Billabong Girls Pro

Atletas movimentam Itacaré

Meninas visitam cachoeira do Tijuípe, em Itacaré (BA). Foto: Marina Vivacqua.

O charme das mulheres de corpos bronzeados e cabelos parafinados invade Itacaré (BA) para o maior evento de surf feminino que acontece no Brasil, o Billabong Girls Pro com WQS entre os dias 16 e 19 e WCT entre 20 e 27, na praia da Tiririca.

 

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Enquanto isto, atletas, staff e público passeiam pelas ruas do pequeno município para conhecer suas 15 praias, as ruas estreitas, a tranquilidade e a cultura local.

 

Para apresentar aos presentes, o porque Itacaré encanta pessoas de toda as partes do mundo e ajudar a acontecer o Billabong, prefeitura, empresários, associações, instituições e ONGs locais uniram-se para formar o Comitê Pró Itacaré.

 

Camila Cássia disputa primeira fase do Billabong Girls Pro. Foto: Marina Vivacqua.

Dividido em alimentação, hospedagem, transporte e entretenimento, promove toda a grade de assistência às competições e divertimento ao público com apoio de Red Bull e Sagatiba.

 

“Nós, empresários, precisamos vender o destino e não nosso produto. Por isso unimos forças para lutar por melhorias e a melhor divulgação da nossa cidade”, explica a proprietária da pousada Papa Terra e membro do comitê, Jaqueline Zanotti Breciani.

 

Por meio de apresentações culturais na Tiririca, sempre às 17h dos dias 18, 19 e 20, grupos formados pelos nativos mostrarão um pouco da história de Itacaré, antes chamado São Miguel da Barra do Rio de Contas, um importante porto clandestino do reinado de escoamento de pedras preciosas da Chapada Diamantina.

 

O Rio de Contas, que nasce em Diamantina e desemboca em Itacaré, fez deste esconderijo de piratas que visavam as riquezas que passavam por ali.

 

Outra riqueza que faz parte da história da cidade é o cacau, que trouxe todos os coronéis e casarões, como o Casarão Amarelo, que ainda existe e já abrigou muitas festas, uma herança do Império do Cacau.

 

Devido à praga que assolou os pés da fruta, a economia local entrou em decadência. Quem redescobriu o lugar foram os surfistas soteropolitanos em busca das grandes ondas verdes de Itacaré.

 

Enquanto o WQS não começa, as atletas passeiam pela Pituba, a rua mais badalada que reúne diversos restaurantes, bares e pousadas, e por outras praias de Itacaré para conhecer sua beleza genuína e seu potencial para o surf com as diferentes qualidades de onda.

 

Um grupo formado pelas tops brasileiras Diana Cristina, Gabriela Teixeira, Gabriela Leite, Raphaela Bahia, Camila Cássia, Érica Prado, Monik Santos e Nathalie Martins fez toda trilha da praia da Ribeira até a Prainha, local de ondas fortes e cavadas.

 

Até chegar, fizeram paradas “obrigatórias” para contemplar o visual composto de morros cobertos por florestas de mata atlântica virgem e cachoeiras.

 

Ao chegar ao pico, grandes ondas e muito vento dificultaram as condições do mar. Raphaela Bahia, atleta do Ceará, foi a única a enfrentar o mar storm.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.