Andy Irons estréia com 10 e brasileiros caem

Teve início nesta quarta-feira na praia de Winkipop o Rip Curl Pro, segunda etapa do ASP Foster´s World Championship Tour 2006.

 

A praia de Bell?s, base oficial da prova, não apresentava boas condições e a abertura do evento aconteceu em boas direitas de 1,5 metro em Winkipop, a 300 metros de distância de Bell?s Beach.

 

O carioca Raoni Monteiro contundiu o joelho durante uma viagem para Indonésia no intervalo entre as duas primeiras etapas do WCT e infelizmente desfalca o Brasil na competição.

 

Já o havaiano Andy Irons, que ameaçou não participar devido a um mal-estar nos primeiros

dias, tirou a primeira nota 10 do Rip Curl Pro 2006.

 

Mas, cinco brasileiros competiram na primeira metade da fase classificatória e todos caíram para a repescagem.

 

O potiguar Marcelo Nunes foi o primeiro brasileiro a estrear em Winkipop e o que chegou mais perto da classificação.

 

Ele somou 12 pontos e o australiano Luke Stedman venceu com 13,67 pontos, com o havaiano Bruce Irons em último na segunda bateria.

 

?Demorei um pouco para me encontrar no mar. Peguei minha primeira onda boa quando faltavam sete minutos para terminar a bateria. Depois ainda peguei uma onda razoável, mas não foi o suficiente para garantir a vaga?, explicou Nunes.

 

Na quarta, o show foi do australiano Taj Burrow, que defende a vice-liderança do ranking. Ele achou uma longa direita e recebeu nota 9,33, depois ainda tirou um 7 para ganhar com facilidade do estreante Pedro Henrique, em terceiro lugar com 10,67 pontos, e do aussie Troy Brooks, com 14.10.

 

Na disputa seguinte, o defensor do título do Rip Curl Pro Trent Munro estreou com vitória sobre o sul-africano Travis Logie e o carioca Yuri Sodré, terceiro brasileiro a cair para a repescagem, sem conseguir mostrar o seu potencial.

 

?Estava muito afobado, ansioso mesmo. No final da bateria, veio uma série e peguei logo a primeira. Forcei demais na manobra e caí. Ainda deu para ver que a terceira onda da série estava bem melhor e ninguém surfou?, lamentou o carioca.

 

O reforço do Brasil no Rip Curl Pro Jihad Kohdr também não achou as melhores ondas que entraram na bateria e somou 10 pontos, com Damien Hobgood passando direto para a terceira fase com 15,50 pontos. O havaiano Kekoa Bacalso, substituto do carioca Raoni Monteiro, ficou em último lugar na bateria.

 

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A oitava bateria era a mais aguardada e o número 1 do mundo Kelly Slater tirou duas notas 8,5 para vencer, depois de quase ficar de fora do evento ao contrair um vírus que o deixou hospitalizado por uns dias.

 

O atual número 3 do ranking Adriano de Souza estreou junto com Slater e só pegou sua primeira onda quase na metade da bateria. Também não foi feliz na escolha das outras e vai ter que disputar uma rodada extra no Rip Curl Pro.

 

Apesar de obter 12,40 pontos, maior pontuação verde-amarela até então, Mineirinho terminou em último, 30 décimos abaixo do trialista australiano Adam Robertson, com ambos caindo para a repescagem.

 

?Ele é um fenômeno e não deu chances a ninguém. É lógico que não gosto de perder e isso só aumenta a minha vontade de me dedicar ainda mais para vencer?, disse o guarujaense, que após o encerramento da competição, mesmo com muito frio e já quase escuro, voltou ao mar para treinar.

 

Em seguida, Andy Irons inaugurou a segunda metade da primeira fase arrancando a primeira nota 10 do campeonato numa direita perfeita de 2 metros.

 

O havaiano ainda somou um 7,83 e totalizou 17.83 pontos, superando o recorde de 17 pontos de Slater, seu maior adversário na corrida pelo título mundial da temporada.

 

Na 11a bateria o pernambucano Paulo Moura fez sua estréia, mas também foi mandado para a repescagem na terceira colocação com 14 pontos. Em segundo lugar ficou o californiano Chris Ward, com 14.20 pontos, e o vencedor foi Cory Lopez, também dos EUA, autor de 15.37 pontos.

 

?Surfei bem e fiquei feliz com meu desempenho. Estamos só no começo do campeonato e muita coisa ainda vai acontecer?, disse Moura.

 

Peterson Rosa caiu na 14a e última bateria realizada na quarta-feira. Depois de ter as cinco pranchas quebradas ao meio durante a viagem para a Austrália, o paranaense teve que competir com pranchas compradas em Torquay e ficou em último na disputa.

 

O havaiano Fred Patacchia venceu, com o francês Mikael Picon na segunda colocação. ?Num nível alto e equilibrado como este, qualquer detalhe no equipamento faz diferença, mas paciência, vamos em frente?, lamentou Peterson.

 

Escalado para a 15ª bateria da primeira fase, Victor Ribas só estréia nesta quinta-feira e, depois de treinar pela manhã, ficou observando as baterias.

 

?Vou chegar bem cedo, entrar na água para sentir as condições. Já percebi que o posicionamento para pegar as ondas certas será fundamental?, analisou Ribas.

 

Um novo swell de 6 a 8 pés é aguardado para chegar em Bell?s Beach nos próximos dias. Os organizadores farão uma nova chamada às 7:30 desta quinta-feira para avaliação das condições do mar.

 

 

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