Nazaré Surfing Challenge

Chumbo faz a mala

Lucas Chumbo pega tubo colossal e vence duas categorias do Nazaré Tow Surfing Challenge, em Portugal.

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Os brasileiros reinaram no primeiro campeonato de ondas gigantes da World Surf League (WSL) na temporada 2021/2022. Lucas “Chumbo” Chianca foi o grande campeão nas ondas de até 15 metros da segunda-feira (13) na Praia do Norte, com a conquista de dois títulos no Nazaré Tow Surfing Challenge em Portugal.

Chumbo venceu o prêmio de “Best Performance” e foi bicampeão no “Best Team Performance” com o havaiano Kai Lenny. Pedro Scooby ficou em segundo nestas duas categorias, e levou o prêmio de “Most Committed” pelo maior tubo do dia. Rodrigo Koxa ficou em terceiro lugar no ranking de equipes.

“É uma honra dividir o jet-ski com esse cara, estou muito feliz por ter o Kai (Lenny) no meu time e dessa vez ele me colocou nas melhores ondas do dia, com certeza”, celebra Lucas Chianca. “Espero que vocês tenham gostado do show, porque fizemos o nosso melhor lá fora, tivemos uma performance maravilhosa e foi, sem dúvidas, a melhor da minha vida. Esse é o meu trabalho, o Kai é um dos meus maiores ídolos e estamos sempre nos incentivando. Eu falei para ele: irmão, eu quero muito ganhar esse ano, por favor! Então, obrigado Kai, obrigado a todos do Brasil, estamos juntos família e obrigado aos meus patrocinadores”.

O título de “Melhor Performance” de Lucas Chianca foi garantido na sua segunda entrada para desafiar as ondas gigantes de Nazaré. Foi quando Chumbo completou um tubaço incrível que valeu 8,17, a segunda maior nota do evento. Como a melhor onda de cada surfista tem sua nota dobrada, Lucas somou esses 16,34 pontos com o 7,00 recebido em sua primeira bateria, para totalizar 23,34 pontos. Ele assumiu o primeiro lugar na classificação geral, superando os 22,90 do carioca Pedro Scooby, que tinha surfado um tubo gigantesco na bateria anterior, que valeu a maior nota do evento para ele – 9,50.

 

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“Eu tinha pegado um tubo, mas aqui em Nazaré você não pode ficar muito profundo. Dessa vez, fiquei bem profundo e acabei tomando uma vaca (queda) sinistra, perdendo a prancha nas pedras. Depois do resgate, faltando 1 minuto, ele (Nic Von Rupp) me colocou numa onda muito boa e consegui pegar aquele tubão numa bomba”, conta Pedro Scooby, sobre a nota 9,50. “Todo o crédito vai para o piloto, que me colocou no lugar perfeito. O piloto é mais importante, porque ele que escolhe a onda e eu só fiz o resto (risos). Sempre falo que ele é meu irmão português e já estamos prontos para a próxima bateria”.

Todos os competidores tinham que se alternar, entre surfar e pilotar o jet-ski para o seu parceiro de dupla. Scooby ainda poderia vencer o título de “Men´s Best Performance”, na bateria que fechou o evento. Ele estava computando uma nota fraca, 3,90, da sua primeira bateria e precisava de 4,34 para ser o campeão. No entanto, Scooby não conseguiu achar ondas com potencial para isso e terminou em segundo lugar. O português Nic Von Rupp ainda aumentou sua pontuação, subindo para o oitavo lugar no ranking individual. Ele confirmou o vice-campeonato no “Best Team Performance” com Pedro Scooby, que levou o prêmio de “Most Commited”.

A terceira melhor equipe foi a do Rodrigo Koxa com Kealii Mamala, com 27,50 pontos. A maior nota que eles conseguiram nas duas baterias disputadas, foi 5,50. Ambos dobraram essa nota e o havaiano ainda somou outro 5,50, para terminar em quarto lugar no ranking individual com 16,50 pontos. O brasileiro ficou em quinto com 15,27 e o terceiro colocado foi o parceiro de equipe de Lucas Chianca, o havaiano Kai Lenny, com 19,07 pontos.

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Domínio brasileiro – O resultado comprovou o domínio do Brasil no surfe mundial, seja em ondas gigantes, ou em ondas normais. No World Surf League Championship Tour, os brasileiros conseguiram um feito inédito de ocupar as três primeiras posições no ranking. Gabriel Medina conquistou o tricampeonato, Filipe Toledo foi o vice-campeão e em terceiro lugar ficou Italo Ferreira, primeiro medalhista de ouro da história do surfe nos Jogos Olímpicos.

