Andréa Lopes volta com sede de vitória

Não tem coisa pior para um atleta do que uma contusão. Ver alguns dos seus projetos ir ralo abaixo e não poder fazer nada, somente aceitar o fatídico e lutar por sua recuperação.

 

Sábios são aqueles que não perdem o rebolado e conseguem dar a volta por cima.
Foi o que aconteceu com a surfista profissional Andréa Lopes.

 

Neste ano, mais precisamente no dia 5 de fevereiro, a carioca machucou o joelho enquanto surfava e um mês depois já estava de volta à ativa. ?Sofri uma torção ao aterrissar de um floater”, explica a atleta. 
 

Após essa contusão, Andréa deu uma parada e esperou a recuperação. ?Sou muito dedicada, principalmente quando eu me machuco e tenho que me recuperar?, conta.

 

Ela fala que isso foi muito importante para o seu restabelecimento. ?Fiz uma preparação física voltada para o fortalecimento muscular, coisa que nunca dei muita importância?, afirma.
 
Andréa mostra que esse período foi bom para a sua reestruturação.  ?Estou forte pra caramba. Não só fisicamente, mas também espiritualmente?, avalia a tricampeã brasileira, que teve lesão no ombro em 2003.
 

Realmente o seu restabelecimento foi rápido. ?No último dia 5 de março eu já estava competindo no SuperSurf em Floripa e fiquei em terceiro lugar. Um mês depois estava pegando altas ondas em Ubatuba, na etapa de abertura do Petrobrás?, revela a carioca.

Agora, totalmente recuperada, Andréa vem com tudo atrás de vitórias nessa temporada. Depois de quinze anos, 2003 foi o único ano que ela não venceu nenhum campeonato. ?Me dou esse direito, mas neste ano a sede de vitória acumulou?, avisa.
 
Com oito títulos brasileiros, sendo cinco como amadora e três como profissional, Lopes é uma

competidora assumida. ?Eu tenho esse lado competidora muito aceso dentro de mim?, confessa a atleta, que tem o SuperSurf como prioridade em 2004.
  
ISA Games ? Acompanhando a equipe brasileira, Andréa Lopes aceitou o convite da Confederação Brasileira de Surf (CBS) e fez uma grande participação no ISA World Surfing Games 2004, em Salinas, Equador.
 
A surfista trouxe a medalha de bronze na categoria Feminino e ajudou o Brasil a conquistar o vice-campeonato no evento realizado no final de março.  ?Foi uma honra, porque é mais um reconhecimento ao meu trabalho?, conta.
 
Ela não vivia esse espírito de competição em equipe desde 1998, quando participou do ISA Games em Portugal. ?Fui para o Equador sem esperar quase nada. Sabia que a Sofia Mulanovich e a Julia Christian estariam lá e eu estava voltando de uma contusão. No entanto, fazer uma viagem internacional seria mais uma evolução para o meu surf?, revela a atleta.
 
Andréa foi passando as baterias e depois de cair na repescagem chegou até a grande final surfando ondas de até 2 metros de altura. ?Estava com prancha pequena, mas comecei andando bem. Na grande final fiquei em segundo na bateria quase toda, mas nos últimos minutos a Julia virou?, explica a surfista.
 
Para ela, a terceira colocação foi mais do que satisfatória. ?Não só porque eu estava me recuperando da contusão, mas porque fiz pontos essenciais para a equipe?, comemora.
 
A atleta voltou feliz do Equador, principalmente com o desempenho das suas pranchas. ?Como sempre, elas andaram pra caramba e graças a Deus não quebrei nenhuma ao meio?, diz. ?Para agüentar aquelas ondas fortes, as pranchas precisam ter um material de qualidade?, conta a atleta, que tem contrato vitalício com a fábrica de blocos Bennett Foam.

 

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