Oi Desafio

Americanos largam na frente

Shane Beschen comanda vitória da equipe norte-americana no primeiro game. Foto: Aleko Stergiou.

No primeiro game do Oi Desafio de Surf Bra x EUA, que acontece na praia de Maresias, a equipe norte-americana levou a melhor e saiu na frente na briga pelo título da competição, que reúne a velha guarda e a nova geração do surfe mundial nas ondas do litoral Norte de São Paulo.

Clique aqui para ver as fotos

A equipe, que conta com Tom Curren, Clay Marzo, Shane Beschen, Cory Lopez e Asher Nolan, sentiu a pressão dos brasileiros, mas com 79.5 pontos, contra 77, foi a campeã da primeira disputa.

 

Neste domingo, a partir das 9 horas, acontecem os dois últimos games. ?Foi bem equilibrado. Os brasileiros se encontraram na competição e no finalzinho achamos que eles podiam vencer o game. Teremos um trabalho duro pela frente? disse Shane Beschen, que foi considerado o ?jogador? mais valioso do dia, com pontuações bem

Equipe brasileira a postos em Maresias (SP). Foto: Aleko Stergiou.

altas. 

Ao contrário das competições habituais, no Desafio não existe confronto direto entre surfistas adversários na água.

 

Cada time entra em ?campo? para jogar sozinho e os técnicos são responsáveis por escolher a melhor tática.
 
A disputa acontece numa melhor de três games, na qual a equipe que vencer dois, será a vitoriosa. Um game é formado por três períodos de 12 minutos e os técnicos têm direito a cinco pedidos de tempo.
 
E no primeiro game, que aconteceu neste sábado, dia 8, a equipe norte-americana começou bem. Soube posicionar-se na água, escolher as melhores ondas e usar os pedidos de tempo na hora certa.

Danylo Grillo ataca pelo alto. Foto: Aleko Stergiou.

No primeiro período, ficaram com 26.5 pontos, contra 22.5 dos brasileiros. No segundo, foi 28.5 contra 25.

Já no terceiro, a equipe canarinha, formada por Bruno Santos, Fábio Gouveia, Heitor Alves, Marcelo Trekinho e Danylo Grillo, se encontrou na competição e o que parecia quase ?impossível? ficou muito perto de acontecer.

 

Para vencer o game, o Brasil precisava de mais de 32 pontos, pra desbancar os 79.5, conquistados pelos EUA (26.5, 28,5 e 24,5).
 
Logo no começo da bateria, Heitor Alves arrancou uma nota 8.5 com um aéreo 360 graus, quase impossível completar, e mostrou que a equipe estava viva na competição.

 

Danylo Grillo também conquistou um 8, Trekinho, voou alto e ficou com 7, e Fabinho, com 6. Foram 29.5 pontos, totalizando 77, apenas 2.5 pontos atrás da equipe norte-americana.
 
?Vi que a tática é fazer manobras fortes, com pressão. O lance é arriscar em cada onda e buscar uma pontuação alta?, disse Heitor, que somou 21.5 pontos para a equipe brasileira neste primeiro game.

E neste domingo, dia 9, a partir das 9 horas, acontece a grande decisão da competição. O Brasil precisa vencer a próxima disputa para levar a decisão ao terceiro game.
 
?É a primeira vez que participamos de uma competição neste formato e é tudo novo. Mas, conseguimos nos encontrar e podemos ser campeões. Foi por muito pouco. Amanhã vamos com tudo? , disse Peterson Rosa, que junto com Pedro Muller, são os técnicos do Brasil.
 
E para aumentar o clima de ?mistério? entre as equipes e evitar que uma descubra a estratégia da outra, cada time terá um ?QG? na praia. De um lado do palanque, a ?casa? dos EUA, do outro, a do Brasil.
 
O Oi Desafio de Surf Bra x EUA, que tem a chancela da NSL (National Surf League), distribui US$ 80 mil de premiação.

 

Patrocínio OI
Apoio OI FM, Nixon, Waves, Fluir e DVS
Realização Prefeitura Municipal de São Sebastião, Abrasp, Federação Paulista de Surf, Associação de Surf de São Sebastião e Associação de Surf de Maresias
Chancela NSL / The Game
Organização Maxsports

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)