Fabiano Tissot

A busca de um surfista

Fabiano Tissot encara o power da Ilha dos Lobos (RS). Foto: Arquivo pessoal.

Criado em Porto Alegre (RS), o free surfer aventureiro Fabiano Tissot viaja sempre em busca das melhores ondas do planeta.

 

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Ele esteve ao lado do desbravador Zeca Scheffer em uma participação importante para o surf brasileiro, no que diz respeito à introdução do tow-in na Ilha dos Lobos (RS) e na Laje da Jagua (SC).

 

Em entrevista exclusiva ao Waves.Terra, Tissot fala sobre como foi essa parceria e a dor da perda do seu grande amigo, além de esclarecer questões ambientais relacionadas ao tow-in, contar sobre o seu desenvolvimento no surf e o livro que está preparando. 

 

Conte um pouco sobre como nasceu seu interesse por esse tipo de

onda.

E aplica sua experiência nos tubos de Teahupoo, Tahiti. Foto: Arquivo pessoal.

Me criei em Porto Alegre (RS). O típico surfista de final de semana, que morava longe da praia e vivia sonhando com as ondas. Quando eu estava com uns 18 anos, em 1999, passei um mês de férias no Peru e decidi ir a Pico Alto na companhia do Luisfer, local de Punta Hermosa.

 

Usei uma 9″8′ pela primeira vez na vida e por sorte consegui descer algumas. Acho que depois disso ganhei um pouco de confiança e gosto por ondas maiorzinhas.

E o Tow-in, como você iniciou neste esporte?

Iniciei em 2002. Eu estava no outside da Silveira e reconheci o Zeca Scheffer dentro d´água. Nunca havia falado com ele, mas sabia quem ele era e que tinha ganho um prêmio pela maior onda surfada no ano anterior com uma bomba na Ilha dos Lobos.

 

Puxei assunto sobre o pico e combinamos de ir lá na remada algum dia. Por sorte o Zeca havia armaria um curso de tow-in em Torres com Rodrigo Resende e João Capilé semanas mais tarde. Depois das lições básicas, decidimos ir adiante e montar a primeira equipe do Rio Grande do Sul, batizada de Storm Surf Team.

 

E como foram as sessões na Ilha dos Lobos?

Foram emocionantes. Ter o Resende por perto também foi muito bom, ele possui muita experiência e nos ensinou muita coisa. Passou muita calma e tranqüilidade e além de tudo é medico. Nossa primeira ida foi inesquecível, estavamos Zeca, Rodrigo e eu com um jet apenas e as ondas estavam enormes. Foi o maior mar que já vi por lá e cada vez que o Zeca ia ser rebocado as séries dobravam de tamanho, foi pura magia.

 

Você teve certo destaque na Ilha dos Lobos, a que você atribui isso ?

 

Eu realmente era um garoto na época, com 23 anos de idade e pouca experiência. Acredito que ter o Zeca como dupla foi essencial para tudo dar certo pra mim. Ele conhecia a onda melhor que qualquer um e era quase um auto-didata na pilotagem, tinha um feeling incrível e devo minha sorte ao talento dele.

 

E a proibição do surf na Ilha dos Lobos?

 

Infelizmente meses depois, na quarta e última sessão, a coisa acabou virando bagunça com muitos jet-skis e pouco respeito. Penso que no fim a proibição do tow-in foi merecida para quase todos que estiveram por lá, mas não para o Zeca, que sempre tentou fazer a coisa certa. Sinto por ele, por ele não ter podido surfar mais no seu pico, ele realmente amava aquele lugar e queria o melhor pra Torres. 

 

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Fabiano Tissot se joga nos expressos gelados chilenos. Foto: Arquivo pessoal.

E a liberação?

 

Acredito que a liberação é algo perfeitamente possível e compatível com a preservação do lugar, mas é um processo burocrático complicado. Me formei em Direito com especialização na área ambiental e meu trabalho de conclusão foi sobre o tow-in como aliado da preservação da Ilha dos Lobos, que inclusive está protocolado junto ao Ibama.

