Billabong Rio Pro

Adriano quer mais

 

 

Adriano de Souza quer repetir esta cena de 2011. Foto: © ASP / Cestari. 

O surfista Adriano de Souza, local do Guarujá, está contando as horas que faltam para entrar na água e disputar o Billabong Pro no Rio de Janeiro. O atleta de 26 anos, campeão do Rip Curl Pro Bells Beach no mês passado na Austrália, é o atual número 4 no ranking da ASP e espera seguir seu bom momento no Brasil.

 

“Vencer em Bells foi realmente emocionante, me deixa bastante inspirado”, diz Adriano. “Estou feliz por tudo e dou muito valor às minhas origens. Se você vem da favela, você dá tudo de si. Vejo exemplos que vêm do futebol, caras que se tornaram profissionais bem sucedidos e eu tento fazer igual no meu esporte, com trabalho bastante duro. Pois isso foi o que busquei quando eu me tornei profissional e permitiu que eu levasse minha família para um lugar melhor”, explica. 

 

Depois de rever amigos e atender compromissos com a imprensa em São Paulo, após o título em Bells Adriano partiu para um free surf nas ilhas Mentawai com seu amigo Miguel Pupo.

 

“Ir para a Indonésia foi um bom preparo antes de voltar ao Brasil. Pegar boas ondas ajuda a melhorar a performance. Quando eu era mais jovem, cresci pegando onda no Guarujá e o mar não era tão bom. Eu sempre imaginava como seria surfar na Indonésia“, conta. 

 

Adriano, campeão do Billabong Rio Pro 2011, sabe que vencer novamente diante de seus fãs não é uma tarefa fácil, mas ele tem consciência de que este é um grande desafio. “Eu conheço os atalhos para ir à final, mas sei que não é fácil, tenho que lutar basante”, admite o surfista em entrevista ao departamento de comunicação do circuito mundial.

 

Adriano estreia logo na segunda bateria contra o catarinense Alejo Muniz e o norte-americano Patrick Guadauskas. Na quinta bateria, é a vez de Filipe Toledo estrear contra o campeão mundial Joel Parkinson, da Austrália.

 

Em seguida, Miguel Pupo pega o norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, além de um outro adversário a ser definido. O oitavo confronto também opõe dois brasileiros: Gabriel Medina e Raoni Monteiro duelam com o norte-americano Nat Young, vice-campeão em Bells.

 

Os havaianos John John Florence e Fredrick Patacchia, bem como o português Tiago Pires, desfalcam a prova por contusão. Patrick Gudauskas e o aussie Yadin Nicol ocupam duas destas vagas. O dono da terceira vaga será anunciado nesta semana.

 

Primeira fase do Billabong Rio Pro 2013

 

Josh Kerr (Aus), Travis Logie (Afr), Glenn Hall (Irl)

Adriano de Souza (Bra), Alejo Muniz (Bra), Patrick Gudauskas (EUA)

Taj Burrow (Aus), Matt Wilkinson (Aus), Yadin Nicol (Aus)

Mick Fanning (Aus), Sebastian Zietz (Haw), a definir

Joel Parkinson (Aus), Filipe Toledo (Bra), a definir

Kelly Slater (EUA), Miguel Pupo (Bra), a definir

Julian Wilson (Aus), Damien Hobgood (EUA), Dusty Payne (Haw)

Gabriel Medina (Bra), Nat Young (EUA), Raoni Monteiro (Bra)

Jeremy Flores (Fra), Kai Otton (Aus), Adam Melling (Aus)

Jordy Smith (Afr), Bede Durbidge (Aus), Brett Simpson (EUA)

Michel Bourez (Tah), Adrian Buchan (Aus), Kolohe Andino (EUA)

C.J. Hobgood (EUA), Owen Wright (Aus), Kieren Perrow (Aus)

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

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