Billabong Pipe Masters

ASP entrevista Medina

Na última terça-feira, o brasileiro Gabriel Medina trocou uma ideia com o ex-top do WCT Ross Williams e Patt Parnell, dois dos narradores do Billabong Pipe Masters 2014 no webcast em inglês.

O líder do WCT começou falando da temporada no Hawaii com outros atletas da Rip Curl. “Geralmente eu fico com o meu pai. Aqui no Hawaii estamos todos juntos com a galera da Rip Curl. Tem sido ótimo. Ficamos juntos, jogados pôquer e surfamos juntos. É muito divertido e também tenho treinado o meu inglês”.

Medina mostrou que tem se destacado também no pôquer. “Mick não tem jogado conosco. Jogo com Wilko (Matt Wilkinson), com Corey, o fotógrafo, e outros caras. Eu venci duas vezes em três”, continuou o atleta.

Ao ser questionado sobre a diferença entre a forma como o esporte é tratado pelos brasileiros e americanos, Medina explicou: “No Brasil, se existe um esporte com um brasileiro nos representando e tendo chance de vencer, seja o futebol ou qualquer outro, a galera quer vê-lo vencer. Se ficar em segundo ele é esquecido rapidamente. Nós precisamos de um campeão”, enfatizou.

“Acho que todo mundo é assim, mas os americanos acho que não ligam tanto quanto a gente. No surf, somos muito profissionais. Treinamos e fazemos de tudo para alcançarmos nosso objetivo, que é vencer”, continou o atleta.

Em seguida, Gabriel falou sobre a incrível campanha em Teahupoo, Tahiti. “Depois de Fiji eu fui pra casa e treinei bastante. Cheguei 10 dias antes do Tahiti e apenas surfei e fez meus treinos físicos. Quando ouvi falar que um swell grande estava vindo, fiquei um pouco preocupado. Nunca peguei grande antes lá. Eu me foquei em passar uma bateria de cada vez, só queria ir e me divertir, pegar os tubos. Acho que esse swell que pegamos foi o melhor da minha vida. Procurei me divertir e não pensar em título mundial ou vencer. Só queria pegar as minhas ondas”.

A pressão sofrida por Gabriel foi um dos assuntos abordados na entrevista. Pat Parnell questionou se a equipe que está produzindo um filme sobre o atleta e seus programas televisivos tem atrapalhado. “Não, eu me sinto bem. É como eu sempre digo, tenho o apoio da minha família e dos brasileiros. Existe um cara que fica me seguindo e me filmando, e ele faz isso desde que comecei a correr o Tour. Como eu já disse em outras entrevistas, às vezes você ganha, às vezes você perde. E em Portugal eu perdi, acontece. Depois de Portugal eu comecei a pensar em Pipe. Eu estava pronto para vencer em Portugal e estou pronto para vencer em Pipe”, respondeu Gabriel.

A última pergunta foi sobre a saída de Medina da água em Portugal faltando cerca de dois minutos para o término. “Eu não sabia que eu tinha mais tempo, achei que só faltava um minuto para acabar a bateria. Foi por isso que eu peguei aquela. Eu tinha pegado uma antes e caí, e quando estava voltando eu vi a esquerda e simplesmente fui, já que as ondas não estavam tão boas. Eu realmente achei que o tempo tinha acabado”, finalizou o brasileiro.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.