Praia do Centro

Mongagua, SP, Brasil 🇧🇷
Surfe
0,7m - 0,9m
5,5
Clima
21°C
encoberto
Água
22°C
long john
Maré
+0,7m
subindo
00h 03h 06h 09h 12h 15h 18h 21h
SWELL
9s SSE 153°
VENTO
SO 3km/h
Cruzado
🌊 MARÉ E SOL ↑ enchendo
0,74m sobe até 0,79m às 21:57
Agora
06:39 ☾ 17:45 0,61m 02:46 1,05m 09:49 0,62m 15:51 0,79m 21:57 0,81m 23:59 00h 06h 12h 18h 24h
QUINTA-FEIRA — 6 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
9,0 0,8m/0,9m
10s
SSE 153°
NO 4km/h
03h
9,0 0,8m/0,9m
10s
SSE 153°
NNE 6km/h
06h
9,0 0,8m/0,9m
10s
SSE 153°
NO 9km/h
09h
9,0 0,8m/0,9m
10s
SSE 153°
NNO 8km/h
12h
9,0 0,7m/0,8m
10s
SSE 153°
NO 7km/h
15h
5,0 0,7m/0,8m
10s
SSE 153°
O 5km/h
18h
5,5 0,7m/0,7m
9s
SSE 153°
SO 3km/h
21h
5,0 0,7m/0,7m
9s
SSE 153°
NE 14km/h
SEXTA-FEIRA — 7 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
5,0 0,7m/0,7m
9s
SSE 153°
NE 8km/h
03h
8,5 0,7m/0,7m
9s
SSE 153°
NNO 9km/h
06h
8,5 0,6m/0,7m
9s
SSE 153°
N 10km/h
09h
8,5 0,6m/0,7m
9s
SSE 153°
N 8km/h
12h
5,0 0,6m/0,6m
12s
SSE 153°
O 13km/h
15h
5,0 0,6m/0,6m
8s
SSE 153°
NE 6km/h
18h
3,5 0,6m/0,7m
9s
SSE 153°
SE 9km/h
21h
5,0 0,6m/0,7m
8s
SSE 153°
SSO 10km/h
SÁBADO — 8 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
8,5 0,5m/0,7m
9s
SSE 163°
NNE 5km/h
03h
5,0 0,5m/0,8m
10s
SSE 158°
L 8km/h
06h
5,0 0,5m/1,3m
11s
SSE 168°
NE 6km/h
09h
5,0 0,8m/1,4m
10s
SSE 163°
NE 8km/h
12h
5,0 1,3m/1,4m
12s
SSE 163°
ENE 8km/h
15h
5,0 1,4m/1,5m
15s
SSE 163°
ESE 11km/h
18h
4,5 1,4m/1,5m
15s
SSE 163°
SE 7km/h
21h
5,0 1,4m/1,5m
14s
SSE 163°
NE 7km/h
DOMINGO — 9 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
6,0 1,4m/1,5m
14s
SSE 163°
NNO 5km/h
03h
6,0 1,4m/1,4m
14s
SSE 163°
NO 5km/h
06h
5,0 1,4m/1,4m
14s
SSE 163°
OSO 13km/h
09h
5,0 1,3m/1,4m
13s
SSE 163°
OSO 9km/h
12h
5,0 1,3m/1,4m
13s
SSE 163°
SO 17km/h
15h
4,5 1,3m/1,3m
13s
SSE 163°
S 6km/h
18h
4,0 1,3m/1,3m
13s
SSE 163°
S 14km/h
21h
4,0 1,3m/1,3m
12s
SSE 163°
SSE 13km/h
SEGUNDA-FEIRA — 10 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
4,0 1,3m/1,3m
12s
SSE 163°
SSE 13km/h
03h
4,5 1,3m/1,3m
12s
SSE 163°
SSE 11km/h
06h
4,5 1,3m/1,3m
12s
SSE 163°
SSE 11km/h
09h
4,0 1,3m/1,3m
11s
SSE 163°
SSE 11km/h
12h
4,5 1,3m/1,4m
12s
SSE 163°
S 11km/h
15h
4,0 1,3m/1,5m
12s
SSE 163°
S 14km/h
18h
4,0 1,4m/1,5m
12s
SSE 163°
S 15km/h
21h
3,5 1,5m/1,5m
13s
SSE 163°
S 17km/h
TERÇA-FEIRA — 11 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
3,5 1,5m/1,5m
13s
SSE 163°
SSE 19km/h
03h
4,0 1,4m/1,5m
13s
SSE 163°
SSE 17km/h
06h
4,0 1,4m/1,5m
13s
SSE 163°
SSE 17km/h
09h
4,0 1,4m/1,5m
13s
SSE 163°
SE 14km/h
12h
4,0 1,4m/1,5m
13s
SSE 163°
ESE 13km/h
15h
4,5 1,5m/1,6m
13s
SSE 163°
ESE 12km/h
18h
4,5 1,5m/1,6m
14s
SSE 163°
ESE 12km/h
21h
4,5 1,6m/1,6m
13s
SSE 163°
ESE 12km/h
QUARTA-FEIRA — 12 AGO
SURFE (M) SWELL VENTO
00h
5,0 1,5m/1,6m
13s
SSE 163°
L 13km/h
03h
5,0 1,5m/1,6m
13s
SSE 163°
ESE 11km/h
06h
5,0 1,5m/1,5m
13s
SSE 163°
L 10km/h
09h
5,0 1,5m/1,5m
12s
SSE 163°
NE 11km/h
12h
9,0 1,5m/1,5m
12s
SSE 163°
N 3km/h
15h
4,5 1,5m/1,5m
12s
SSE 163°
SSE 6km/h
18h
4,5 1,5m/1,5m
13s
SSE 163°
SE 7km/h
21h
6,5 0,0m/1,5m
13s
SSE 163°
NE 1km/h
QUINTA-FEIRA — 13 AGO
SEXTA-FEIRA — 14 AGO
SÁBADO — 15 AGO
wavesPRO
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QUERO SER PRO
SURFE
Altura
SWELL
Período
Direção
VENTO
Velocidade
Direção
Condição
MARÉ
TEMPO
Clima
Temp. da água
20°C↓ 18°C ↑ 31°C · Água 22°C · UV 0

