
Em mais de quinze anos vindo para a América Central sempre tenho uma nova descoberta, um novo pico e um novo grupo.
Desta vez, saí das geladas ondas canadenses para buscar ondas perfeitas no Panamá, um dos países mais curiosos da região.
Um grupo relativamente grande era composto de pessoas entre 9 e 18 anos que tinham um único objetivo: encontrar ondas perfeitas e inexploradas no Pacífico panamenho.
Eu e meu parceiro René havíamos saído três dias antes para organizar tudo para o grupo que vinha.

Ao chegar em Panamá City resolvemos alugar um carro e partir direto para a famosa onda de Santa Catalina.
Às 2 horas da madrugada chegamos exaustos mas extremamente ansiosos, pois sabíamos que havia um swell nos esperando no dia seguinte.
Dito e feito. Ondas de 6 pés plus quebravam na bancada de Catalina com um leve terral pela manhã que se estendia durante o dia inteiro. Resultado: tubos e mais tubos.
A onda de Catalina pode surpreender e fazer a cabeça de todos os tipos de surfistas dependendo da variação da maré e vento.
Dia 21 de janeiro, após três dias de surfe insanos em ondas perfeitas, chegou o grupo nota 10 que esperávamos. Foram nove dias em Catalina, pois, as ondas não paravam e o astral da galera era muito positivo, assim como o respeito dentro da água.
O que me impressionou foi como a nova geração dividia as ondas no pico com os locais e outros que estavam lá com o mesmo objetivo, um exemplo para muito marmanjo.
Destaque para nosso mascote Lucas Silveira, de 9 anos, que mostrou muita atitude nos dias maiores dropando ondas do pico com incentivo dos locais.
Um grande amigo meu da Nova Zelândia estava com seu barco ancorado em Catalina e para a alegria de todos consegui uma trip à bordo do catamarã durante dois magníficos dias.
Ondas não faltaram, uma ótima alimentação também não foi o problema, poia Joe trabalhava como chef de cozinha de um enorme cruzeiro e estava ao redor do mundo fazendo o que mais gosta: velejar e surfar ondas perfeitas.
Tivemos a oportunidade de visitar lugares remotos em ilhas com grande potencial de surfe na costa do Pacífico. Bancadas rasas e de ondas perfeitas fizeram algumas vítimas, mas nada grave com a galera, somente algumas pranchas quebradas.
Na volta um grupo de golfinhos nos acompanhou por aproximadamente 20 minutos fazendo a alegria de todos. Chegamos em Catalina, desembarcamos na praia e fomos direto ao Caribe panamenho para finalizar a trip.
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Depois de uma longa viagem chegávamos em Bocas del Toro.
Um lugar maravilhoso para visitar, mas deixou um pouco a desejar em termos de ondas. Mesmo assim, ondas de 2 a 3 pés fizeram a cabeça da garotada.
Bocas é um lugar bem pequeno e com regras interessantes, como não poder andar sem camisa n rua num calor de quase 40 graus, porém com varias opções de onda.
É extremamente importante ficar ligado no swell para pegar ondas que realmente valham a viagem.

A melhor época é considerada de dezembro a março, mas há ondas o ano inteiro na presença do swell adequado.
Depois de três dias visitando o arquipélago de Bocas chegava a hora de partir de volta a cidade do Panamá, conhecida pelo grandioso canal que divide os oceanos Atlântico e Pacífico.
O último dia da trip foi bem aproveitado na hora das compras. O Panamá também é bastante conhecido como paraíso fiscal.
Eletrônicos, tênis e outros artigos são encontrados nos diferentes locais que a cidade oferece para fazer compras isentas de impostos.
O Canal do Panamá foi um trunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos e revolucionou os padrões de transporte marítimo.
O canal tem dois grupos de eclusas no lado do Pacífico e um no Atlântico. Neste, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 21 metros de altura e pesam 745 toneladas cada.
O lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago.
Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores.
Todas as eclusas do canal são duplas, de modo que os barcos possam passar nas duas direções. Os navios são dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários.
O lado do Pacífico é 24 cm mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas. Diversas ilhas situam-se no lago Gatún, incluindo a ilha Barro Colorado, um famoso santuário mundial de vida selvagem.
O Panamá com certeza é um dos países mais seguros da América Central e oferece uma grande variedade de ondas nas diversas ilhas inabitadas no Oceano Atlântico e Pacífico.
Além disso, a cultura é bastante interessante e o turismo atende aos mais diversos interesses. O Panamá se tornou um destino na América Central muito procurado por mochileiros, surfistas e outros viajantes.
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Agradecimentos a Localshorts, Beto Santos, Xpresstrips e Sitka surf shop – Canadá, agência Tripping, Udo Bastos, e Blue Motion (Mariana Consort).