
Sempre gostei da palavra pioneirismo. Para mim, possui no significado algo supremo, sublime, por fazer o que ainda não foi feito, ousar, sonhar, mesmo quando o descrédito e o ridículo predominam.
Quando praticado com ideologia, associado à filosofia, a paixão, torna-se um maravilhoso desafio e a vitória, uma saborosa conquista.
Para tudo na vida existe um princípio, um começo, algo como a primeira página de uma estória, que pode ser bonita ou feia, com ou sem final feliz.
Na verdade, o que determina estes derradeiros é a linha de conduta e a seriedade daqueles que se propõem a desenvolver o “algo novo”.
Para direcionar melhor este artigo, suponhamos que o “algo novo” seja o esporte que praticamos: o Bodyboarding!
Uma atividade esportiva praticada há apenas duas décadas em nosso país, portanto, um esporte relativamente moderno, que por ser tão imaturo e possuir praticantes ainda tão jovens, não possui a estrutura administrativa e institucional – o que chamo por organização ideal.
O que fazer então? Muitas vezes olhamos para os lados e esperamos que façam por nós, numa sociedade onde os valores educacionais estão voltados para a formação de profissionais executadores de funções e tarefas.
Às vezes sentimos falta daqueles espíritos criativos que realmente podem construir. E nós?
O grande problema é percebermos que esses espíritos somos nós, que não adianta olhar para os lados. Precisamos arregaçar as mangas e construir aquilo que acreditamos, tornar nosso sonho realidade.
Nem que para isso tenhamos que nos sacrificar, nos humilhar, ou mesmo, nos arriscar dando “tiros no escuro”.
Não é meu objetivo banalizar, neste contexto, a expressão “Pioneirismo”, e sim, demonstrar que a nobreza de um pioneiro está em acreditar no impossível, e que
qualquer pessoa dotada de sensibilidade, também pode ser.
Entendendo um pouco mais essa palavra, percebemos que existem os pioneiros criadores, os descobridores da criação, os que aperfeiçoam a criação, os que desenvolvem novos temas dentro da criação.
Percebemos também que o ato pioneiro nem sempre está associado à criação e descoberta, mas sim, diretamente ligado ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento.
São muitos os caminhos a serem percorridos no mundo e também em nosso esporte, tendo um pouco de bom senso, percebe-se facilmente o quanto ainda nos falta para conquistarmos e gozarmos do respeito e prestígio da sociedade.
Só para ilustrar, somos um esporte ainda sem pesquisas científicas, precisamos delas em diversas áreas, em Fisioterapia, treinamento físico para atletas, metodologia para aprendizagem, entre outras tantas que poderia passar horas a fio citando.
Eis bons exemplos de que nosso esporte está ainda carente de pioneiros, principalmente no campo intelectual! Existem muitas necessidades, na verdade é como falei anteriormente, o esporte é novo e precisa de material humano de qualidade para se desenvolver.
Com tantas oportunidades no bodyboarding, ainda vejo pessoas se frustrando ao buscar o tão concorrido mercado de trabalho e o que é pior, se frustrando também por medo de acreditar que o esporte pode ser muito mais que uma atividade de lazer. Porque não podemos ter fé na utilização de cursos superiores de forma profissional e rentável ao Bodyboarding?
É um mercado inexplorado e sem concorrentes, que precisa ser lapidado!
Acredito realmente que quem cria suas próprias oportunidades, não dá espaço para o insucesso! O ato pioneiro, ou mesmo a expressão pioneirismo são dependentes de uma outra expressão que resume e enche de vida esse artigo: Coragem!