Próximas horas

00h19°C
01h19°C
02h19°C
03h20°C
04h19°C
05h19°C
06h18°C
07h19°C
08h21°C
09h24°C
10h26°C
11h26°C
12h28°C
13h29°C
14h31°C
15h28°C
16h27°C
17h20°C
18h20°C
19h21°C
20h20°C
21h20°C
22h20°C
23h20°C

Próximos dias

Hoje31°C · 18°CUV 6
Sex 07/0828°C · 20°CUV 4
Sáb 08/0824°C · 19°CUV 6
Dom 09/0824°C · 19°CUV 1
Seg 10/0819°C · 17°CUV 1
Ter 11/0818°C · 17°CUV 1
Qua 12/0821°C · 16°CUV 5
PREVISÃO DE ÁGUAS RASAS
Previsão de águas rasas para Praia do Centro
Quinta-feira (6) - 20 horas
Deslize para ver mais dias
Praia do Centro5 s10 s15 sNESESONONL90°S180°O270°
Deslize para ver mais dias
MAPA DO PICO
Deslize para ver mais dias
TÁBUA DE MARÉ
Tábua de maré para Praia do Centro 02:46 0,61 m 09:49 1,05 m 15:51 0,62 m 21:57 0,79 m 23:59 0,81 m 04:19 0,54 m 11:49 1,13 m 18:31 0,60 m 00:51 0,91 m 05:29 0,42 m 12:59 1,26 m 19:29 0,51 m 01:23 1,00 m 06:23 0,28 m 13:47 1,37 m 20:01 0,45 m 01:53 1,08 m 07:12 0,16 m 14:25 1,45 m 20:29 0,41 m 02:10 1,16 m 07:57 0,06 m 15:01 1,48 m 20:51 0,38 m 02:19 1,24 m 08:34 0,00 m 15:32 1,47 m 21:08 0,36 m
Deslize para ver mais dias
VISUALIZAÇÃO BRASIL
Deslize para ver mais dias
VISUALIZAÇÃO GLOBAL
Deslize para ver mais dias

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O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.