MEO Pro Portugal 2025

Yago vence Italo na decisão

Yago Dora supera Italo Ferreira na final do MEO Pro Portugal 2025 e sobe para quarto lugar no ranking. Italo segue líder.
MEO Pro Portugal 2025, Supertubos, Peniche

O MEO Pro Portugal 2025 terminou neste domingo (23) com final brasileira. Yago Dora venceu Italo Ferreira na decisão do masculino e subiu para a quarta posição no ranking. Italo segue como líder. Filipe Toledo parou nas quartas e terminou em quinto lugar. Entre as mulheres deu a norte-americana Caroline Marks, que venceu a havaiana Gabriela Bryan na final. Domingo decisivo teve ondas de 1 a 1,5 metro um pouco irregulares na maior parte do tempo.

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Yago Dora foi o primeiro a conquistar nota expressiva na final. Aos quatro minutos Italo usou a prioridade numa direita e bateu forte de backside para anotar 3.50 pontos. Yago entrou na esquerda seguinte e acelerou para voar com reverse. Ele ainda executou mais um cutback. A nota foi 6.67 pontos.

Italo respondeu aos oito minutos também com aéreo reverse de frontside. Ele ainda teve espaço para bater na junção. Ele precisava de 4.18 e assumiu a liderança com a nota 7.43 pontos. Yago respondeu com duas ondas. Na primeira não saiu do tubo da direita e na segunda bateu forte na esquerda, mas precisava de 4.27 e anotou 4.23 pontos.

Yago seguiu ativo e aos 13 minutos entrou numa esquerda e colocou manobra aérea e de borda na performance para reassumir a liderança com a nota 6.70 pontos. Italo botou pra dentro de uma direita logo depois, mas tentou sair por baixo do lip e foi derrubado pela onda. Ele chegou na metade da disputa necessitando de 5.94 para ser o campeão da etapa.

Italo ficou ativo e chegou a trocar nota a dez minutos do fim, porém os 4.43 pontos conquistados com dois ataques de backside não mudaram sua posição na disputa. Três minutos depois ele voou alto de frontside, mas caiu na aterrissagem na base da esquerda após uma rotação completa. Italo decolou novamente a três minutos do final. Yago tinha a prioridade, mas deixou a esquerda para o adversário que voou sem rotação e rasgou. Ele foi até o inside, porém a onda não ofereceu mais seções para manobras.

A final chegou nos últimos segundos e Italo achou uma esquerda. O atleta acelerou e voou com reverse, porém precisava de 5.94 e anotou 5.00 pontos para terminar sua quarta final em Supertubos como vice-campeão.

Yago é o sétimo brasileiro a vencer o CT de Portugal. Adriano de Souza venceu em 2010, Filipe Toledo foi campeão numa final contra Italo em 2015, Gabriel Medina levou a melhor em 2017, Italo nos anos de 2018 e 2019, Tatiana Weston-Webb em 2022 e João Chianca em 2023.


Caminho de Yago até a final – Yago precisou vencer três bateria neste domingo para garantir lugar na decisão do MEO Pro Portugal 2025. Ele foi o primeiro brasileiro garantido nas quartas de final da etapa. O surfista derrotou o havaiano Imaikalani deVault com as duas maiores notas da bateria.

O dia decisivo começou a WSL tendo problemas técnicos na transmissão do evento. Algumas ondas dos atletas, além das notas e do tempo de bateria não apareciam na tela. A sinal também caia com certa frequência. Yago abriu o duelo com uma rasgada de frontside que valeu 3.00 pontos. Na sequência anotou 7.00 em nova atuação pra esquerda e após duas notas fracas colocou mais 5.17 no somatório para vencer pelo placar de 12.17 a 6.33 pontos.

Os dois atletas ficaram muito ativos no confronto e Imai pegou ainda mais ondas que o brasileiro (11 contra 8), mas em nove atuações ele não chegou na casa de 1 pontos. Sua melhor performance no duelo aconteceu de frontside na direita de Supertubos e valeu 4.00 pontos.

