Chapa sob ataque

Chapa Projeto Surfa Brasil, encabeçada por Jojó de Olivença, se defende de supostos ataques feitos pela chapa concorrente por ter participado do pleito eleitoral da CBSurf.

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Jojó de Olivença recebe críticas por ter participado do pleito virtual organizado pela comissão eleitoral da CBSurf.

Enquanto o Tribunal de Justiça ainda não se decidiu sobre um possível cancelamento das eleições para presidente da CBSurf (Confederação Brasileira de Surf), a chapa Projeto Surfa Brasil, encabeçada por Jojó de Olivença, emitiu uma nota oficial na última segunda-feira (11), onde se defende de “acusações levianas” supostamente feitas por membros da chapa Nação Surfe Brasil.

No dia 30 de dezembro, Adalvo Argolo acabou reeleito para o cargo de presidente da entidade, com oito dos 13 votos em jogo, em uma polêmica eleição online. Enquanto Jojó de Olivença recebeu cinco indicações, e compareceu ao pleito virtual, a chapa Nação Surfe Brasil, do candidato Ricardo Bocão, decidiu não participar e contestou a votação na Justiça.

Depois disso, de acordo com a nota emitida pelo Projeto Surfa Brasil, membros da chapa Nação Surfe Brasil iniciaram uma “guerra nos bastidores”, com ataques direcionados principalmente a Jojó de Olivença por ter comparecido às eleições.

O pleito originalmente estava marcada para o dia 18 de dezembro em um hotel de Salvador (BA), mas acabou suspenso pelo Tribunal de Justiça da Bahia depois que seis federações estaduais (Sergipe, Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas e Ceará), apoiadas pela chapa Nação Surfe Brasil, indicaram uma série de possíveis irregularidades no processo eleitoral.

Remarcada para o dia 30 de maneira virtual, a assembleia para a escolha do novo presidente contou com a participação de cinco das oito federações aptas a votar: Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Alagoas, Ceará e Paraíba, que também estavam aptas, decidiram não participar em apoio à Nação Surfe Brasil.

Oito integrantes da Comissão de Atletas da entidade também tiveram direito a voto: Bruno Galini, Nathalie Martins, Suelen Naraísa e Wiggolly Dantas (Surfe), Carlos Bahia (Longboard), Luiz Phelipe Nobre (Para Surfing), Ivan Tadeu dos Santos (Stand Up Paddle) e Eder Luciano (Bodyboarding).

Confira a nota emitida pela chapa Projeto Surfa Brasil:

Após um período de reflexão pós eleições na CBSurf, a Chapa Surfa Brasil, liderada pelos experientes Jojó de Olivença e Brigitte Mayer, vem a público externar sua posição em decorrência de alguns fatos que vêm acontecendo nos últimos dias, conforme seguem:

Pleito eleitoral: As acusações levianas de membros da Chapa Nação Surfe Brasil, no qual nos coloca como “aliada” ao grupo da atual situação que comanda a CBSurf são totalmente infundadas, já que nenhum integrante da nossa chapa tem ou já teve qualquer relação com o atual presidente Adalvo Argolo. Entretanto, ressaltamos e lembramos a toda a comunidade do surf brasileiro que os atuais “mentores”da Chapa Nação Surfe Brasil é que foram aliados de longa data, não podendo, com isso, se auto intitularem como a “única chapa de oposição”, inclusive com o seu ex vice-presidente da entidade.

Quanto a nossa presença nos pleitos eleitorais, informamos que comparecemos na assembleia realizada no dia 18/12/2020 em respeito às federações que nos apoiam, além de estarmos precavidos quanto uma propensa queda da liminar (que poderia ter ocorrido), assim como acompanharmos a execução do pleito, caso ocorresse, quanto a sua lisura.

Acreditamos na decisão democrática da comunidade do surf e, por tal motivo, também não nos opomos a participar da assembleia realizada no dia 30/12/2020. Da mesma forma não discutimos o direito de acesso ao poder judiciário pelas filiadas para avaliação pelo juízo, salientando que em nenhum momento, até agora, recorremos à justiça. Seguiremos na nossa intenção de salvarmos a modalidade de uma administração absolutamente negligente e obscura para o surf brasileiro.

Ataques opositores: nos últimos dias temos recebidos diversos ataques pela outra chapa de oposição, contendo dentre outras coisas, difamações e calúnias ao nosso grupo, principalmente, direcionado ao presidente, Jojó de Olivença. Muitos desses que nos atacam esquecem seu passado junto ao atual presidente dentro da atual gestão da CBSurf, quando foi feito o atual estatuto, permitindo a pedalada de mais uma eleição do atual presidente.

Todavia, esclarecemos que não iremos entrar nessa “guerra de bastidores”, justamente por entendermos que seja essa a tática dos adversários em desejarem um conflito para desestabilizar o único grupo que está organizado e pronto para fazer uma rápida e necessária reorganização da modalidade no Brasil.

Posição da chapa: por conta de todos os últimos acontecimentos, o nosso grupo resolveu continuar empenhado e disposto a lutar e salvaguardar os interesses da nossa modalidade e, para isso, aguardaremos a decisão final da justiça quanto ao pleito eleitoral. Lembrando que continuaremos participando desse importante momento do surf brasileiro por meio da nossa conduta ilibada e de experiência comprovada para gerir a modalidade e, enquanto isso, estaremos nos reunindo com todos os representantes, atletas e parceiros dispostos a conhecerem e entenderem o nosso projeto de total reestruturação do surf brasileiro.

Por fim, agradecemos o apoio incondicional de grande parte dos atletas e parceiros, que continuam depositando a esperança nesse grupo formado por pessoas que possuem história, lisura e independência para gerirem o futuro da CBSurf e estaremos sempre à disposição da comunidade do surfe brasileiro.