 

Acredito que pelo menos um campeonato anual revertendo verbas para o meio ambiente e com uso de jets ecológicos seria absolutamente compatível com a proteção do local. O Ibama poderia dispor de recursos diretos para ter melhores condições de cuidar do ecossistema da Ilha, a cidade sairia ganhando com o turismo, o esporte nacional de uma forma geral ganharia visibilidade e seria uma

E curte um bom swell na Indonésia. Foto: Arquivo pessoal.

maneira muito bonita de homenagear o Zeca, algo como o Eddie Aikau no Hawai. Inclusive o evento poderia se chamar Zeca Would Tow.

 

O que já foi feito de efetivo para liberar o tow-in por lá?

 

Em primeiro lugar vale ressaltar que os dias gigantes são raros de acontecerem – como em qualquer pico do mundo, e nessas condições a onda realmente justifica o uso de jet-skis. O Zeca fundou a AGT (Associação Gaúcha de Tow-in) em 2003, justamente para ter uma representatividade do esporte no estado.

 

Sou o atual presidente da entidade e não é facil dar continuidade ao trabalho dele, que era um cara extremamente competente e tinha um ritmo apuradissimo. Infelizmente não tenho passado muito tempo no Brasil nos últimos anos para cuidar melhor desse assunto.

 

Fico dividido entre querer estar lá e viajar para lugares de ondas grandes para ganhar experiência e poder encarar a pressão que é a possibilidade de voltar a surfar na Ilha dos Lobos um dia e levar o nome da equipe que o Zeca criou à altura do surfista que ele foi. 

 

Não posso deixar de tentar meu melhor. O Zeca deixou um vasto trabalho em prol da liberação ordenada do tow-in por lá. Desde ter auxiliado na recategorização da Reserva para Refúgio da Vida Silvestre até o Estudo de Impacto Ambiental realizado pelo oceanógrafo João André de Mendonça Furtado em parceria com a UNIVALI de Itajaí (SC), comprovando que o uso ordenado de jet-skis pode ser perfeitamente compatível com o bem estar dos animais.

 

Hoje em dia o Cesar Kruger, vice-presidente da AGT e ex-presidente da AST (Associação dos Surfistas de Torres) é a base de união dos locais e o maior representante dos surfistas frente as autoridades no que diz respeito a este assunto.

 

Fale um pouco sobre a onda de lá.

 

A Ilha dos Lobos é uma onda de difícil acesso, a dois quilômetors da beira, com uma forte arrebentação na praia a ser varada logo de início e cercada por inúmeras correntes. A bancada de pedras é extremamente rasa, cheia de buracos, fendas e mariscos enormes apontados para cima como lâminas de facas.

 

Ela quebra abaixo do nivel do mar e das pedras postadas em frente ao pico. É uma onda perigosa, traiçoeira, cheia de armadilhas e não possui uma leitura previsível que facilite o posicionamento do surfista. Ela varia conforme bem entende, quebrando ora mais para dentro, ora mais para fora, ou sabe-se lá como.

 

E a Laje da Jagua?

 

Essa era a segunda paixão do Zeca. Felizmente ele teve o Resende por perto novamente para desbravar o pico pela primeira vez. Foi uma loucura que eles fizeram, saíram sem saber ao certo onde ficava a localização da onda, com o sol já se pondo atrás da serra.

 

Para você ter uma idéia a onda fica a seis quilômetros da beira, uma montanha submersa. Voltaram de noite, auxiliados pelos faróis do carro que piscavam na praia e chegaram dizendo que ela era a direita da Ilha dos Lobos.

 

Em 2006 o Zeca e o Jaca (local da Jagua) organizaram o primeiro campeonato brasileiro de tow-in por lá, com patrocínio da Mormaii. Meses antes do Zeca falecer no acidente da BR-101. É uma onda com muito potencial e pouco explorada pelos surfistas brasileiros, mas com certeza ainda vai dar muito o que falar.

 

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O Oeste australiano foi seu quintal durante um bom tempo. Foto: Arquivo pessoal.

O Zeca deixou um espaço em branco no tow-in nacional. Como foi para você perder seu amigo de forma tão trágica?

 

Para mim e para todos que conviviam com ele foi bem traumatizante e acredito que continua sendo muito difícil, ele faz muita falta mesmo. Em um ano de tow-in o Zeca apresentou para o Brasil suas duas maiores ondas, ambas em lajes off-shore.

 

Em um país famoso por seus beach breaks isso realmente é algo que deve ser valorizado. Sua morte foi uma perda irreparável para os familiares e amigos, mas nao só, para o surf gaúcho e para Torres também. Particularmente eu tinha o Zeca como um irmão mais velho que olhava sempre por mim, dentro e fora d´água.

