A magia de Plengkung

Parte 2

Nesta segunda parte dos dias em G-Land, quero compartilhar com aqueles que, como eu, são “regulars” e vou apenas mostrar o que a galera que vai de ?backside attack? no pico é capaz de aprontar.

O lugar onde dropávamos era chamado de “Lauching Pad”, que funciona mesmo como a plataforma de lançamento para todo o “ride” sobre a rasa bancada.

Se você se deu bem no drop, o próximo passo é passar pela “Cobra”, nome do primeiro bowl, que mais parece com o pescoço de uma naja. Você pode escolher entre tentar pegar o maior tubo da sua vida ou passar por essa sessão a mil tentando chegar logo no “Speedies”.

Ou se estiver bem na linha da onda, fazer o “barrell” de G-land de cabo a rabo até sair no canal, como se estivesse numa piscina com ondas de 10 pés.

No canal é quando a alegria explode na cara de todos os surfistas.
A volta para o pico leva um bom tempo remando, mas o visual é tão belo que você nem sente.

A não ser quando vemos alguém caindo na bancada e levando a série na cabeça. Você também pode pensar: “Pra que que eu vou voltar pra lá?” E você acaba mesmo voltando e pegando outra, e outra, e outra e outra…

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)