Adilton Mariano derrota campeão brasileiro Jihad Khodr na terceira fase. Foto: Pedro Monteiro / Localshorts.com.br.

Nesta sexta-feira, o swell de Sudoeste trouxe ondas de 1 metro e formação regular à praia de Itaúna, Saquarema (RJ).

 

Clique aqui para ver as fotos

Nessas condições, a direção da prova deu início à terceira fase masculina. Destaque para a vitória do cearense Adilton Mariano sobre o paranaense Jihad Khodr, atual campeão brasileiro profissional, bem como a bela atuação do paulista Beto Fernandes.

 

Adversários desde a época do circuito brasileiro amador, Adilton e Jihad travaram uma dura batalha em Itaúna.

Depois de perder em Garopaba (SC), Pedro Müller dá o troco em Fábio Gouveia. Foto: Pedro Monteiro / Localshorts.com.br.

Poucas séries entraram durante a disputa, tornando o duelo bastante tenso. As direitas decidiram a bateria, com Adilton largando na frente com 5.67 e Jihad respondendo com 4.50 e 5.53.

 

Faltando dois minutos, o cearense soltou uma boa rasgada de backside e finalizou a onda com uma batida na junção para arrancar 6.00 pontos dos juízes e conseguir a vitória.

 

“A bateria foi difícil. As ondas demoram e ainda estão balançadas, mas graças a Deus consegui a classificação. Estou muito feliz e quero me dar bem aqui”, diz Adilton, 24 anos.

?Consegui pegar as ondas certas e, se elas viessem para o Jihad, ele também iria vencer, pois é um excelente surfista. Ficou um jogo de xadrez ali na troca de notas e no final veio a onda boa que decidiu a bateria?, continua o tricampeão brasileiro nas ondas da Pororoca.

 

?Eu estava até sem treinar, porque vim direto da Amazônia e lá a gente só pega uma onda por dia. Mas, as ondas vieram para mim na bateria e deu tudo certo. Depois do campeão, agora dá até para dar uma relaxada, mas quero seguir em frente. A prancha está no pé e agora tem o Pedro (Müller), que ganhou a única final que fiz no circuito brasileiro. Só que não penso em revanche não, só quero pegar minhas ondas?, confessa Adilton Mariano.

Ainda pela terceira fase, o carioca Pedro Müller deu o troco no paraibano Fábio Gouveia e venceu o duelo de veteranos em Itaúna.

 

Depois de perder para Fabinho em Garopaba (SC), Müller teve paciência para escolher as melhoreas ondas e conseguiu a vitória ao descolar 5.60 na última onda.

 

Fabinho obteve um 5.00 na segunda onda, mas teve dificuldade para pegar outra onda de qualidade e ampliar a vantagem sobre o carioca.

?Estava morrendo de medo de perder para ele de novo e virar freguês?, brinca Pedro Müller, número 1 do Brasil em 1989 e ainda recordista de vitórias ? nove ? em etapas do Circuito Brasileiro iniciado em 1987.

?Se eu não vencesse, pela minha posição no ranking iria pegar ele em todas as etapas, pois eu sou o pior dos top-16 e ele é o melhor dos que vêm da segunda fase. Ainda bem que consegui ganhar essa. Achei uma direita bem boa que deu para acertar duas rasgadas usando bem a borda da prancha e saiu a nota que valeu a vitória na bateria?, fala Pedro.

##

Heitor Alves elimina Tadeu Pereira. Foto: Pedro Monteiro / Localshorts.com.br.

A melhor atuação do dia ficou por conta do paulista Beto Fernandes, que soltou fortes de backside para eliminar com tranqüilidade o baiano Wilson Nora, derrotado por 15.33 a 8.87 pontos.

Clique aqui para ver as fotos

 

Nora não teve um bom posicionamento no outside e viu Beto abrir larga vantagem de pontos logo no início do confronto. 

O baiano passou grande parte da bateria precisando de uma combinação de notas no total de 15.34 pontos.

Jano Belo treina para estréia contra Bruno Galini. Foto: Claudinho de Itaúna / ASS.

Ao término da oitava bateria da terceira fase masculina, a direção deu início às baterias da segunfa fase e das quartas-de-final feminina em Saquarema.

 

Em seguida rolou uma reunião entre comissão técnica e atletas para decidir pela realização ou não da outra metade do terceiro round masculino.

Como as ondas estão balançando bastante, ficou definido que a prova terá continuidade na manhã deste sábado, a partir das 8 horas.
 

Baterias complementares da segunda fase

9 Edgley Santos (SP) 10,77 x 8,77 Thiago de Sousa (CE)

10 Wilson Nora (BA) 12,00 x 11,96 Ricardo Ferreira (SP)

11 Peterson Rosa (PR) 13,96 x 12,03 Raphael Becker (SC)

12 Jojó de Olivença (BA) 12,70 x 11,67 Armando Daltro (BA)

13 Bruno Galini (BA) 10,84 x 7,80 Anselmo Correia (RJ)

14 Hizunomê Bettero (SP) 13,84 x 10,64 Jean da Silva (SC)

15 Tadeu Pereira (SP) 13,34 x 9,77 Jair de Oliveira (SP)

16 Bruno Moreira (SP) 12,93 x 12,60 Thiago Bianchini (SC)

Terceira fase

1 Renato Galvão (SP) 11,83 x 11,63 Edgley Santos (SP)

2 Beto Fernandes (SP) 15,33 x 8,87 Wilson Nora (BA)

3 Guilherme Herdy (RJ) 12,60 x 11,33 Claudemir Lima (CE)

4 Odirlei Coutinho (SP) 13,90 x 7,67 Flávio Tavares (SP)

5 Wagner Pupo (SP) 11,33 x 9,00 Bruno Moreira (SP)

6 Heitor Alves (CE) 12,50 x 11,67 Tadeu Pereira (SP)

7 Pedro Muller (RJ) 10,27 x 9,57 Fábio Gouveia (PB)

8 Adilton Mariano (CE) 11,67 x 10,03 Jihad Khodr (PR)

Próximas baterias da terceira fase

9 Simão Romão (RJ) x David do Carmo (SP)

10 Gustavo Fernandes (RJ) x Guga Arruda (SC)

11 Jano Belo (PB) x Bruno Galini (BA)

12 Marcelo Trekinho (RJ) x Hizunomê Bettero (SP)

13 Marco Polo (SC) x Danilo Costa (RN)

14 André Silva (CE) x Lucinho Lima (CE)

15 Flávio Costa (BA) x Peterson Rosa (PR)

16 Daison Pereira (RS) x Jojó de Olivença (BA)

Duelos já definidos das oitavas-de-final

1 Renato Galvão (SP) x Beto Fernandes (SP)

2 Odirlei Coutinho (SP) x Guilherme Herdy (RJ)

3 Wagner Pupo (SP) x Heitor Alves (CE)

4 Pedro Muller (RJ) x Adilton Mariano (CE)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)