 

Aprendi muita coisa com ele e lhe devo todo meu respeito e

Drop sem dó na praia do Silveira (SC). Foto: Arquivo pessoal.

admiração, foi o cara mais brilhante que já conheci. Desbravador, empreendedor e um grande ser humano acima de tudo. É muita responsabilidade ter herdado o trabalho que ele vinha realizando em prol do tow-in gaucho e impossível conseguir manter o mesmo ritmo que ele tinha, mas dentro das minhas limitações estou tentando chegar lá.

 

Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando se deu conta que ele nao estava mais aqui?

 

Não desistir, ir em frente, dar um jeito de chegar em Teahupoo e surfar as maiores ondas que conseguisse, pra um dia poder voltar pra Ilha dos Lobos e representar o nome da nossa equipe à altura. Uma forma de homenageá-lo e mostrar que nosso sonho continua vivo, que estamos juntos nessa batalha. Da maneira que for.

 

Conte sobre o livro que você esta escrevendo.

 

O nome do livro é “O Amigo da Tempestade ? Zeca Scheffer, O Nascimento do Tow-in Gaúcho e As Maiores Ondas do Brasil”. Tive essa idéia como uma forma de ajudar a manter viva sua memória, de contar um pouco da sua batalha e história de vida.

 

Ele sempre quis escrever um livro e já tinhamos conversado sobre isso antes. Espero fazer um trabalho a altura dos seus feitos, com certeza será uma responsabilidade muito grande, uma tarefa muito dificil. Tenho em mente criar um website como complemento da obra, o qual os familiares e amigos possam contar as histórias do Zeca também.

 

Ele tinha uma enorme quantidade de bons amigos e ótimas histórias, sem eles o trabalho não estaria completo e desde já estão todos convidados a participar.

 

Você tambem possui um site no qual escreve sobre algumas de suas viagens ao redor do mundo, fale um pouco sobre isso.

 

Depois que me formei em 2005 resolvi viajar ao exterior para trabalhar e tentar surfar ondas melhores, ou senão sabia que seria tarde demais e passaria o resto da minha vida em Porto Alegre.

 

Parti para o Oeste da Austrália um mês antes de perdermos o Zeca. Demorei um ano pra retornar e me dar conta do que realmente havia acontecido. O blog foi feito antes disso, já com o intuito de manter os amigos e familiares por perto e o exercício da escrita em dia. O nome é Diário de Viagens.

 

E quais foram até agora?

Oeste da Austrália, Indonésia, Chile, Tahiti e Ilha de Páscoa.

 

E as suas ondas preferidas entre todos esses picos?

 

Gostei de muitas, mas pra citar duas apenas: Teahupoo e El Gringo. Por serem bem tubulares e de certa forma lembrarem a Ilha dos Lobos.

 

E os planos para a próxima?

 

Espero estar de volta na temporada do Tahiti em 2009 e surfar as maiores ondas que puder por aqui. Estou há quatro meses na ilha e peguei alguns dos melhores tubos da minha vida, mas não dei a sorte de presenciar uma sessão de tow-in ainda. Já recebi convites dos locais, fiz bons amigos e sei que se não tiver a chance de tentar dessa vez será na próxima.

 

Quem são seus ídolos no esporte?

 

Zeca Scheffer, Rodrigo Resende e Malik Joyeux.

 

E o Stand-up paddle surf?

 

Adorei e entendo perfeitamente porque todo mundo está aderindo. Tenho apoio da Art in Surf no Brasil e espero encontrar um bom swell pra dropar umas boas em breve. 

 

Quais são seus patrocinadores no momento?

 

Não tenho patrocínio.

 

Para finalizar, deixe uma mensagem para o internauta e seu endereço para contatos.

 

Pode parecer uma frase batida mas é verdadeira. Acredite nos seus sonhos e corra atrás para realizá-los, mais vale morrer tentando que deixar a vida passar em branco.

 

Conseguimos sentir quando estamos no caminho certo, mesmo que não sejamos perfeitos em tudo que fazemos. O que vale é a nossa busca, a sensação de encarar a luta de cabeça erguida e consciência limpa. Acredito que isso é o que conta ao final de tudo. 

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    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.