The Rock

Adrenalina no Guarujá

Depois de vários anos sem surfar em The Rock, no Guarujá (SP),  a dupla de big riders locais, Rodrigo Koxa e Vitor Faria, decidiu relembrar a adrenalina dos tubos quadrados desta laje. 

 

O pico foi descoberto e desbravado há mais de 16 anos, quando o bodyboarder Hilton Alves – hoje, um renomado artista plástico residente no Hawaii – caminhava pelas pedras e avistou a onda.

 

Na época, Hilton compartilhou a informação com Vitor Faria, mas alertou que o The Rock era somente para bodyboarders, pois a laje era muito rasa. 

 

Lançado o desafio, Vitor passou a estudar o pico e convidar amigos para a aventura. Um dos convidados foi Rodrigo Koxa. Juntos, eles passaram a desenvolver a maneira certa de dominar a onda.

 

“Lembro quando Vitor contou sobre a laje e disse que eu tinha de ir surfar com ele, pois ninguém mais queria. A pilha foi tão grande que comprei a ideia e em pouco tempo lá estávamos nós acertando um tubo ou outro e tomando várias vacas. Uma delas me rendeu alguns pontos no joelho. Foi então que percebi o perigo de cair de maneira errada nessa laje repleta de mariscos”, conta Koxa.

 

Com Vitor, a laje foi ainda mais traiçoeira. Por ser um pico muito sensível à variação da maré, os surfistas precisam sempre estar atentos, pois na maré seca a bancada fica sinistramente rasa, deixando sugar a pedra para fora.

 

“Essa laje é especial aqui no Guarujá. Apesar de o tubo não ser muito grande, o lip da onda compensa por ser muito grosso e quadrado. Em um dos dias em que surfei com Koxa, a maré estava secando muito rápido e pude sentir na pele a bancada rasa. Minha prancha parou na pedra e voei de peito em cima da bancada afiada. Naquele dia levei 25 pontos no peito e mais 15 pontos na costela. Foi sinistro travar meu corpo naquela pedra cheio de mariscos”, relembra Vitor Faria.

 

Com mais conhecimento e respeito pela temida laje do Guarujá, a dupla voltou a se aventurar no pico esta semana. 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.