Recentemente, o site norte-americano Surfline listou as dez ondas mais fechadeiras do planeta na opinião de alguns surfistas e fotógrafos adeptos dos drops suicidas ou dos momentos de glória que só um tubo fechadeira pode proporcionar.
Mas, como o Surfline é um site californiano, decidimos puxar a sardinha para o nosso lado, e incluímos três picos brasileiros no nosso top ten: Postinho, na Barra da Tijuca (RJ), praia Brava, em Florianópolis (SC), e Fernando de Noronha (PE), que entrou na lista como hors concours.
Vale lembrar que o que pode ser considerado fechadeira para alguns, pode ser a onda da vida para outros. Tudo depende do nível, e é claro, da atitude.
The Wedge, Califórnia (EUA)
The Wedge, em Newport Beach, é conhecido por suas ondas mutantes. Bastante cobiçado por bodyboarders, o pico também atrai surfistas renomados em busca do drop kamikaze em uma rasa bancada de areia. Em The Wedge não importa quem você é ou que tipo de prancha está usando: a onda sempre vai fechar.
Apocalipse, Indonésia
De um lado da baía fica as esquerdas de One Palm, afiadas e assustadoras, mas geralmente dentro do padrão do que conhecemos como “a onda perfeita”. Em contrapartida, a direita do pico faz jus ao nome. Apocalipse é um tubo que já começa torto, cresce assustadoramente, até quebrar de maneira brutal na sua cabeça.
Boodjidup, Margaret River, Austrália
Você provavelmente já viu esse beach break do oeste australiano em alguma foto de surfe. A areia branca, água incrivelmente azul e a linda luz da manhã fazem de Boodjidup um estúdio natural privilegiado. Mas tudo é uma grande ilusão criada pela milionária indústria da fotografia de surfe. Suas ondas são tão fechadeiras, temperamentais e inconstantes que quase as tornam impossíveis de surfar.
Puerto Escondido, México
A “Pipeline mexicana” é mundialmente conhecida. Mas se big riders como Shane Dorian, Greg Long, Mark Healey e tantos outros podem demorar cinco horas para completar um tubo – quando completam – por que não consideraríamos essa onda na lista.
Log Cabins, North Shore de Oahu, Havaí
Há muitos surfistas que juram que tiveram sessões épicas em Log Cabins, um shorebreak com fundo de lava localizado a poucos metros de outra fechadeira mundialmente famosa, Off-the-Wall. A diferença é que, enquanto OTW, ainda carrega o prestígio de ser palco onde os “bronzed aussies” chutaram a porta do Havaí na década de 70, a vizinha Log Cabins reúne um sistema de recife traiçoeiro, onde a única saída para manter-se intacto é um tubo menor do que uma casinha de cachorro.
Carpark Rights, Narrabeen, Austrália
Há uma sequência em um filme de surf de 1974, A Winter’s Tale, onde Terry Fitzgerald aparece mandando um cutback no pico de Carpark. Isso provavelmente foi a última vez que alguém deu um cutback neste local, notoriamente inconstante. E, embora centenas de locais tenham certeza de se lembrar de dias épicos no pico, eles geralmente admitem que ouviram a história de algum antepassado.
Rifles, Mentawai, Indonésia
Se você já viu as imagens de Rifles, deve estar xingando até a última geração do redator desta matéria. Ok, a onda é insana, mas considere que o arquipélago não poderia ficar fora da lista. E Rifles fica um pouco fora dos padrões do surfe no paraíso. São várias seções tranquilas até a parte final da onda, um tubo muito longo que, se você não tiver no trilho, irá esmagar sua cabeça no coral.
Praia Brava, Florianópolis (SC)
O pico é um dos mais procurados quando as condições estão épicas em Floripa. Mas épico neste caso significa sol, água fria e ondas perfeitas fechando para os dois lados. Além das fechadeiras, nas clássicas ondulações de verão esteja preparado para o crowd.
Postinho, Barra da Tijuca (RJ)
Por alguns anos, o Postinho sediou a etapa brasileira do CT e honrou a tradição dos nossos beach breaks: ondas pesadas e fechadeiras. Acrescente isso a uma arrebentação desafiadora. Mas, graças aos tops da elite mundial, vimos dezenas de momentos de tubos incríveis neste tradicional pico da Barra da Tijuca.
Fernando de Noronha (PE)
O Havaí brasileiro não poderia ficar de fora da lista. E neste caso não escolhemos um pico, mas sim a ilha toda. Fechadeiras pra esquerda, pra direita, fechadeira buraco, morra fechadeira, fechadeira na laje. São drops suicidas para todos os gostos. Quando a boia passa dos 2,5 metros, se você não tem a habilidade de um Bruno Santos, saberá do que estamos falando.