Agora, três brasileiros estão nas três melhores equipes do primeiro campeonato de Big Wave da World Surf League na temporada 2021/2022. Lucas “Chumbo” Chianca faturou o título individual com a maior pontuação das duas notas computadas e conquistou o bicampeonato no “Best Team Performance” com o havaiano Kai Lenny. Pedro Scooby surfou o maior tubo do evento em Nazaré esse ano e, sua equipe com o português Nic Von Rupp, ficou em segundo lugar, com a do Rodrigo Koxa e o havaiano Kealii Mamala em terceiro.

Francesa campeã – Entre as mulheres, a campeã individual foi a francesa Pauline Ado, com os 14,03 pontos. Ela não conseguiu trocar as notas 5,13 e 3,77 recebidas em sua primeira entrada na Praia do Norte, assim como sua grande adversária, Maya Gabeira, que dobrou o 3,17 da sua maior nota e somou um 2,97 também da sua primeira bateria. Maya ficou em segundo com 9,31 pontos e outra carioca, Michelle des Bouillons, em terceiro com 9,21 no total.

“Isto é, definitivamente, um trabalho em equipe e o Pierre (Rollet) foi incrível”, destaca Justine Dupont. “Começamos a vir para Nazaré juntos há muito tempo e foi fantástico fazer a parceria com ele hoje e com o Fredo no jet ski. Tínhamos tantos amigos por perto e foi incrível ter as nossas pessoas favoritas ali para compartilhar isso”.

Formato – Nove equipes de dois competidores foram divididas em três grupos, para surfar duas vezes durante um dia de seis baterias com 60 minutos de duração. Cada surfista da equipe teria que surfar e depois pilotar o jet-ski para o seu companheiro. Na disputa pelo título de “Best Performance”, foram computadas as duas melhores ondas surfadas por cada um nas duas baterias, com a maior nota tendo a sua pontuação dobrada.

Já para definir o vencedor do prêmio de “Best Team Performance”, a pontuação é composta pelas três maiores notas dos dois surfistas. A equipe de Lucas Chianca e Kai Lenny conquistou o bicampeonato consecutivo no TUDOR Nazaré Tow Surfing Challenge totalizando 36,68 pontos. É o resultado dos 23,34 pontos do brasileiro (8,17×2 + 7,00), somados aos 13,34 (6,67×2) do havaiano. A dupla formada por Pedro Scooby e Nic Von Rupp ficou em segundo com 32,24 no total, seguida pela do Rodrigo Koxa com Kealii Mamala com 27,50 pontos.

Best Team Performance – classificação por equipes

1 Lucas Chianca (BRA) e Kai Lenny (HAV) = 36,68 pontos
2 Pedro Scooby (BRA) e Nic Von Rupp (PRT) = 32,24
3 Rodrigo Koxa (BRA) e Kealii Mamala (HAV) = 27,50
4 Justine Dupont (FRA) e Pierre Rollet (FRA) = 24,49
5 Axier Muniain (ESP) e Francisco Porcella (ITA) = 22,81
6 Antonio Silva (PRT) e João de Macedo (PRT) = 18,57
7 Andrew Cotton (ING) e Will Skudin (EUA) = 18,18
8 Maya Gabeira (BRA) e Eric Rebiere (FRA) = 17,11
9 Michelle des Bouillons (BRA) e Ian Cosenza (BRA) = 14,21

Men’s Best Performance – classificação individual masculina
1 Lucas Chianca (BRA) – 8,17×2 + 7,00 = 23,34 pontos
2 Pedro Scooby (BRA) – 9,50×2 + 3,90 = 22,90 pontos
3 Kai Lenny (HAV) – 6,67×2 + 5,73 = 19,07 pontos
4 Kealii Mamala (HAV) – 5,50×2 + 5,50 = 16,50 pontos
5 Rodrigo Koxa (BRA) – 5,50×2 + 4,27 = 15,27 pontos
6 Axier Muniain (ESP) – 5,00×2 + 4,50 = 14,50 pontos
7 Pierre Rollet (FRA) – 4,83×2 + 4,57 = 14,23 pontos
8 Nic Von Rupp (PRT) – 4,67×2 + 4,67 = 14,01 pontos
9 Francisco Porcella (ITA) – 4,57×2 + 3,67 = 12,81 pontos
10 Will Skudin (EUA) – 4,07×2 + 3,90 = 12,04 pontos
11 João de Macedo (PRT) – 4,00×2 + 3,17 = 11,17 pontos
12 Eric Rebiere (FRA) – 3,90×2 + 3,17 = 10,97 pontos
13 Antonio Silva (PRT) – 3,70×2 + 2,97 = 10,37 pontos
14 Andrew Cotton (ING) – 3,07×2 + 2,97 = 9,11 pontos
15 Ian Cosenza (BRA) – 2,80×2 + 2,27 = 7,87 pontos

