Alexandra Kagaya desponta no cenário

A atleta pegou ondas de até 8 pés no Hawaii. Foto: Francisco Chagas.

Kagaya cava forte em Rocky Point, Hawaii. Foto: Clemente Coutinho.

Off The Wall é uma das ondas preferidas de Alê. Foto: Francisco Chagas.

Alexandra Kagaya curte o visual de Arraial do Cabo (RJ). Foto: Divulgação.

Alexandra vira na base de olho no Lip. Off the wall, Hawaii. Foto: Francisco Chagas.

Camila, Neymara, Alexandra e Naara. Foto: Xandão Barros.

Alexandra Kagaya (à direita) conta com apoio da Pro-Lite. Foto: Juninho.

A bodyboarder paulista Alexandra Kagaya pega onda há cinco anos e compete na categoria Amador nos principais eventos da região, além do Circuito Brasileiro.

 

“Quando começei a surfar tinha  vontade de pegar em pé, pois convivia mais com surfistas do que bodyboarders”, explica ela, que desde que encostou na prancha se identificou com o esporte e entrou num processo de evolução.

 

“É muito radical pegar onda deitada. Dar manobras descolando do lip, pegar tubos, voar. É fácil perceber isso quando se está em picos como Hawaii e você percebe o respeito e atitude que os bodyboarders têm”, afirma Kagaya.

 

Além da radicalidade, de acordo com ela, é mágico sentir a presença da natureza e conferir o astral da galera após um bom dia de surf.

 

A atleta costuma pegar onda em Ubatuba e tem como uma de suas preferidas Maresias, em São Sebastião, pois o pico proporciona manobras radicais numa onda  forte e tubular.

 

Há dois anos e meio ela compete e já conquistou o título de campeã paulista Amadora 2001 e finalizou o ranking brasileiro na oitava colocação.

 

Entre as viagens internacionais, Kagaya já ficou três meses e meio na Califórnia (EUA), em San Clemente, para aprender a falar inglês e se virar em outro país.

 

Apesar das dificuldades, a experiência adquirida e o surf compensaram. Ela morou a cinco minutos de Lower Trestles, pico com fundo de pedra renomado da costa californiana.

 

Aproveitando a oportunidade, a atleta se atirou sozinha para o Hawaii. Lá conheceu diversos  brasileiros e foi se integrando com a galera.

 

Foram quase três meses de surf no arquipélago. “Foi minha melhor experiência, pois peguei as maiores ondas da minha vida. Dropei mares de 8 a 10 pés e presenciei ondulações de 25 pés”, explica.
 
Segundo ela, o que ameniza a pressão psicológica de pegar onda no Hawaii é saber que você vai acordar e mais um dia o swell pode bombar. Isso exige um controle das emoções”, analisa.

 

Recentemente, a atleta esteve no Espírito Santo e classifica a região como uma das melhores do país para a prática do esporte.

 

“Conheci o tal do D2, uma bancada de pedra poderosa. Estive lá somente uma vez, mas no dia certo. Estava de gala e a onda proporciona um drop muito rápido. Você tem que descer colocando para dentro, pois o tubo rola quadrado e joga lá na frente. É animal”, conta.

 

A primeira prancha de Kagaya foi presente do pai. Atualmente, ele se diverte e dá uma força para que a atleta realize seus sonhos e viaje por diversos picos.

 

A bodyboarder é formada em Hotelaria, e conta com o apoio da Prolite acessórios, pranchas Gêneses e Hot Girls.

 

A bodyboarder trabalha na Surf Trip Mega Store, de Moema (SP), e concilia o trampo com as disputas do Circuito Paulista. Quando juntar uma grana, ela pretende partir para a Austrália, onde pretende treinar e estar próxima dos bodyboarders da região, além de programar um pit-stop na Indonésia.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.