A última fronteira do tour

Pipeline é o palco da última etapa do circuito mundial. Foto: Duda.

Começa nesta sexta-feira e vai até o próximo dia 20 o prazo de espera da última e mais aguardada etapa do circuito mundial WCT.

 

Este ano o Rip Curl Pro Pipeline Masters 2006 reunirá os 64 melhores surfistas do planeta na principal arena do surf mundial, a famosa e temida bancada de Banzai Pipeline, North Shore de Oahu.

 

Os Top 45 do Foster´s ASP World Championship Tour terão a companhia de três convidados da Rip Curl e 16 especialistas em Pipeline (convidados pela organização) na disputa pelo título mais cobiçado da temporada.

 

Com a vitória em Haleiwa e o terceiro lugar em Sunset, Andy Irons chega motivado à decisão da Tríplice Coroa Havaiana. Foto: Buno Lemos / Lemosimages.com.

Embora o norte-americano Kelly Slater tenha conquistado o título mundial com duas etapas de antecedência, na Espanha, não faltarão emoções e disputas acirradas na etapa que encerra a tradicional Tríplice Coroa Havaiana.

 

A mudança no formato da prova garante aos locais do pico a chance de mostrar tudo o que sabem na onda mais desafiadora do planeta – ao lado de Teahupoo, Tahiti – e a oportunidade de realizar o sonho de tornar-se um Pipe Master.

 

Em nenhuma das outras dez etapas do tour existem tantos surfistas locais misturados aos Tops da elite mundial.

 

?Apenas Pipeline oferece esse cenário. Imagine um integrante do tour que está na briga pelo título mundial ou tentando se manter no circuito no ano seguinte e, além de enfrentar os Tops, precisa derrotar os melhores surfistas de Pipeline. Isso acrescenta pressão e emoção ao ?Showdown for the Crown??, afirma Neil Ridgway, diretor de marketing da Rip Curl International.

 

Os mapas de previsão na internet indicam a aproximação de um grande swell nas próximas 24 horas, aumentando a expectativa para um possível inicio logo na abertura da janela em Pipeline.

 

Até agora a temporada havaiana não tem sido muito generosa com os competidores e poucas ondulações chegaram à costa. No entanto, um bom swell com ondas de até 2 metros entrou para a decisão da etapa final do WQS, na última quarta-feira.

 

O aussie Joel Parkinson dominou as disputas e ficou com o título em Sunset, com o jovem sul-africano Jordy Smith em segundo lugar e os havaianos Andy Irons e Fred Pattachia na terceira e quarta colocações, respectivamente.

 

Com isso, Parkinson e Irons chegam em Pipeline como principais candidatos ao título da Tríplice Coroa Havaiana, já que Andy venceu em Haleiwa e Joel obteve um quinto lugar na primeira das três provas.

 

No ranking do WCT, Irons é o quinto colocado e Joel o sexto, e os dois também disputam com Mick Fanning, segundo do ranking, Taj Burrow, terceiro, e Bobby Martinez, quarto colocado, o ?título? de vice-campeão da temporada.

 

Entre os brasileiros, Adriano Mineirinho e Victor Ribas são os melhores colocados, na 20a e 25a posições, respectivamente, e já estão garantidos na elite mundial do ano que vem. Peterson Rosa aparece em 29o e, com um bom resultado em Pipe, pode integrar esse grupo.

 

Além de Mineirinho e Ribas, por enquanto mais quatro brasileiros disputarão o circuito mundial em 2007: Bernardo Pigmeu, Neco Padaratz, Leonardo Neves e Rodrigo Dornelles.

 

Ranking Tríplice Coroa Havaiana 2006

 

1 Andy Irons (Haw)
2 Joel Parkinson (Aus)
3 Fredrick Patacchia (Haw)
4 Taj Burrow (Aus)
5 Jordy Smith (Afr)
6 Mick Fanning (Aus)
7 Joel Centeio (Haw)
8 David Weare (Afr)
9 Mikael Picon (Fra)
10 Pancho Sullivan (Haw)
11 Jay Thompson (Aus)
12 Yuri Sodre (Bra)
13 Luke Stedman (Aus)
14 Phillip MacDonald (Aus)
15 Dean Morrison (Aus)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.