Yago x Jack – O adversário de Yago nas quartas foi Jack Robinson, surfista que venceu batalha australiana contra Liam O’Brien na primeira bateria das oitavas de final com o somatório de 15.67 pontos contra 2.83 do adversário.

Jack abriu a bateria com uma batida forte de frontside. Ele caiu no ataque seguinte e anotou 3.50 pontos. Yago também atuou pra direita, porém de backside. O brasileiro rasgou e bateu para conquistar 6.33 e assumir a liderança. Yago surfou um tubo de frontside aos seis minutos e inseriu mais 4.33 no somatório. Ele saiu do canudo sendo atingido pela crista. O australiano passou a buscar 7.16 para reverter o resultado.

Yago voltou a surfar aos dez minutos. Ele não tinha a prioridade, mas entrou numa esquerda e conquistou 6.00 pontos. A diferença para o adversário aumentou para 8.83 pontos. Aos 15 minutos, logo após Jack usar o direito de escolha de onda numa esquerda ruim, o brasileiro surfou um tubo longo para esquerda e anotou 8.00 pontos.

Jack passou a ficar ativo, mas seguia surfando ondas ruins. A oito minutos do fim o australiano executou três manobras de backside, colocou 5.00 no somatório e passou a buscar 9.33 para vencer. Jack não conseguiu se conectar com Supertubos, ao contrário de Yago que a dois minutos do fim pegou outro tubo de frontside. Ele ainda executou um layback na saída para trocar nota mais uma vez (7.50) e vencer pelo placar 15.80 a 8.50 pontos.

Yago segura Ethan – O última a cair para Yago antes da final foi Ethan Ewing, australiano que eliminou Filipe Toledo nas quartas de final. A primeira semifinal do masculino foi reiniciada após dez minutos sem ondas. Ethan abriu com nota fraca (0.50). Logo depois, aos três minutos, ele bateu de frontside chutando e derrapando a rabeta para colocar mais 2.50 no somatório. Yago estreou na disputa na sequência. O brasileiro acelerou numa esquerda e decolou com rotação para largar com 7.50 pontos.

Yago ficou ativo sem a prioridade. Ele surfou três ondas em dois minutos e, após duas notas fracas, bateu três vezes de backside para inserir 5.33 pontos no somatório. Ethan passou a precisar de duas ondas para conquistar os 12.83 necessários para reverter o resultado.

O brasileiro chegou perto de mexer no placar duas vezes (5.17 e 4.83). Ethan tentou tubo pra direita, manobra pra esquerda, mas não conseguiu mexer no placar e finalizou o MEO Pro Portugal 2025 em terceiro lugar.

Caminho de Italo até a final – Assim como Yago, Italo também precisou superar três adversários para chegar na final da etapa europeia do CT. Nas oitavas o duelo foi contra o australiano Joel Vaughan.

Italo largou com uma nota fraca, depois conquistou 2.83 pontos com duas rasgadas de backside na direita. O campeão mundial de 2019 subiu o nível numa performance para esquerda que valeu 9.17 pontos. Ele voou muito alto e completou a rotação antes de aterrissar com segurança. Joel tentou se manter no jogo com a nota 5.17 pontos. Na apresentação o aussie passou rápido de backside por dentro da esquerda, depois rasgou e bateu.

O brasileiro tentou outros voos de frontside, mas não conseguiu repetir a atuação de nível excelente. Italo colocou mais 3.67 pontos no somatório e venceu com 12.84 no placar. Joel perdeu precisando de 7.68 pontos e se despediu da prova em nono lugar.


Italo x Rio – Os finalistas da etapa do CT de Abu Dhabi se enfrentaram nas quartas de final do MEO Pro Portugal 2025. Italo Ferreira voltou a vencer o indonésio Rio Waida e garantiu vaga nas semifinais da etapa europeia do CT.

Rio foi o primeiro a atuar na bateria. O indonésio entrou de frontside numa direita aos seis minutos, bateu e caiu na volta de um floater. A nota foi 3.33 pontos. Cada um surfou duas ondas na primeira metade do confronto e essa foi a melhor atuação.

