Surf seco

Ano dos rookies

Este início de WCT na Gold Coast está um espetáculo, com ‘down the lines’ disponíveis  como Snapper Rocks, Greenmont, Curumbin, Kirra ou Burleigh Heads… e ainda o beach break de Duranbah, que é na medida para os brasileiros.

 

Nas baterias importantes do terceiro round, vários ‘upsets’ aconteceram. E o desenrolar desta quarta fase vai surgir novos nomes no topo.

 

Os principais cabeças-de-chave foram derrotados: Pancho Sullivan eliminou Mick Fanning com um surf pesado e leve ao mesmo tempo, lembrando o Gary Elkerton no power.

 

Raoni derrubou o grande Bruce Irons de virada, e que virada! Marcelo Nunes superou o floridiano campeão mundial 2001 C J Hobgood, que é superbom naquelas condições.

 

E o Adriano de Souza…eiita estréia arretada do príncipe. Dominância da camiseta amarela.

 

Sempre pensei que seria assim quando Adriano de Souxa enfrentasse caras do seu nível no WCT, como o Top 5 Trent Munro, que é pequeno, competitivo, manobra definido e anda em todas as baterias, não dá mole – características iguais às qualidades do Mineirinho.

 

Quando o quesito vai para manobras inovadoras e futuristas, somados à uma leveza e radicalidade e aproveitamento de linha de surf, o Mineiro é FODA.

 

Tá impressionante a performance do pequeno fenômeno. Quem o vê surfando, não interessa a origem, acaba gostando do moleque…

 

Ele detonou bonito o número quatro do mundo (ou por aí… de 2005, que não deve ter acreditado naquela derrota e em um início de temporada tão ruim pra ele).

 

Estas três baterias seriam finais de qualquer campeonato e ,em Duranbah, o Brasil levou a vantagem. 

 

A final em pistas ‘down the line’ vai ser emocionante de ver e de ouvir comentários de Tom Carroll, superempolgado com as performances e elogiando o Nunes, além da empolgação de Martin Potter ao ver Raoni quebrando.

 

Vai rolar um swell épico lá nesta quinta – esta noite aqui. As finais do Quiksilver Pro devem bombar… Compre sua pipoca, sincronize no site da ASP e boa praia virtual…

 

Aloha

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)