Bruno Rezende com a matéria prima nas mãos… Foto: Arquivo pessoal.

A maioria das pessoas não sabe bem o que fazer com pranchas velhas, ou mesmo os pedaços de uma prancha partida ao meio jogados no quintal de casa.

 

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Enquanto muitos pensariam no lixo como destino final, o surfista, biólogo e artista plástico Bruno Rezende Silva, o ?Bromélio?, de Niterói (RJ), descobriu outra solução para o problema.

 

A exemplo do artista plástico californiano Darin Pappas (ou Ithaka), Bruno reaproveita o material fazendo esculturas de vários tipos.

 

E o resultado produzido pelo biólogo artista de Niterói. Foto: Arquivo pessoal.

A idéia surgiu quando acabou o isopor que ele usava na confecção de uma escultura – e um pranchão quebrado ao meio foi destroçado para finalizar o trabalho.

 

Depois disso, ele recebeu doações do shaper Marcos Villaça e vem criando várias obras a partir de um processo totalmente artesanal.

 

No entanto, a relação de Bromélio com as artes plásticas vai além destes trabalhos com pranchas velhas.

 

Ele desenha, pinta quadros, faz esculturas em cerâmica e, mais recentemente, tem trabalhado com moldes de isopor para esculturas ?vivas? de concreto.

 

Estas serão cobertas com diversas espécies vegetais, principalmente bromélias, tillandsias e orquídeas. Esse trabalho teve apoio de um grupo de biólogos australianos, que recentemente visitou o sítio de Bruno Rezende em Várzea das Moças, Niterói.

 

Em 2002 o Sítio Andrômeda recebeu o certificado de Jardim Botânico Internacional do BGCI (Botanic Gardens Conservation International) e agora é chamado de Jardim Botânico Neotropicum.

 

Hoje, Bromélio possui uma coleção com mais de mil espécies diferentes de plantas, muitas raras e exóticas, formada principalmente por bromeliáceas. Mestre em biologia e graduado pela UFRJ, atualmente Silva trabalha no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

 

Ele já descobriu e descreveu seis novas espécies de bromélias, mas destaca uma em especial: a Vrisea Costae. A planta é endêmica e só é encontrada na face oeste da Pedra do Costão, em Itacoatiara.

 

As esculturas com pranchas são a mais nova atividade deste defensor da natureza. Por enquanto elas apenas decoram os jardins do sítio, mas Bruno pretende encontrar outros lugares para expor o trabalho.

 

?Uma obra de arte não é apenas uma bela imagem, e sim a expressão de uma idéia. Com esse trabalho, pretendo aumentar cada vez mais a consciência de todos sobre a importância da preservação da natureza e do reaproveitamento e reciclagem dos materiais?, diz Bruno.

 

Doações de pranchas velhas ou partidas ao meio são sempre bem-vindas para servirem de matéria-prima. Para entrar em contato com o biólogo envie mensagem para [email protected] .

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