Por Divulgação
Jovens e adolescentes atendidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de São Bernardo do Campo participaram na manhã da última sexta-feira (7) de ação ambiental que retirou cerca de 1000 quilos de lixo acumulados nas margens da Represa Billings, no Jardim Monte Carlo, região do Riacho Grande. A atividade faz parte do projeto “Remando Para a Vida”, uma inovação na área da saúde mental e teve sua origem a partir da necessidade de ampliar as ofertas terapêuticas.
Em caiaques e pranchas de stand-up paddle, os participantes percorreram trechos da represa à procura de detritos. Segundo o coordenador do Remando Para a Vida, o projeto, idealizado há três anos, já atendeu mais de 600 pessoas, que aprendem, em forma de terapia coletiva, sobre educação ambiental e sustentabilidade, sem deixar de lado o acesso ao lazer e esporte.
“A adesão constante de usuários e voluntários transformou o projeto em verdadeira terapia alternativa. Vejo enorme redução da necessidade do uso de medicamentos psicotrópicos durante o tratamento dos adolescentes, além de forte ressocialização entre eles e suas famílias. Não é difícil vê-los fazendo um passeio pelo parque mesmo fora das atividades”, disse o coordenador do Remando para a Vida Ricardo Augusto da Costa.
Para J.D.S., 17 anos, que há três anos frequenta o projeto, participar da ação é estar perto de pessoas que querem o seu bem. “O projeto me incentiva a sair da vida que eu estava e ter outra visão sobre ela, como trabalhar e estudar e continuar seguindo em frente. Aqui somos todos iguais. Ninguém pode discriminar ninguém.”
Recebendo apoio da família, L.C.P., 12 anos, começou a participar apenas há três semanas das atividades, mas diz já sentir as mudanças. “Estou achando tudo muito legal. O pessoal do projeto muda a nossa rotina. Antes, eu saía de casa para ficar apenas na rua, mas agora tenho um compromisso. Quero viver, seguir em frente e investir na minha carreira de modelo.”
O projeto Remando Para a Vida é desenvolvido pela Secretaria de Saúde de São Bernardo. As atividades de limpeza da represa são feitas em parceria com as secretarias de Segurança Urbana e Gestão Ambiental, com o apoio dos salva-vidas da Guarda Civil Municipal (GCM), que garantem a segurança dos participantes durante as atividades realizadas no local.A iniciativa é reconhecida pelo Ministério Público como referência no tratamento de adolescentes.