Italo assumiu a liderança aos 16 minutos. O brasileiro entrou numa esquerda intermediária e voou com alto com rotação completa. A performance valeu 6.67 pontos. Rio, que precisava de 3.85, entrou num tudo de backside, mas não conseguiu sair.

Os atletas trocaram suas notas de backup e Rio entrou nos cinco minutos finais com a prioridade, na busca de 5.28 para vencer a bateria. O brasileiro seguiu atuando e conseguiu aumentar a diferença com 3.20 pontos. O indonésio não atuou mais no confronto e perdeu pela segunda vez seguida para Italo, dessa vez pelo placar de 9.87 a 6.43 pontos.

Líder contra vice-líder – O líder do ranking Italo Ferreira eliminou o vice-líder Barron Mamiya na segunda semifinal e confirmou lugar na decisão. O brasileiro surfou duas ondas nos três minutos iniciais. A primeira foi ruim (0.37), mas na segunda, uma esquerda, ele voou com reverse e bateu na junção para anotar 5.17 pontos. O havaiano largou aos oito minutos com três rasgadas de backside na esquerda. A nota foi 2.83 pontos. O brazuca tentou responder com um aéreo de frontside, mas caiu da prancha na aterrissagem. Barron tentou os 3.35 que precisava aos nove minutos. Ele bateu forte na direita, mas os 3.07 não o levaram para a liderança.

A bateria seguiu quente, mas sem notas expressivas. Italo mexeu no placar duas vezes com 2.57 e 3.10 pontos. Barron ficou dentro de um tubo quadrado para esquerda. O havaiano chegou na metade do confronto precisando de 5.20 para ser finalista da etapa.

Italo alterou o somatório aos 18 minutos com um aéreo reverse na esquerda. A performance valeu 5.67 pontos e Barron ficou necessitando de 7.77 para vencer o duelo. Ele reagiu com um canudo fundo e apertado de backside. Com 4.17 ele ficou precisando de 6.67 para reverter resultado. Barron encaixou duas batidas de frontside a nove minutos do fim, mas os 3.90 pontos não alteraram sua situação na bateria.

O brasileiro usou a prioridade a seis minutos do fim, mas não trocou nota com dois ataques de backside (4.93). O havaiano usou o direito de escolha de onda um minuto depois e também executou duas manobras, porém de frontside. Ele melhorou sua pontuação com 4.90 pontos. Logo depois ele acertou mais duas pancadas, porém precisava de 5.94 e anotou 5.03 pontos.

Italo bloqueou Barron perto do minuto final, voou com reverse e bateu na esquerda para colocar mais 5.37 no somatório. O havaiano ficou sozinho no pico e teve uma chance, mas a esquerda foi ruim e ele se despediu da etapa com a terceira posição. Esse foi o sexto duelo entre os dois e Italo agora tem duas vitórias contra quatro do havaiano.

Filipe em quinto – Filipe Toledo foi o outro brasileiro que chegou no último dia do MEO Pro Portugal 2025. Filipe Toledo virou pra cima de Jordy Smith quase no fim da bateria válida pelas oitavas de final.

O brasileiro fez a maior nota da primeira metade da disputa. Ele bateu de frontside na direita e depois caiu quando executou um snap forte derrapando a rabeta. A performance valeu 2.10 pontos. Ele ficou mais ativo do que Jordy, mas os dois tentavam os tubos e não saiam, ou não encontravam seções boas para manobras.

Filipe anotou 3.50 logo depois com uma esquerda pequena e espumada que ofereceu espaço para três batidas. Jordy respondeu na sequência também com uma direita. O sul-africano executou um snap linkado com uma batida e anotou 3.37 pontos.

O brazuca quase completou um bom tubo de backside, mas na saída foi atingido pela crista e teve a prancha partida ao meio. Jordy assumiu a liderança na sequência. O atleta da África do Sul passou por dentro de Supertubos e rasgou na saída do canudo para anotar 4.67 e deixar o brasileiro na busca de 4.55 para avançar na etapa.

