
Após mais de uma semana de espera, começou o Rio super Pro Shorebreak Challenge. O mar na manhã de hoje (03/11), apresentava excelentes condições, com vento quase parado e ondas de boa formação.
Um centro técnico foi posicionado na areia e a equipe de TV da Band Sports ficou na ponta do Forte de Copacabana, todos prontos para início do show!
Chegando no pico, os atletas da primeira bateria já estavam esperando e surfando sozinhos as primeiras ondas da manhã.
Magno Oliveira, na primeira bateria, mostrou que não pra brincar, com manobras fortes em cima da afiada bancada de mariscos, o capixaba não se intimidou e botou pra baixo nas maiores, obtendo uma das melhores médias do dia.,pulando logo pra terceira fase. Marcus Vinícius quase conseguiu um tubo animal, mas ficou na boca e com a segunda colocação.

Na segunda bateria, Bruno Invyck se fez valer da semana que ficou treinando no shore e achou o tempo certo nos tubo e nas manobras. Foi seguido de perto pelo catarinense Jorge Baggio, que botou pra baixo e conseguiu boas ondas.
As ondas estavam rápidas e com a maré esvaziando, qualquer descuido seria fatal. Tinha que se garantir muito no drop e na cavada.
O Local do Shorebreak, Jefferson Oliveira, o Jeffinho, foi o grande detaque da terceira bateria. Dropou lá de trás do pico, tirou os melhores tubos da primeira fase e ainda decolou em um ARS muito forte, venceu a bateria. Em segundo ficou o local casca grossa Alexandre “Ferrugem”, que dropou uma das maiores ondas do dia (sem dúvida o tubo mais profundo), andou muito no tubo mas não saiu. Ferrugem ainda tomou a maior onda do dia na cabeça, que tirou um pedaço do dedo, de onde jorrava sangue logo após a bateria

Com a melhor performance da primeira fase, Jefferson Annute sobrou. Fez as ondas com extrema competência, botou fundo nos tubos e voou nas manobras. Não teve medo de arriscar e não perdoou o lip pesado do Shore. Gustavo Lourenço também arrebentou, com tubos sólidos e manobras soltas, mostrou que não está pra brincadeira, e vai brigar com os profissionais.
Nessa bateria, entrou o vento sul… Que deixou o mar um pouco mexido mas com boa formação.
Na quinta bateria Felipe Padilha foi constante e seguro nas manobras e levou a bateria. Guilherme Correa, com sua característica linha de onda, buscou o limite nas ondas que começavam a balançar e arriscou tudo pra garantir uma boa pontuação. Sem dúvida é uma das grandes promessas do campeonato.

Na sexta e última bateria, o amador Eric Perp, mostrando a boa fase e conhecimento do pico, arrancou as melhores notas. Ele pegou uma das maiores ondas e manobrou forte. Foi seguido extremamente de perto por Pablo Rodrigo, que se conseguisse mais um tubo igual ao que pegou, teria sido o melhor do dia. Pablo ainda foi técnico o suficiente pra fazer as manobras mais plásticas da bateria, mostrou uma competitividade natural e vontade de vencer.
A vontade foi tanta que se machucou demais, teve vários cortes nas costas. Quando tirou a roupa de borracha, era só sangue.
Com a entrada do vento sul mais forte, o campeonato foi interrompido, a promessa é que amanhã esteja maior e melhor. E é quando começa a terceira fase. Teremos Juninho, líder do circuito carioca, Guilherme Tâmega, Lucas Nogueira, José Otávio e outros É onde entram os tops e vai ser decidido o título do campeonato mais radical, do esporte mais radical.
E é onde teremos a definição do campeão e de quem vai levar o caneco do Rio Super Pro Shorebreak Challenge para casa.