Women´s Best Performance – classificação individual feminina:
1 Justine Dupont (FRA) – 5,13×2 + 0,00 (interferência) = 10,26 pontos
2 Maya Gabeira (BRA) – 3,17×2 + 2,97 = 9,31 pontos
3 Michelle des Bouillons (BRA) – 3,17×2 + 2,87 = 9,21 pontos

Baterias

1º bateria – Grupo A
Equipe 1: Lucas Chianca (BRA) – 7,00×2 + 4,33 = 18,33
Equipe 1: Kai Lenny (HAV) – 6,67×2 + 4,53 = 17,87
Equipe 8: Pierre Rollet (FRA) – 4,83×2 + 4,50 = 14.16
Equipe 8: Justine Dupont (FRA) – 5,13×2 + 3,77 = 14,03
Equipe 5: Francisco Porcella (ITA) – 2,67×2 + 2,10 = 7,44
Equipe 5: Axier Muniain (ESP) – 0,67×2 + 0,00 = 1,34

2º bateria – Grupo B
Equipe 3: Kealii Mamala (HAV) – 5,50×2 + 4,93 = 15,93
Equipe 3: Rodrigo Koxa (BRA) – 4,27×2 + 3,93 = 12,47
Equipe 4: Will Skudin (EUA) – 4,07×2 + 3,50 = 11,64
Equipe 9: Michelle des Bouillons (BRA) – 3,17×2 + 2,57 = 8,91
Equipe 4: Andrew Cotton (ING) – 2,97×2 + 1,93 = 7,87
Equipe 9: Ian Cosenza (BRA) – 2,80×2 + 2,07 = 7,67

3º bateria – Grupo C
Equipe 2: Pedro Scooby (BRA) – 9,50×2 + 3,90 = 22,90
Equipe 2: Nic Von Rupp (PRT) – 4,67×2 + 3,83 = 13,17
Equipe 7: Eric Rebiere (FRA) – 3,90×2 + 3,17 = 10,97
Equipe 7: Maya Gabeira (BRA) – 3,17×2 + 2,97 = 9,31
Equipe 6: Antonio Silva (PRT) – 3,70×2 + 1,60 = 9,00
Equipe 6: João de Macedo (PRT) – 2,87×2 + 2,83 = 8,57

4º bateria – Grupo A
Equipe 1: Lucas Chianca (BRA) – 8,17×2 + 5,83 = 22,17
Equipe 1: Kai Lenny (HAV) – 5,73×2 + 3,90 = 15,36
Equipe 5: Axier Muniain (ESP) – 5,00×2 + 4,50 = 14,50
Equipe 5: Francisco Porcella (ITA) – 4,57×2 + 3,67 = 12,81
Equipe 8: Pierre Rollet (FRA) – 4,57×2 + 2,20 = 11,34
Equipe 8: Justine Dupont (FRA) – 3,77×2 + 3,73 = 11,27

5º bateria – Grupo B
Equipe 3: Rodrigo Koxa (BRA) – 5,50×2 + 3,83 = 14,83
Equipe 3: Kealii Mamala (HAV) – 5,50×2 + 3,23 = 14,23
Equipe 4: Will Skudin (EUA) – 3,90×2 + 3,17 = 10,17
Equipe 4: Andrew Cotton (ING) – 3,07×2 + 2,33 = 8,47
Equipe 9: Michelle des Bouillons (BRA) – 2,87×2 + 2,47 = 8,21
Equipe 9: Ian Cosenza (BRA) = 2,27×2 + 1,67 = 6,21

6º bateria – Grupo C
Equipe 2: Nic Von Rupp (PRT) – 4,67×2 + 3,90 = 13,24
Equipe 2: Pedro Scooby (BRA) – 3,77×2 + 3,70 = 11,24
Equipe 6: João de Macedo (PRT) – 4,00×2 + 3,17 = 11,17
Equipe 7: Maya Gabeira (BRA) – 2,80×2 + 2,40 = 8,00
Equipe 6: Antonio Silva (PRT) – 2,97×2 + 1,50 = 7,44
Equipe 7: Eric Rebiere (FRA) – 0,00 + 0,00 = 0,00