#Aldemir Calunga, 27 anos, passou a última temporada no Hawaii. Ele surfou em Waimea, Pipeline e Sunset e presenciou momentos importantes do big surf, como a vitória de Kelly Slater no Eddie Aikau e de Rodrigo Resende no Tow In World Cup.
Segundo o big rider, o mês de novembro teve bastante ondas. “Apesar de o mar não ter ficado muito grande, as condições na maioria dos dias apresentaram vento terral ou permaneceram quase sem vento, com ondas realmente perfeitas. Porém, as bancadas onde quebram as verdadeiras ondas do North Shore ainda estavam cobertas de areia, esperando os swells que rolaram entre 25/12 e 10/01”, explica o surfista.
Pipeline quebrou em ótimas condições pouquissímas vezes. “Quando aconteceu, o crowd foi intenso com a galera do Kauai impondo moral no pico, na base do grito ou até mesmo com algumas porradas”, descreve o potiguar.
“Pipe é a onda que sempre sonhei desde moleque. Na porta do meu quarto, além de fotos dessa galera, lembro bem da capa da Surfer’s Magazine com Odalto fazendo um botton turn numa craca. Também não esqueço da vaca do Fábio Mobral voando em cima da onda com a prancha”.
#Os dias marcantes na temporada, segundo o atleta, foram a tarde do primeiro dia do Pipe Master e o penúltimo dia do campeonato mundial de Bodyboard, que apresentou condições clássicas com 10 pés.
“O penúltimo dia do mundial de bodyboarding foi um dia típico de Hawaii com muito sol, vento terral e um swell que começou o dia com ondas de 12 pés. As condições mantiveram-se um pouco menor no decorrer do dia. Sunset estava clássico e fui surfar em Haleiwa, junto com a galera do Surf Adventures para gravar registrar as imagens das direitas de 6 pés”, disse o surfista.
Os dias em que Waimea mostrou seu verdadeiro power foram 26/12 e 07/01, com ondas que passavam dos 20 pés. “No dia 07/01, as ondas chegavam aos 35 pés em Jaws, com aproximadamente 12 metros de frente”.
Calunga acompanhou o Eddie Aikau em Waimea e pegou a primeira onda surfada na Baía. Em Jaws, onde foi realizado o Tow In World Cup, Calunga presenciou a força da Mãe Natureza.
“Após acompanhar momentos como a emoção do Kelly Slater, vencedor do Eddie Aikau; o tubo em que Carlos Burle botou para dentro em Jaws; as morras surfadas por Rodrigo Resende e o tubo de Mike Parsons completado com perfeição, também em Jaws, pude comprovar que o nosso esporte, realmente, nos deixa na palma da mão de Deus”.
Em 1990, Calunga conquistou o título de campeão brasileiro Amador, mas preferiu não continuar no esporte como competidor. Ele já morou no México durante cinco anos e costuma passar boa parte do ano no Hawaii.