi algo que não consigo explicar. Muito irado!
A velocidade que você cai é impressionante. O cara começou a dar piruetas e a rodar sem parar. Por um momento não consegui raciocinar e me dar conta do que estava acontecendo.
Só via o Bob, sempre ao meu lado, até que em um momento demos as mãos e rimos. Coisa de louco. Tudo isso rolou muito rápido, só o vi desaparecendo nas nuvens, um forte tranco e tudo parando.
O pára-quedas abriu e mais uma vez não acreditei no visual e na sensação que estava sentido. Gostaria que todos pudessem experimentar um dia. Sem palavras.
Para completar, controlei o pára-quedas até quase no momento do pouso. Arrisquei até umas manobrinhas. Nosso pouso foi perfeito e quando coloquei os pés nos chão a única coisa que pensei foi: quero ir novamente!
Bob aterrissou conosco e depois ainda fez mais uns seis saltos durante o resto do dia. Fiquei apenas curtindo o que tinha feito. Mais um sonho concretizado.
Confiram em breve na ESPN Brasil a matéria completa.
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Aloha