Filipinho conquistou 3.93 pontos e passou a buscar 4.12 para vencer. Os dois surfaram quase no fim. Filipe surfou um tubo pra direita e ainda entrou no inside para executar uma batida. Ele comemorou bastante. Jordy também atuou de frontside. Ele ficou um pouco preso após o primeiro ataque, uma batida, depois rasgou, bateu novamente, fez um cutback e acertou uma pancada no inside. Filipe foi pra liderança com 5.50. Jordy ficou na necessidade de 4.77 e se despediu da etapa ao conquistar 3.80 pontos. Próximo adversário do brazuca é o australiano Ethan Ewing.

Filipe para nas quartas – Filipe Toledo caiu nas quartas. O australiano Ethan Ewing deu um duro golpe no brasileiro, que até reagiu bem, porém não conseguiu reverter o resultado. Com a derrota o surfista se despediu da etapa em quinto lugar.

Filipe começou com notas fracas e Ethan atuou pela primeira vez na bateria aos sete minutos. O aussie chegou no critério excelente depois de sair de um tubo de backside depois da baforada. Ele conquistou 9.17 pontos. Filipe voltou para o jogo logo após a metade do duelo. O brazuca voou com rotação numa esquerda e executou uma batida para anotar 7.83 pontos. Ethan respondeu com uma batida de frontside (3.00) e Filipe passou a necessitar de 4.35 para vencer.

Ethan ampliou um pouco a diferença para o brasileiro a sete minutos do fim. O surfista bateu, rasgou e bateu novamente para trocar 3.00 por 3.33 pontos. Filipe passou a precisar de 4.68 para chegar na semifinal. O brasileiro ficou com a prioridade nos minutos finais, porém não teve mais oportunidades e foi eliminado. Filipe sai da Europa na nona posição no ranking.

Caroline bicampeã – A norte-americana Caroline Marks é bicampeã do MEO Pro Portugal. A decisão de 2025 foi contra a havaiana Gabriela Bryan. Caroline abriu a final de 35 minutos com duas manobras de frontside que valeram 3.00 pontos. Aos dez minutos a surfista dos Estados Unidos bateu duas vezes de backside. Ela ainda tentou mais um ataque, mas caiu da prancha. A performance valeu 4.90 pontos.

Gabriela teve como melhor atuação a nota 4.17 conquistada em sua primeira atuação no confronto. Ela passou 25 minutos precisando de 3.74 para reverter a situação, porém não conseguiu e finalizou a etapa em segundo lugar. Com o resultado Caroline subiu para o terceiro lugar no ranking e Gabriela para o quinto.

Caroline venceu Molly Picklum na semifinal com notas conquistadas de backside nas direitas de Supertubos (4.83 e 3.70). A australiana perdeu precisando de 4.21 pontos. O placar terminou com 8.53 a 7.50 pontos. Gabriela e Erin Brooks se enfrentaram na outra disputa do round. As atletas usaram as direitas para as apresentações. Gabriela começou forte com 5.33 e aos sete minutos bateu duas vezes para anotar 6.50 pontos. Erin, que tinha 4.17, precisava de 7.66 para vencer. A canadense diminuiu a diferença três minutos depois com uma pancada passando a rabeta por cima da crista. A nota 5.23 diminuiu a diferença para 6.60 pontos.

Erin quase virou aos 19 minutos com dois ataques que valeram 6.40 pontos. A surfista do Canadá segurou a prioridade nos minutos finais, porém não conseguiu os 5.44 que precisava e se despediu do evento em terceiro lugar. Caroline venceu pela primeira vez em Portugal no anos de 2019.

MEO Pro Portugal 2025
Final Masculino
Yago Dora (BRA) 13.37 x 12.43 Italo Ferreira (BRA)
Semifinais

1 Yago Dora (BRA) 12.83 x 3.50 Ethan Ewing (AUS)

Italo Ferreira (BRA) 11.04 x 9.93 Barron Mamiya (HAV)

Quartas de final

1 Yago Dora (BRA) 15.50 x 8.50Jack Robinson (AUS)

2 Ethan Ewing (AUS) 12.50 x 8.96 Filipe Toledo (BRA)

Italo Ferreira (BRA) 9.87 x 6.43 Rio Waida (IDN)

