A primeira vez que cheguei a Atalaia para surfar, no começo da década de 80, foi como ver um sonho tornar-se realidade: esquerdas mágicas quebrando perfeitas junto ao molhe, sempre no mesmo lugar.

 

Depois de um tempo, quando nosso carro teve os vidros quebrados e roubaram até nossos calções – tive que registrar ocorrência na polícia enrolado em uma
toalha – aprendemos a chegar e ir embora cedo.

 

Acordava às 4 horas da manhã para chegar em Atalaia ainda noite. Deixava o carro na casa de dona Glória e ficava com os amigos esperando o dia clarear para entrar na água e surfar como reis… até o primeiro local aparecer nos molhes lá pelas 9:30.

 

Naquela hora, já estávamos exaustos e de cabeça feita de tanta onda de qualidade, esquerdas e mais esquerdas perfeitas e quilométricas quebrando uma após a outra.

 

Uma vez, durante uma ressaca com ondas de 2 metros, estava voltando para o pico junto com meu amigo quando avistamos à nossa frente os restos de uma embarcação.

 

Demos o joelhinho na onda e lembro-me que rezava sem parar para não ser atingido pelo madeirame do barco. Foi adrenalina pura e por pouco não fomos atingidos.

 

Deixamos a embarcação espatifar-se na praia e continuamos surfando aquelas ondas mágicas… Atalaia, nunca mais vou te esquecer!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.