Nesta quinta-feira (19/3), às 8 horas, acontece a primeira audiência do processo administrativo disciplinar contra o policial Luis Paulo Mota Brentano, acusado de assassinar o surfista catarinense Ricardo dos Santos, o Ricardinho, no último mês de janeiro.
Nicolau, avô do atleta, e Mauro, tio, foram intimados a comparecer à Corregedoria Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, no bairro Trindade, em Florianópolis (SC), e vão prestar depoimento.
A família de Ricardo dos Santos – comunicada com pouco menos de 48 horas de antecedência – teme que a Polícia de Santa Catarina não expulse Mota da corporação, o que daria benefícios ao policial no processo penal. Existe a possibilidade de o policial receber apenas uma advertência.
Já a primeira audiência de instrução e julgamento de Luis Paulo Mota Brentano está marcada para o próximo dia 27 de abril. A audiência deverá ser presidida pela juíza Carolina Ranzolin Nerbass Fretta, da 1ª Vara Criminal de Palhoça, a partir das 14 horas. O soldado segue preso no Batalhão da PM de Joinville, no norte catarinense, onde trabalhava desde 2008.
Ricardinho foi baleado na manhã da segunda-feira, dia 19 de janeiro, e morreu no dia seguinte, quando era submetido à quarta cirurgia para estancar uma hemorragia. Uma das balas disparadas pelo soldado perfurou o baço, intestino, fígado, pulmão e a veia cava do atleta.
Além do homicídio qualificado, o Ministério Público de Santa Catarina denunciou o soldado por abuso de poder e por dirigir um veículo sob a influência de álcool.
Na denúncia, o promotor Alexandre Carrinho Muniz considerou o homicídio qualificado, já apontado pelo inquérito policial. Segundo o MPSC, o crime ocorreu por motivo fútil, por ter impossibilitado a defesa da vítima.
Conforme o MPSC, os disparos ofereceram riscos a outras pessoas, já que o crime ocorreu na entrada da trilha da Guarda do Embaú e o local tem grande frequência de moradores e turistas.