Diário peruano

Adisaka faz balanço final

 

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Gabriel Adisaka encerra a aventura no Peru. Vídeo: Itamar Guimarães.

 

 

Gabriel Adisaka, atleta de Ubatuba (SP), terminou a aventura no Peru, onde embarcou em novembro para passar 25 dias e aprimorar o surf.

 

Na primeira surf trip internacional, o garoto de 16 anos fez um diário completo relatando detalhes da nova experiência.

 

Confira abaixo o balanço final de Adisaka, no qual ele pega as últimas ondas, compra um rato empalhado, despede-se do país e ainda deixa boas dicas sobre o Peru.

 

22º dia Dia de descanso. Sem surf por hoje! Fiquei mais relax. Fui tentar vender uma prancha e fiquei agilizando algumas coisas. Joguei pingue pongue, tênis, internet, fiquei estudando as medidas das minhas pranchas, escolhendo os jogos de quilhas (risos). A galera fez um rateio para fazer um churras. A carne é estranhona! Mas foi show, maior vibe.

23º dia Hoje as ondas diminuíram. Peguei carona e fomos ao centro de Lima. Maior loucura, muita gente, doidera total! Foi legal, passamos na primeira Universidade da América do Sul (disse o motorista). Depois comi no McDonald’s, muito barato! Animal.

 

Já ia me esquecendo. Vi nos semáforos em Lima uma coisa bizarra. Os caras vendendo ratazanas empalhadas. É isso mesmo, ratazana, bizarro! 5 soles cada, não deu outra, comprei uma para assustar os moleques nos campeonatos (risos)!

 

24º e 25º Chega o dia de ir embora. Acordei muito cedo, às 5:45 horas. O tempo, ainda meio fechado, estava clareando. Esperei a galera acordar e fomos surfar antes do café da manhã.

 

Tava muito crowd, muitos longobarders, mas meio metrão bom até. Surfei até umas 8:30, fui pra pousada, entrei na piscina, dei uma relaxada de roupa de borracha mesmo e às 9 horas mandei um café da manhã sarado.

Daí entrou o vento, zuou tudo e mar ficou sem condições. Esperei o almoço. Dormi, acordei, a bolinha de pingue pongue quebrou e não fiz mais nada, dia perdido.

Bateu saudades de casa, de surfar de bermuda com os meus brothers Alanzinho (Lucas Santos) e Tchuca (Giovanne Ferreira). Meu pai dizia que a água estava quente em Ubatuba e eu ficava imaginando, pois 24 dias surfando com uma roupa de espessura grossa, long double sealed 3.2, dava a impressão que a água sempre estaria fria.

 

Aliás, aproveito para comentar a qualidade da roupa de borracha da Rip Curl. Não passava nada, irado, quente mesmo. Sou friorento e sem uma boa teria sido impossível.

O saldo da viagem foi bem positivo. Estava preocupado em ir sozinho, mas por um lado foi bom pra caramba, pois tive que me virar em tudo.

Aliás, foi muito bom em vários sentidos. Surfei ondas muito longas, me virei sozinho, ligações para o Norte, reserva de pousada, táxi. Depois disso vi que não é tão difícil quanto parece. Fiquei mais confiante em todos sentidos.

 

Agora, quando voltar, volto tranquilo. Lá não tinha meus pais pra me ajudarem a resolver as coisas, era somente eu e eu e Deus (risos). Esta experiência me deu confiança para outras trips.

 

Também era bom porque estava longe das obrigações de casa (risos) e era cabeça no surf o dia inteiro, irado.

Dou um toque para a galera. O Peru é barato, não precisa de passaporte (o primeiro custa R$ 360). Só quatro horas de vôo e a Lan Peru (companhia aérea) não cobra despacho das pranchas. Com US$ 500 ou 600 (no Norte) dá para ficar 20 dias tranquilo.

Quem quiser contatos do Sul e Norte me manda um email gabrieljapa5@hotmail que passo os telefones, nomes, etc.

Enfim, agradeço ao Pinga da Oakley, que apoiou completamente esta viagem para treino. A Lightning Bolt, ao Fernando Iesca e o Marcelo Barros do Waves, ao Itamar Guimarães (Origevidios) que deu o maior gás para fazer os vídeos e a todos que acompanharam pelo Waves.

 

Para finalizar agradeço a Deus porque deu tudo certo, peguei muita onda e foi muito melhor do que esperava em todos sentidos!

Valeu Galera!

 

Gabriel Adisaka viajou com o apoio Oakley e Lightning Bolt.

 

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