A carioca Ângela Bauer faturou o título do The Steinlager Shaka Longboard Series, etapa de abertura do circuito de longboard promovido pela HSP – Hawaiann Surf Production, realizado nos últimos dias 19 e 20 de maio em Sunset Beach, Hawaii.
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Entre as competidoras estavam muitas atletas locais, com experiência de sobra nas direitas de Sunset, o que torna a façanha da brasileira em águas havaianas ainda mais importante.
Confira a íntegra do relato, enviado pela atleta por e-mail, sobre a inesquecível conquista.
?Estou voltando para o Brasil com um troféu havaiano que eu nem sonhava em ter. Minha amiga Ana Benchimol me ligou na sexta-feira (18) de noite e me chamou para competir no primeiro campeonato do circuito, que começaria no dia seguinte.
Liguei para a Marcela Duarte e a convidei para participar também, afinal temos treinado juntas em vários picos da ilha e tínhamos chance de conseguir um bom resultado. A Marcela tem demonstrado muita coragem e dedicação nos treinos e está fazendo bonito em sua primeira temporada havaiana. Eu fico amarradona com a garra da nova geração.
Acordamos cedo e fomos à praia tentar uma vaga. Conseguimos nos inscrever e a bateria da Marcela começou horas depois. Ela acabou faturando um troféu de 5o lugar e ficou superfeliz. Isso é um baita incentivo para continuar na batalha. Minha categoria rolou no domingo e na minha bateria entrou um vento fortíssimo, mas mesmo assim consegui pegar boas ondas e fazer manobras que me garantiram a vitória. O equipamento é fundamental e minha prancha se comportou muito bem naquele tipo de mar. Nem acreditei que ganhei da Suzie Sunset, como é chamada pelos locais.
Ela tem uma escola de surf e é local do pico. Suzie é muito legal e vibrou comigo também. Havia boas ondinhas no inside, uma vala chamada Val’s reef, mas todas as competidoras remaram para Sunset Point e fui também. Mudei minha estratégia de competição e gostei muito do resultado. Agora entro no mar concentrada em pegar duas boas ondas da série e garantir um número razoável de ondas intermediarias. Antes eu ficava querendo pegar apenas as ondas da série, mas nessa etapa a onda que fez a diferença foi uma intermediária, que me possibilitou ser mais radical nas manobras.
O circuito terá mais quatro etapas e eu gostaria muito de ficar para participar, mas preciso continuar no plano original da viagem, pois já estou fora do Brasil há 11 meses. Com certeza irei me preparar no futuro para ficar mais tempo e correr todo esse circuito, que tem etapas em Ala Moana, Queens e Haleiwa. Junto com o longboard também rolou a categoria Stand Up Board e tinha gente muito boa competindo. Fiquei impressionada com o alto nível dos participantes numa categoria relativamente nova.
O legal desse evento é que as divisões de categoria são por idade, o que dá oportunidade para todos os participantes vencerem na respectiva categoria. Esse formato garante a interação entre as gerações, em que os mais novos podem conhecer a tradição do esporte e os mais velhos as novas manobras e abordagens.
É muito legal ver meninas de 12 anos fazendo incríveis ?nose rides? e a galera acima de 50 detonando. A Betty Depolito, organizadora do campeonato feminino em Pipeline, estava na praia filmando e fez o vídeo que aparece nesta matéria. Ela tem o maior prazer de ajudar as mulheres surfistas e quem quiser mais informações sobre o trabalho dela é só checar o site banzaibetty.com.
Agradeço aos meus patrocinadores Bennett Foam, Centro de Lazer Ipanema, Mr. Sol, Prorider e aos shapers Marcelo Freitas, Mario Flavio, Udo Bastos e Daniel Friedman, que me ajudam em todas as minhas conquistas no longbord e incentivam o crescimento da categoria.
Aloha
