#Sábado, 30/03 ? Galera, dêem uma olhada nas palavras do Tola, que descreve bem o final de nossa viagem assim como os momentos que mais marcaram nossos dias.

Deixo um forte abraço pra todo mundo que participou de nossa viagem através do site Waves. Não havia um dia sequer em que a galera do barco não viesse, cheia de vontade, me perguntar sobre os comentários dos amigos e familiares no fórum do site. Eu decorava e contava pra todos, pra alegria geral.

Agradeço também a equipe Waves (Juninho, Rafael e Xandão) pelo profissionalismo na criação e atualização do site. Eu nem sempre podia mandar tudo mastigadinho, devido à péssima conexão de internet em alguns locais da viagem.

Mesmo assim, as informações foram passadas com perfeição. Agradeço também nossas mulheres, que continuaram dando duro no dia a dia aqui no Brasil enquanto nos divertíamos. E ao pessoal da Tahitian Blue Water Dreams, que fez o possível pra nos colocar na cara do gol… e conseguiu.

Fiquem espertos porque, em breve, vai rolar mais uma trip para Tuamotu e, desta vez, as esquerdas não vão escapar. Se você quiser estar nesta barca, mande um e-mail pra mim.

Um grande abraço,

Luli
[email protected]

Tola: ?Após 16 dias de viagem e uma noite no Chile, estamos voltando para casa. Altas ondas, visuais incríveis e muita zoação entre a galera.

A viagem transcorreu sem maiores problemas ? salvo algumas visitas aos corais ? mas isto também já era esperado em uma viagem de surf para reef-breaks, ainda mais quando se tem o Xaxá na trip. Gosta muito.

Os últimos dias foram marcados pela espera de um swell que deve estar lá agora. Saímos das direitas e fomos para o atol vizinho. Encontramos um passe que quebra uma direita longa de um lado e uma esquerda mais em pé do outro. Dizem que a mesma onda quebra nas duas bancadas e é possível pegar uma esquerda e depois remar para a direita ? deve ter uns 100 metros entre uma e outra.

Infelizmente não vimos isso acontecendo e fomos em busca de outras emoções. O lugar era lindo: água cristalina, coqueiros por todo lado e um pôr-do-sol que valia a passagem. O sol morria atrás das ondas, aumentando ainda mais a vontade da galera de que o swell entrasse. Na falta de ondas, descobrimos que um pescador local mantinha um aquário com vários peixes, raias e tubarões.

US$ 15 depois e estávamos lá, no banco de areia cercado por uma tela fina. E para entrar na água com tubarões de até 3 metros? O Bozó, guia de turismo e mais experiente nesses mergulhos, foi o primeiro a entrar.

Nosso guia era um menino de 8 anos, que cuidava do aquário enquanto o pai não chegava. Aos poucos, a galera foi se sentindo mais confortável e viu que era tranqüilo ficar ali dentro, a ponto de nadar segurando na barbatana dos bichinhos.

Infelizmente o tão esperado swell não entrou e fomos embora de lá sem surfar aquelas ondas, mas não sem excelentes recordações daquele lugar maravilhoso e prometendo voltar.

Depois de dez dias no barco, tomando banho de caneca (o dessalinizador havia quebrado logo no início da trip), decidimos passar a nossa última noite no Tahiti em grande estilo e ficamos hospedados no Meridien. A galera mereceu! De manhã cedinho, acordamos e fomos surfar uma esquerda que fica praticamente em frente ao hotel.

A onda não estava lá essas coisas: o pico não estava agüentando legal o swell que havia entrado e o mar tava meio sinistro. Destaque para um drop irado do Bozó. Após umas séries na cabeça achamos melhor voltar para o café, não sem antes enfrentar uma correnteza animal de volta à terra firme.

Aliás, esse é um ponto que deve ser levado em conta no Tahiti: os picos são longe da costa e as correntes muito fortes, portanto, todo cuidado é pouco. À tarde, fomos experimentar o pico mais popular da ilha: Taapuna. É uma esquerda bem rasa e tubular, com um drop radical independente do tamanho da onda.

É onda rápida e não admite erros: é dropar e acelerar, de preferência passando por dentro. O vento prejudicou um pouco o mar, mas deu pra pegar altas ondas e sentir o potencial do pico.

Passamos nossa última tarde no barco, regada a churrasco e várias Hinanos (cerveja local) geladas, com o sol se pondo atrás das montanhas da ilha de Moorea. Depois, nos preparamos para a partida, agradecendo a Deus pelos momentos maravilhosos passados entre amigos e, por que não, já fazendo planos para a próxima surf-trip!

A galera agradece a todo mundo que acessou o site durante estas duas semanas e mandou mensagens de carinho e incentivo pra gente (as zoações também valeram).

Valeu!

Valeu Luli, por agitar e fazer acontecer a trip, por seus drops e tubos insanos.

Valeu Xaxá, que, apesar dos corais, se jogou de prancha e de caiaque e foi recompensado com um tubão de backside.

Valeu Garga, ?Mr. Helmet?, por suas tiradas e horrorizadas que marcaram a viagem, do tipo: ?fazer a laje?, ?empurrar a janta?, ?cuidar da mobília?, entre outras.

Valeu M&M (Rodrigo), o queixo de vidro da trip, por suas atitudes radicais dentro e fora d?água. Ele só precisa de cinco minutos para resolver seus problemas.

Valeu Rafú, surpreendeu a todos pegando altas ondas com seu longboard e sua habilidade para falar varias línguas.

Valeu Criança (Cristiano), arrebentou nas morras e nos trocadilhos para pegar o Garga.

Valeu Paulinho, o frontside mais apurado da galera. Pegou altas ondas e tirou vários tubos.

Valeu Bozó, o hightech da galera, arrebentou na digital e documentou a trip. Deu bons drops e algumas batidas de backside, só faltou o upgrade para a executiva.

Valeu Adriano, o primeiro a ser puxado pelo tubarão.

Valeu Tola. Arrebentou de backside dando altos snaps no crítico. Tava tão amarradão que até aliviou as ondas pra galera!

Thanks Cris and Rosco, our new mates from Austrália. Merci Moana, Vetea, Raimana et Titaua. Au revoir.?

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