Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios

Ações no domingão

No último domingo, 20 de setembro, foi comemorado o Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios, que aconteceu simultaneamente em 125 países com a participação de 20 milhões de pessoas.

No Brasil, muitas ações nos mais diferentes locais foram organizadas com o intuito de limpar as areias das praias.

Em Baía da Traição, na Paraíba, a 90km da capital João Pessoa, mais de 30 pessoas acordaram cedo para ajudar o mundo. Organizado por Erbeliel Andrade, índio da tribo potiguara, a limpeza começou pela praia do Jerimum, passando por Tambá, Valas e finalizando na Praia do Forte, totalizando 4 quilômetros percorridos e mais de 100 sacos de lixo utilizados.

“Esse é o terceiro ano que buscamos conscientizar a população e os turistas que nos visitam diariamente. Ano passado juntamos 12 amigos e hoje mais que dobramos o número de pessoas que querem se juntar a essa causa”, comentou Erbeliel. “Como podemos observar, através do lixo coletado, não são só os turistas que sujam a praia. Encontramos geladeiras, garrafas plásticas, televisores e até uma cadeira”, finaliza.

Já na região Sul do país, cerca de 40 voluntários se reuniram na Praia Mole para um mutirão de limpeza na orla. A iniciativa do Movimento Areia Limpa recolheu cerca de 25 sacos de lixo com resíduos encontrados na praia, entre eles tampas de garrafas pet, restos de alimentos, palitos de picolé e garrafas de cerveja.

“Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a participação dos pais trazendo os filhos para a praia. Crianças entre 4 e 10 anos ajudando na limpeza – isso é muito legal. É a criação de uma nova geração já identificada com a educação ambiental e são eles que vão colher os frutos lá na frente”, relatou Junior dos Santos, organizador do evento.

Protesto na Bahia
Aproveitando a data mundial, a APS – Associação da Praia do Surf promoveu uma ação de protesto contra algumas questões ambientais que amedrontam a população de Lauro de Freitas (BA).

Na areia da Praia do Surf, cruzes de madeira foram instaladas, simbolizando a morte da vida marinha, do meio ambiente e da saúde ambiental e coletiva da região.

Com o ato, a associação quis manifestar sua insatisfação com duas obras locais. A primeira é a reversão da Lagoa de Base para o Rio Sapato, que, segundo os moradores, tem enviado uma quantidade grande de água e esgoto contaminados para dentro do rio, que já não apresenta uma situação muito positiva.

A outra é o tamponamento do Rio Sapato, que tem como objetivo cobrir toda a extensão do rio. Caso seja concretizada a proposta, será perdida uma quantidade imensurável de vida que ainda, aos trancos e barrancos, sobrevive naquele trecho do rio. São inúmeras as espécies de aves, peixes, crustáceos e moluscos que vivem naquele micro ecossistema tão debilitado e que perderão seu habitat natural.

Nos dias de hoje, o mundo todo fala sobre recuperação de rios, despoluição de lagos, reflorestamento e preocupação com o meio ambiente. Diante deste cenário, podemos perceber que Lauro de Freitas anda na contramão do planeta.

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