4 Barron Mamiya (HAV) 10.34 x 9.27 Marco Mignot (FRA)

Oitavas de final

1 Jack Robinson (AUS) 11.93 x 6.00 Liam O’Brien (AUS)

Yago Dora (BRA) 12.17 x 6.33 Imaikalani deVault (HAV)

3 Ethan Ewing (AUS) 12.76 x 7.94 Cole Houshmand (EUA)

Filipe Toledo (BRA) 9.43 x 8.47 Jordy Smith (AFR)

Italo Ferreira (BRA) 12.84 x 9.00 Joel Vaughan (AUS)

6 Rio Waida (IDN) 9.17 x 7.36 Kanoa Igarashi (JAP)

7 Marco Mignot (FRA) 9.50 x 4.83 Seth Moniz (HAV)

8 Barron Mamiya (HAV) 12.84 x 11.23 Leonardo Fioravanti (ITA)

Final Feminino

Caroline Marks (EUA) 7.90 x 6.97 Gabriela Bryan (HAV)

Semifinais

1 Caroline Marks (EUA) 8.53 x 7.50 Molly Picklum (AUS)

2 Gabriela Bryan (HAV) 11.83 x 11.63 Erin Brooks (CAN)

Ranking Masculino do CT após o MEO Pro Portugal 2025
1 Italo Ferreira (BRA) 23.885

2 Barron Mamiya (HAV) 17.415

3 Ethan Ewing (AUS) 15.490

4 Yago Dora (BRA) 15.010

5 Rio Waida (IDN) 13.875

6 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.450

7 Jack Robinson (AUS) 12.160

8 Kanoa Igarashi (JAP) 11.385

9 Filipe Toledo (BRA) 11.385
10 Miguel Pupo (BRA) 10.820

11 Joel Vaughan (AUS) 9.960

12 Jordy Smith (AFR) 7.970

13 Liam O’Brien (AUS) 7.970

14 Ian Gouveia (BRA) 7.680

15 Jackson Bunch (HAV) 7.405

16 Jake Marshall (EUA) 7.405

17 Seth Moniz (HAV) 6.905

18 Marco Mignot (FRA) 6.340

19 George Pittar (AUS) 6.340

20 Griffin Colapinto (EUA) 5.980

21 Connor O’Leary (AUS) 5.980

22 Cole Houshmand (EUA) 5.980

23 Deivid Silva (BRA) 5.980

24 Alan Cleland (MEX) 4.915

25 João Chianca (BRA) 4.915

26 Ian Gentil (HAV) 3.990

27 Matthew McGillivray (AFR) 3.990

28 Ramzi Boukhiam (MAR) 3.990

29 Alejo Muniz (BRA) 3.990
30 Edgard Groggia (BRA) 3.990

31 Imaikalani deVault (HAV) 3.850

32 Ryan Callinan (AUS) 2.925

33 Samuel Pupo (BRA) 2.925

34 Crosby Colapinto (EUA) 1.860

35 Gabriel Medina (BRA) 795
Ranking Feminino do CT após o MEO Pro Portugal 2025

1 Caitlin Simmers (EUA) 22,545

2 Molly Picklum (AUS)19,970

3 Caroline Marks (EUA)19,490

4 Tyler Wright (AUS)17,355

5 Gabriela Bryan (HAV)16,495

6 Erin Brooks (CAN) 13,440

7 Sawyer Lindblad (EUA) 12,100

8 Vahine Fierro (FRA) 11,305

9 Lakey Peterson (EUA) 11,305

10 Bella Kenworthy (EUA) 10,535

11 Johanne Defay (FRA) 8,400

12 Isabella Nichols (AUS) 8,400

13 Brisa Hennessy (CRI) 8,400

14 Luana Silva (BRA) 7,830

15 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7,830

16 Sally Fitzgibbons (AUS) 6,265

17 Tatiana Weston-Webb (BRA)6,265

18 Nadia Erostarbe (ESP) 2,610

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    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) x Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) x Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) x Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) x João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) x George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) x Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) x Miguel Pupo (BRA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) x Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) x Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) x Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) x Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) x Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) x Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) x Brisa Hennessy (CRC)

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.