
A exemplo do que ocorreu no ano passado, a temporada de furacões este ano no Oceano Atlântico será mais intensa e feroz do que o normal, com grandes probabilidades de haver desabamentos de terra nos EUA, segundo notícia publicada no site Surfersvillage.
Depois de uma das mais destruidoras temporadas de furacões já vistas, o professor William Gray, da Universidade do Colorado, disse que o ano de 2005 poderá ter cerca de 13 tempestades, das quais sete poderão virar fortes furacões. Desses, Gray acredita que três terão ventos acima de 180km/h.
“Todas as informações que coletamos e analisamos durante o mês de março indicam que a temporada de 2005 no Atlântico, que vai de junho a novembro, será bastante intensa”, declarou Gray.
A temporada de 2004 teve 15 tempestades tropicais, das quais nove se transformaram em furacões. Quatro deles atingiram a Flórida em um período de seis semanas, causando prejuízos de cerca de US$ 45 bilhões – cifra bem mais alta do que os US$ 25 bilhões do furacão Andrew em 92.
Cinqüenta e sete pessoas foram mortas diretamente por causa dos furacões e cerca de 150 morreram indiretamente – um número baixo comparado aos 3 mil mortos por afogamento ou soterramento pela tempestade tropical Jeanne no Haiti.
Outras ilhas do Caribe como Jamaica, Granada e ilhas Caimã foram seriamente danificadas pelas tempestades tropicais no ano passado e o Caribe como um todo sofreu prejuízos da ordem de US$ 3 bilhões.
Gray e Philip Klotzbach, cientista do centro de pesquisas atmosféricas da Universidade do Colorado, disseram que a previsão sobre o número de furacões em 2005 pode aumentar caso persista a falta de atividades do El Niño no Pacífico.
Isso ocorre porque o fenômeno provoca um aumento da temperatura nas águas do Pacífico que impede a ocorrência de tempestades no Atlântico. Em dezembro passado, Gray e sua equipe publicaram uma previsão inicial de 11 tempestades para este ano.
Especialistas norte-americanos disseram que o número de tempestades parece aumentar e diminuir em múltiplos ciclos. O Atlântico deve entrar em um novo ciclo de 30 a 40 anos de grandes atividades de tempestades depois de um grande período de calmaria.
Porém, ao contrário da maioria dos pesquisadores climáticos, os norte-americanos rejeitam a idéia de que esse aumento na quantidade de tempestades seja conseqüência do aumento do aquecimento global, provocado pelo acúmulo de poluentes químicos na atmosfera.
Conclusão óbvia, já que os EUA são um dos maiores responsáveis por esse aquecimento e um dos maiores poluidores do planeta.