Aldemir Calunga faz pit-stop no Brasil

#O surfista potiguar Aldemir Calunga, 27 anos, está de volta ao Brasil após uma temporada de quatro meses viajando pelo Hawaii, Cabo Verde e Fernando de Noronha.

Calunga participou das filmagens do programa Surf Adventures (Temporada Hawaii – Parte I e II), no canal Sportv, além de conseguir destaque com uma página dupla na revista norte-americana The Surfer’s Journal.

O surfista potiguar passou três meses e meio no Hawaii dividido entre as ilhas de Oahu e Maui. No dia 06/01, Calunga foi protagonista da primeira onda surfada na Baía de Waimea, considerada uma das maiores da temporada.

“O mar estava gigante, com ondas de 25 pés, quase o limite para serem surfadas no braço, sem a ajuda de jet ski. Entrei com o dia amanhecendo, sem saber que tamanho ficaria. Peguei várias ondas muito grandes. Numa delas caí e levei um dos piores caldos da minha vida. Quando vim à tona, todos estavam preocupados comigo pela demora embaixo d’água. Fiquei feliz em sobreviver”, disse o potiguar.

Depois do Hawaii, o potiguar seguiu direto para Cabo Verde, onde passou 15 dias com os surfistas Eduardo Rato Fernandes, Guilherme Gross, Marco Polo e Leonardo Neves.

Eles gravaram um programa Surf Adventures e fizeram fotos para a revista Fluir com o fotógrafo Sebastian Rojas. O destino seguinte foi Fernando de Noronha, ainda em companhia de Rojas.

“Foi um dos melhores swells que já peguei na minha vida em Noronha. Eram ondas de até oito pés. Eu gostaria de ver pelo menos mais cinco amigos meus, naquele dia maior, para completar aqueles tubos quadrados que rolavam perfeitos na Cacimba, sem crowd.”

Ainda esta semana, Calunga segue para o Tahiti, onde passará cerca de 15 dias. “Dependendo do swell, vamos em busca de outros picos, onde sabemos que quebram boas ondas. Isso só será possível porque nós temos um mapa que recebi de um amigo morador da região que conhece e já sobrevoou toda aquela área”, explica.

O objetivo é produzir material fotográfico e imagens em companhia dos surfistas brasileiros Rodrigo Resende, Danilo Couto, Daniel Hardman, entre outros.

Na volta para o Brasil, o surfista pretende intensificar seu treinamento de Yôga, esperando a sua próxima viagem. Ele pretende dar continuidade a alguns projetos, entre eles a divulgação do potencial dos ventos nordestinos para o kite surf.

Calunga completará um ano de aventuras nessa modalidade, na qual se diz fissurado pelos saltos e velocidade que a prancha atinge.

“Já foi feito o mapeamento do Ceará e do Maranhão, em relação à estrutura para receber kite surfistas. O trabalho foi todo desenvolvido pela equipe empresa Naish, de kite surf, com apoio dos governos estaduais. O próximo passo é fazer esse mapeamento no Rio Grande do Norte e em outras regiões junto com a galera mais irada, incrementando os saltos e desenvolvendo novas manobras”, confessa o atleta.

Além disso, o big rider quer intensificar o treinamento para ondas grandes com intuito de fortalecer o time brasileiro de ondas gigantes no Tow-In.

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